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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

D'um ao outro......




O velhaco do Paulo Portas, que disso não passa, só tem um objectivo politico em vista: É manter-se agarrado ao poder. Coisa para ele vital. Só estando no poder pode tornear as longas facadas que tem dado. Precede-o um infindável rosário de golpes, fraudes, tráfico de influências e tudo o que se diz à boca pequena, Mas que não são só boatos , não! A começar na "estória" mal contada do Jaguar, quando ainda era académico, até à longa golpada dos submarinos, esta mais recente, tem valido tudo.  A voracidade deste homem pelo poder é doentia, é física.... E a sua carreira política ressente-se disso mesmo, atropela tudo e varia como um louco, apenas para se manter a flutuar. Bom, no CDS, é um pantomineiro entre iguais, está como peixe na água, depois de desbaratar toda a concorrência de Históricos que lhe podiam causar engulhos. Recordem só a carreira ascenssional do melro no CDS, foi facada nas costas de tudo e todos. Pois agora, este dancarino de polcas a quem o outro, se bem que diferente, mais ao estilo paternalista épico: o Cavaco, despreza profundamente, e mal o disfarça, sente pelo arrivista Paulinho. E este, sem vergonha, cola-se descaradamente às declarações do Presidente. entre ambos têm em comum, o sentido apurado de traição, de deslealdade. Ambos apenas leais a si próprios. Diferentes no estilo, iguais nos objectivos. Seráfico e sibilante, um, dascarado, sem vergonha e tonitroante o outro. Sentido de Estado, nem um nem outro. Lembrem a "estória" de um e outro e verão que tenho razão. Pertencem ambos à mais sinistra galeria de políticos coruptos, sem ideias e sem ética.... 

                                      António Capucha

                 Vila Franca de Xira, 7 de Dezembro de 2012

Adeus Joaquim Benite.




Morreu o Joaquim. Morreu o nosso Mestre e o nosso Amigo.
Morreu a fazer teatro, que era o que ele melhor fazia: e fez teatro até ao fim. Dirigiu-nos até já não ter fôlego para puxar a fumaça dos cigarros que ia desfiando, um após o outro, nos ensaios (nas últimas semanas, resignado a ter de deixar de fumar, trazia para a sala um cigarro electrónico que alguém baptizou de Robocop).
Joaquim Benite foi e será o que se dirá agora dele: um intelectual de acção, um artista generoso, um Homem perseverante, com um aguçado olhar poético sobre o Mundo e uma grande intolerância contra a injustiça – que nalguns momentos da sua vida terá tentado beliscá-lo, mas que ele ignorou como quem dá um piparote numa beata pela janela do carro fora, como ele tinha o mau hábito de fazer.
Joaquim Benite foi e será muitas coisas. Para nós, os que temos vivido e aprendido com ele – para as várias gerações de actores, técnicos, encenadores, directores de teatros… – o Joaquim foi o Homem que nos revelou o segredo de que o teatro é um vício (quem lá entra, nunca mais de lá sai), mas é também um bálsamo (nós, os que temos esta profissão, somos uns privilegiados, porque nos momentos de dor imensa, como este, podemos sempre fugir para o palco: e lá a dor é outra).
Ficámos com uma peça nas mãos: o «Timão de Atenas», que de Atenas fala pouco, mas fala muito sobre a hipocrisia e a falsidade dos homens. O nosso “patrão”, como o Joaquim lhe chamou nos primeiros ensaios, tinha a mania de escrever para nós, e para “os que vierem depois de nós” – e os que vierem depois deles.
E agora chega de “palavras, palavras, palavras…” e vamos mas é trabalhar, que era talvez o que ele diria neste momento, se pudesse. Vamos cuidar dos vivos. Confortar a sua família – as suas irmãs, os seus filhos, os seus netos – e trazer a Teresa «Coragem» de volta às tábuas.
“E já que estamos em Shakespeare” (como tu próprio podias ter dito, meu querido Amigo…), citemos as palavras que o nosso “patrão” põe na boca daquele que, desiludido do caminho que a sociedade ia tomando, se afastou dos homens para morrer sozinho:
“Sol, esconde os teus raios: o Joaquim chegou ao fim do seu destino”
Companhia de Teatro de Almada
texto lido pelo actor Luís Vicente, esta tarde, no funeral.
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O Partido Comunista Português proporá amanhã, na Assembleia da República, pelas 12h00, um voto de pesar pelo falecimento de Joaquim Benite. A sessão é pública, e gostaríamos de contar com a presença de todos os amigos do Joaquim, e do seu público. A entrada far-se-á às 11h30, pela porta principal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Chacais.....





Cavaco Silva, não tem família politica, tem capangas que, ou o servem, ou ele amua. O homem é um espanto.... Agora faz saber que afinal não está de acordo com o governo, e que Portugal deve renegociar o acordo com a troika, tal como ela, a troika, fez com a Grécia. Espantoso, este caramelo intrevem politicamente como se fosse um chefe da MÁFIA.... Por recados. Até o PS já veio a terreiro bater-lhe palmas... O homem é bronco mas não tanto, sabe perfeitamente que isso vai criar problemas ao Governo, mas ele faz tudo até trair o seus, por troca com ums aplausos fora do sua coutada. Já há tempos o parceiro de coligação do Governo se demarcou de uma medida muito impopular e errada como têm sido todas as medidas tomadas por esta corja. O bom do Paulo Portas montou uma encenação a propósito do orçamento para dois mil e treze, que terminou com a grande exibição do PP, a votar fvoravelmente apenas para não criar uma crise política, tadinho do riquinho, que quanto a Paulo Portas seria o descalabro e agravamento incontrolável da crise, desculpa esfarrapada destinada apenas a encobrir o essencial: a traição evidente do seu acto. São piores que chacais, esses têm a fama, mas não o proveito, sobretudo nas suas relações familiares, acasalam para toda a vida e são de uma dedicação a toda aprova aos filhos e fêmeas, um casal temível, quando caçam juntos. E a senhora Merkel, também é da mesma família política..... São piores que tubarões em fernesim alimentar. Esperemos que se devorem uns aos outros. Só temos a ganhar com isso.... 

                                     António Capucha

                   Vila Franca de Xira, 6 de Dezembro de 2012

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Teatro está de luto.


Joaquim Benite (1943-2012)
O encenador Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada, faleceu esta noite, na sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia. O fundador da Companhia de Teatro de Almada preparava a estreia absoluta em Portugal de Timão de Atenas, de Shakespeare, que representaria o seu regresso à actividade após um período de ausência dos palcos por motivo de doença. O País perde assim um dos seus mais prestigiados encenadores, ligado ao movimento de renovação do Teatro português no período que antecedeu e que se seguiu à Revolução de 1974.
Joaquim Benite nasceu em Lisboa em 1943. Começou a trabalhar como jornalista, aos 20 anos, no jornal República. Posteriormente fez parte da redacção do Diário de Lisboa e foi chefe de redacção dos jornais O século e O diário. Foi crítico de teatro no Diário de Lisboa e em diversas revistas e publicações.
Em 1971 fundou o Grupo de Campolide e estreou-se na encenação com O avançado centro morreu ao amanhecer, de Agustin Cuzzani. Com a peça Aventuras do grande D. Quixote de la Mancha e do gordo Sancho Pança, de António José da Silva, ganhou, no ano seguinte, o Prémio da Crítica para o melhor espectáculo de teatro amador.
Em 1976, no Teatro da Trindade, transformou o Grupo de Campolide em companhia profissional. Em 1978 a sua companhia instala-se em Almada, cidade de onde não mais sairia, e que transformou num dos principais focos teatrais do País, cujo expoente máximo será porventura o Festival de Almada, criado em 1984, e que em 2013 terá a sua 30ª edição. Em 1988, Joaquim Benite inaugura o primeiro Teatro Municipal dessa cidade, e em 2005 é finalmente concluído o projecto do novo Teatro Municipal de Almada - num edifício da autoria de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira -, que se tornou num dos principais teatros do País.
Tendo criado mais de uma centena de espectáculos, Joaquim Benite foi responsável pela estreia em teatro de José Saramago, de quem dirigiu A noite (1979) e Que farei com este livro? (1980 e 2007). Encenou ainda obras de Shakespeare, Molière, Brecht, Lorca, Bulgakov, Camus, Adamov, Gogol, Beckett, Albee, Neruda, Thomas Bernhard, Sanchis Sinisterra, Antonio Skármeta, Pushkin, Peter Schaffer, Marguerite Duras, Dias Gomes, Nick Dear, O’Neill, Marivaux, Feydeau, Almeida Garrett, Gil Vicente, Raul Brandão, entre muitos outros.
Entre os seus últimos trabalhos contam-se: Que farei com este livro, de José Saramago (2007); as óperas A clemência de Tito, de Mozart (2008), O doido e a morte (2008) e A rainha louca (2011), de Alexandre Delgado; O presidente, de Thomas Bernhard (2008); Timon de Atenas, de Shakespeare (Festival de Mérida, 2008); A mãe, de Brecht (2010); Tuning, de Rodrigo Francisco (2010); Troilo e Créssida, de Shakespeare (2010); e Hughie e Antes do pequeno-almoço, de Eugene O’Neill (2010).
Entre os numerosos prémios e distinções com que foi distinguido, Joaquim Benite foi agraciado com as Medalhas de Ouro dos Municípios de Almada e da Amadora, e as Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e Mérito Distrital do Governo Civil de Setúbal. Foi-lhe também atribuído o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique; os graus de Cavaleiro e Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França; e o grau de Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha.

Natal.




Apesar da consciência generalizada da crise e das políticas deste governo que nos rouba descaradamente os subsídios, o Natal aí está pujante, agressividade promocional disto e daquilo, desde cartões de crédito sem anuidade até colecções de encadernações de luxo de obras literárias, ele é um vê se te avias. Tudo a apelar ao consumo, que mais tarde iremos pagar com língua de palmo. O natal é, e sempre foi, um hino ao consumo, mas para nós sempre foi também, ou sobretudo, uma época de felicidade compulsiva. Não raro damos connosco a sorrir quase sem darmos por isso, sentimentos pobres, primários, mas de enorme força e do outro lado, oferta de coisas simples markting intuitivo, directo, Manter o apetite de consumo e manter a oferta. E a pedra de toque disto tudo, dinheiro livre para gastar.... E é interrompendo esta cadeia da forma que o fizeram, estes anormais do governo, condenam mais umas centenas de Empresas à falência e consequentemente mais uns milhares de portugueses ao desemprego, mais uns milhares de pessoas que deixam de descontar para a segurança social, e, pelo contrário vão viver do parco subsidio da segurança social. Tem vindo a ser assim que estes senhores têm promovido a destruição da nossa, já de si débil, economia. Em nome de, não sei exactamente o quê. Eu diria da agiotagem internacional, e das nossas más políticas de crescimento económico, que já vêm detrás, de muito longe, teríamos que remexer muito na nossa História e na nossa consciência colectiva para chegarmos a conclusões nessa matéria, mas não será estúpido referir, que não nos fez bem nenhum, antes pelo contrário, fez-nos muito mal, aqueles quarenta anos de obscurantismo, provincianismo e isolacionismo: O famoso " orgulhosamente sós", o "Deus Pátria e autoridade" e outros mimos da retórica oficial do fascismo. 
Sem peneiras nenhumas, devo dizer que é com prazer que me entrego ao devaneio desta insanidade colectiva. até porque me é permitido um sem número de abusos, que me estão vedados no resto do ano. Sempre posso malhar uns canecos e comer umas vitualhas, que as minhas guardas pessoais fecham os olhos.

                                         Antónío Capucha

                     Vila Franca de Xira, 5 de Dezembro de 2012       

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Que viva o teatro....



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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cavaco Silva ou o Zé da fisga....




O pior dos Silvas é sem dúvida o Cavaco Silva. E porquê? Porque é Presidente da República, o nosso mais alto magistrado e representante. O que é que se pode dizer d'um sujeito que vale mais calado que por aquilo que diz.Não sei como é que essa Santa alma, consegue produzir tantam trivialidade mesmo em curtas declarações. É uma tristeza.... Podia dar-se o caso da esposa salvar tanta mediocridade, mas não. Nada a dizer se este Sr. Silva fosse apenas um pequeno-Burguês idiota, Há tantos. Que passam a vida na busca incessante de vantagem nos seus investimentos. Há de facto tantos que se perderia no Mar de charrocos da mesma igualha. Agora o homem que representa a República Portuguesa ser o campeão de trivialidades, é grave. Como é que este povo se pode enganar tanto em quem vota. provavelmente estará à medida de quem nele votou. Um povo de analfabetos funcionais, só pode eleger um igual. Resta-nos aguardar por melhores dias. Um dia chegará que ele dirá uma bestialidade tão grande que não lhe reste mais que sair de fininho pela esquerda baixa.....


                                          António Capucha

                        Vila Franca de Xira, 3 de Dezembro de 2012

domingo, 2 de dezembro de 2012

Parabéns baldemassa.....




O baldemassa, ou Zé broa, mais precisamente o Francisco, como se queira, faz anos, vinte e um, para ser mais preciso, parece que foi ontem, e já é um homem, já vota e tudo. E parece que bem.... Cedo comecou a revelar-se aquilo que cada vez mais se acentua. Muito pequenino quando ía connosco ao super mercado ficava muito concentrado a arrumar os garrafões de água que as pessoas deixavm desarrumados acartar coisas pesadissímas para  ele, era a sua actividade preferida, por um lado, por outro sentia-se nele uma vontade de ordenar e normalizar as coisas, e compreende-las, e isso era a sua forma de as entender, de as estudar, estudava-as fisicamente sopesando-as. Essa sua caracteristica vem-se acentuando com o passar dos anos, Hoje é aluno do Técnico, do terceiro ano e a nau avança sem detença nem parança. Teve foi o azar de nascer neste país de merda e o seu futuro bem como os demais jovens, está mais que hipotecado à estratégia de direita, que tem uma peculiar ideia de progresso. A direita tem complexos de raquitismo e não consegue ultrapassar isso. Será sempre pequena,  a dimensão das suas politicas, e ideias. Mas apesar de tudo o mais, ele o Francisco, continuará a acartar os garrafões e a pôr ordem nas coisas.

                                      António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 2 de Dezembro de 2012    

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O meu Roteiro dos vinhos...



Ele não tem culpa da má fama que lhe criaram. E a propósito dele foram ditos tantos disparates, muitos mais que os que dele abusam disseram, dizem, ou dirão. Desde que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses, até afirmações peremptórias de que é viciante, muito disparate foi, é e será dito. Naturalmente os "chicos moralistas" que fazem da função de proíbir, a sua realização pessoal, eles sim é que são viciados, viciados em mando e comando. 
Sempre tive uma boa relação com o vinho, sobretudo o tinto maduro, e desminto categóricamente que seja um mau hábito, viciante e desviante, Claro apanhei as minhas cadelas, que por vezes está a saber tão bem que não se pode parar, mas duravam um tanto, posto o que voltava ao normal. estive largos períodos em que não podia beber e isso, não me custou a ressaca que se afirma, à tôa, ser demente. Quando pude voltei a beber e sem mácula. Por prazer e com prazer. Nada compulsivamente. Só que há uma tendência para o poder encarar o prazer dos pobres como pecado que precisa de expiação. Foder, também é uma coisa mal vista, porca. A mossa sociedade ainda é muito tosca.
Bom mas vamos ao roteiro, aliás breve, Em princípio gosto de todas as pomadas feitas a preceito por métodos tradicionais, sejam do Dão do Douro, Alentejano, Extremenho, Algarvios, ou da Bairrada, passando pelos verdes e Alvarinhos , tudo cai bem. Mas o melhor vinho que alguma vez bebi foi uma pomada do Gabinete da Área de Sines, projecto industrial dos anos sessenta. A Área consta não só de industria mas tem vastas zonas rurais de criação de gado e pomares e vinhas. E faz um tinto que é de beber de joelhos, coisa pouca.... Aí à volta de quinze dezasseis graus, e de sabor inegualável. Que coisa meus amigos! 
E como é que eu ascendi a ele? perguntais! E respondo, que um amigo do peito, mal amanhado corisco,  é veterinário e tem um contrato com o Gabinete de Sines para tratar os animais da exploração. Claro que se trata de uma relação profissional, mas volta não volta lá lhe dão uma caixa ou duas de vinhaça, não se encontra de outra maneira, é distribuido pelos directores e funcionários superiores e vip's , como é o caso deste meu amigo. E foi assim que à sombra de uma árvore no jardim de uma casa que ele tem junto a Porto Covo, este vosso amigo esteve a beberricar esse fabuloso néctar, acompanhado de salpicôes e coisas do género. Pois é meus caros esqueçam os "Pêras mancas", os tintos da Herdade do "Esporão", os Borbas, os  Douros, os Dãos, aquele tintol faz esquecer tudo e todos, tudo ofusca. Parece que ainda lhe sinto o sabor.... 

                                         António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 30 de Novembro de 2012 


Que viva o teatro.




30 de Novembro de 2012 4:04
Amigos e amigas, amanhã o Festival 
"Indicativo 0" termina em grande! Fontinhas, Strangers, teatro, poesia e tudo o mais que possa acontecer.

Não vale a pena perder...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Arganil.




Quando fomos para Arganil estava longe de supor o que me esperava. Chegamos depois d'um montão de horas de viagem, na altura ainda não haviam IP's, nem Cavacos Silvas, nem nada depois de nos instalarmos num bonito e confortável bungalow, fomos dali à vila, fazer compras e buscar folhetos de turismo na câmara, Os talhos eram um espanto, refulgiam de fumados pendurados e a carne era excelente. e havia outra coisa, um evento que consistia num festival de chanfanas. Dezenas de restaurantes numa fiada de tendas. logo fiz o gosto ao dedo e provei de uns tantos a qualidade da chanfana. Sabeis o que é chanfana? É um guisado de cabra velha feito no forno com vinho tinto, quanto mais tinto melhor, num tacho de barro. e leva horas a preparar que a carne de cabra velha , não é para graças. E o festival durava toda a semana. O resto foi bater toda a região sei lá o Avõ, a margens do rio alva, No Avõ há uma ilha no meio do Alva onde comemos uma fritada de  peixinhos do rio, bons, muito bons, acompanhados de pão e um vinho de estalo, que refulgiu toda a tarde. Quedas de água  várias, serras éne.... Foi um tal de passear que não vos digo nada!!! As vertentes Noroeste da serra de Estrela são lindas. Florestas densissímas, ar puro a rodos paisagens lindissimas frondosas, terras de xisto  em toda a sua beleza, penhascos altaneiros e vales profundos de meter medo. E à noite estávamos esgotados e prontos para dormir. Lembro ainda que na última noite que lá passamos resolvemos comer no restaurante do parque. Foi o nosso baptismo de Maranhos, que é bucho de cabra recheado com miúdos da mesma e cozinhado, estufado, espantoso, é o termo. 
Claro que reincidimos,  como é evidente. Passados uns meses lá estávamos de novo.....

                                          António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 29 de Novembro de 2912  

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Idanha a Nova

Bangalow
piscina
  Um dos sítios que mais e mais vezes visitei/frequentei, terá sido Idanha a Nova. Ficávamos num bungalow no parque de Campismo de Idanha que ficava sobraceiro a uma lagôa que era a principal reserva de água da região. Mal chegados à urbe´a primeira coisa a fazer era comprar queijos e presunto. Os queijos eram magníficos comprados na cooperativa, era um regalo para a vista e um tormento para o olfato aquelas salas cheia de queijos em várias fases de sezão, compravamos logo uns quatro ou cinco e no primeiro dia um deles já não via a luz do dia seguinte. acompanhado pelas "bicas" um pão plano de sabor azeitado e muito agradável. O presunto comprava-se no talho, juntamente com uma molhada de morcelas de um sabor extraordinário, assadas ou cozidas faziam um bela refeição, com grelos de nabo cozidos. Um espanto. O bangalow era muito agradável e confortável. Tinha uma enorme varanda onde eu passava boa parte do tempo a petiscar de fronte para a lagôa e a serra de Estrela em fundo. Recordo um incêndio na serra que durou um par de dias e que eu segui dia e noite com uns binóculos. Da varanda para um dos lados via-se o alto de Monsanto, Aldeia linda, que naturalmente visitamos , tal como visitamos Idanha a Velha, com a sua Igreja pré-Romana. Espantoso. E a Senhora do Almortão, que ficava logo ali ao lado. As Termas de Monfortinho, Penha Garcia e sei lá mais o quê. 

Outra razão pela qual voltámos tanta vez a Idanha, era que o Parque de Campismo onde estava o bangalow, tinha uma piscina muito boa e segura para o Francisco que passava horas esquecidas de molho. E eu só tinha que estar de olho nele a uma distância considerável, e bastava chamá-lo para ele recuar para a zona dos mais pequenos. Um dia deu-se um caso curioso que não resito a partilhá-lo convosco. Por essa altura eu chavava-lhe carinhosamente : Baldemassa.Ora um belo dia estando o Francisco na sua actividade perdileta de se banhar, na piscina, e apouco e pouco foi-se a proximando da zona que tinha um declive para a zona dos mais velhos. Eu dei-lhe um grito e fiz o gesto para que se afastasse dali: Baldemassa.... e fiz para cá com a mão. Nisto um miúdo que brincava ao pé dele, olha para mim de olhos arregalados dispara a correr para o pai em alta vozeria: Ó pai....Ó pai..... Está ali um menino que se chama baldemassa! Oubiste mal, pá.... Responde o tripeiro do pai, ele deve ser é Baldemar.... Estalei de riso,  não pude evitar.... Sacana do tripeiro!!! Fui dali ao bar fronteiro buscar uma bejeca, que estavam uns castigadores tritnta e oito graus....

                                    António Capucha

            Vila Franca de Xira,28 de Novembro de 2012   

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sortelha




Por laxismo, acho eu, nunca vos contei a "estória" da minha estadia em Sortelha, que dizem ter sido Aldeia de bruxas. Estive por lá quase uma semana e não esgotei o manancial de eventuais descobertas possíveis, naquela aldeia da Beira interior. Tive um contacto telefónico com uma operadora turística local, fizemos assim como que uma pré-reserva e partimos. Chegámos às suas imediações pouco depois da hora de almoço, e os restaurantes já não serviam. De modo que foi mesmo ali, numa pizaria que matamos a fome. Bebi um vinho da região o "pedra d'urso". De barriguinha aconchegada, fizemos os restantes dez quilómetros que nos separavam do destino. Demos com a casa e conhecemos a sua dona, Uma senhora espanhola de origem nobre e simpatiqíssima. Tinha adquirido umas casas que recuperou dentro das muralhas e montou e geria o negócio com mestria a sabedoria. Deu-nos bastante literatura sobre a terra e vendeu-me um livro sobre a terra do Ferro. E mandou uma empregada tratar de nós, lá fomos com ela e mal entrámos o arco de entrada principal abrimos a boca de espanto e só a fechamos quando nos viémos embora. A casa onde ficámos era um espanto, Junto ao largo do pelourinho, e da Junta de freguesia, toda em pedra granítica e com uma janela no piso térreo e duas mais pequenas no piso superior. O quarto principal que ficou para a Nita e os meninos, tinha como parede interior um rochedo. assim em bruto, e, um pequeno poial ante a janelinha que mais parecia um postigo. Eu fiquei a dormir no piso debaixo, numa coisa que mais parecia um nicho funerário esculpido na rocha, que outra coisa. Mas dormi bem.... Naquele tempo não havia muita coisa que me pudesse tirar o sono... Cozinhávamos , isto é, eu cozinhava, numa cozinha embutida num móvel rústico da sala, mas poucas vezes, o mais delas íamos, a um restaurante na Aldeia fora das muralhas. Uma vez eles, não quiseram jantar, comeram umas sandes em casa, só eu é que não prescindi de uma refeição em regra. e fui sozinho à parte baixa da Aldeia, e bati-me com um belo bife e voltei para cima, a cantar o tiro-liro, e a fazer mais curvas que as que tinha o caminho. O nosso dia-a-dia era dar grandes passeios pela serra o carro parado. Primeiro fazendo o reconhecimento dentro das muralhas  do Castelo. que era magnífico.Outras a explorar a serra. Lembro-me de um passeio em que demos com umas silvas enormes que tinham umas amoras docissímas e muito grandes, apanhámos umas quantas e levámos para casa onde eu fiz um compota de amora que ficou de se lamber os beiços. Nunca tinha visto amoras tão grandes. Mas o verdadeiro acontecimento. Aquele que passou a ser o acontecimento ligado a Sortelha e que não seria possível noutro sítio, foi quando o Francisco, na altura um batatinha pequeno e ladino, saiu da cama bem cedo e Foi ao quintal das traseiras da casa que davam para a muralha e desatou num berreiro a acordar a mãe, que estava tudo a arder. Óh mãe, óh mãe, está tudo a arder... A Nita esbaforida, foi ver de que se tratava espreitou pela porta envidraçada do quintal viu o que era e foi acordar-me para eu não perder o espectáculo. Uma neblina densíssima e leitosa galgava por cima da muralha e escorria para o quintal onde aí sim, se expandia e dessipava. Num tal "havera" visto, que coisa explendorosa. A quietude do ar, era a razão do fenómeno. Abaixo da muralha não se via um boi. O vale uns cem metros abaixo era um mar de branco ligeiramente ondulante. Que coisa, que magnífico. Durou antes de se dissipar uma boa meia hora. Foi o tempo que durou a hipnose. O Francisco voltou a lutar com os sacanas dos Mouros que queriam retomar a praça. E nós voltamos à nossas lides de organizar o passeio da tarde.

                                           António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 27 de Novembro de 2012  

                      

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Era uma vez um Rei...




Era uma vez um Rei
que tinha duas filhas.
A filha do meio, era careca...
E pediu ao pai um pente d'oiro e marfim, para fazer um risco ao meio.
O pai deu-lhe um lápiz.
E ela com o desgosto, nunca mais comeu sabão....


Perceberam?
Não!?!?!
Nem eu!!!!!





domingo, 25 de novembro de 2012

O Santo sacrifício da saída da Missa.


Igreja matriz de VFX
O santo sacrifício da saída da Missa, era uma manobra algo complicada e que nós, os maraus, executávamos na perfeição, ou não fossemos maraus! começávamos por nos levantar da cama ao Domingo depois de todos. Esperávamos que saíssem para a Missa e então sim, levantávamo-nos e tomávamos um banho rápido mas eficiente, vestíamos o fatinho domingueiro, apertávamos a gravata cinjiamos o colete, banhávavo-nos em perfume ou cólónia e íamos a correr para a igreja. Juntávamo-nos aí uns seis ou sete pinantes olhos postos na porta do Templo e aguardávamos a saída dos fieis. O que esperávamos eram as miudas, que nos procuravam com os seus olhos tão bonitos quanto ávidos. Esta manobra que tinha o seu quê de complicado, tinha duas razões para ser feita. Primeiro daria a ideia aos nossos pais, que tinhamos ido à Missa, apenas tinhamos chagados um pouco tarde e haviamos ficado cá atrás e, consequentemente, tinhamos sido dos primeiros a sair. O segundo era exactamente o  de assistirmos à saída do "miudame", com os seu vestidinhos acabados de estrear, e de ver a Deus. Aquelas trocas de olhares era qualquer coisa digna de se ver. Ali eram combinadas as matinés dançantes, que eram o nosso regalo..... Apertávamos com as garinas até ao limite do possível. E elas babavam-nos os pescoços, e por vezes tinhamos direito a um beijo mais inflamado. Escorria amor e carinho pelos pares assim enlaçados. O pecado era atenuado pela circunstância de elas também apertarem comnosco machos latinos e ladinos. E sentiamos as suas púbis ladinas contra as nossas coxas e bacias. Bom sabeis do que se trata , não é assim. e roçavam-se frenéticas contra o que nos crescera dentro das calças, que nesse tempo não se fazia rogado para se manifestar. Eramos felizes!!!! O dono da casa providenciava um lanchinho e o roça, roça era visto pelos nossos pais como um lanche saudável entre meninos bem.... Mas só nós é que sabiamos o que que por lá ía. À noite encontrávamo-nos no café "O Tareco", e estava feito o Domingo dos meninos "pequeno burgueses" da Vila. Mas tudo começava no " Santo sacrifício da saída da Missa

                                           António Capucha

                        Vila Franca de Xira,25 de Novembro de 2012  


sábado, 24 de novembro de 2012

Premonição do Manuel Maria





A vida é filha da puta,
A puta, é filha da vida....
Nunca vi tanto filho da puta,
Na puta da minha vida!

Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Enviado por E-mail pelo mano velho!!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Que viva o teatro....




     Hoje, sexta-feira, o Teatro do Zero estreia a sua 9ª Produção.

Estão todos convidados a assistir. 21h30 no Ateneu Artísitico Vilafranquense. Apareçam!

Refexões....





O Sr Silva, imérito bronco. Isto é: não receia expor a sua bronquice aguda. Tem dito por pequenas frases as trivialidades do costume, passando uma esponja sobre a gravidade da situação, que ameaça ficar fora de controle. Mais, torneando, a sua quota parte de responsabilidade nesta questão emergente, na sociedade portuguesa. Tem-se visto, mas ele não vê, que até dos sectores potencialmente e tradicionalmente apoiantes do PSD, cresce o vozerio de descontentamento. A sociedade já não aguenta mais, esta política que está a destruir todas as hipóteses de auto-regeneração da economia. portanto é falso que daqui possa resultar a solução para os problemas do País. A única coisa que ainda não conseguiram destruir, é o nosso Sol e a beleza e qualidade das praias, mas com calma lá chegaremos, o único factor da economia, ainda resistente, O turismo associado à bonomia da população Nacional, está em risco de se transformar em ódio e rancor, aos nossos tradicionais alimentadores dessa industria que é o turismo. O povinho já não quer ouvir falar mais de alemães e outros "camones", que comprovadamente são quem nos está a criar estas dificuldades actuais. Ouve-se cada vez mais culpar a Europa, e sobretudo a entrada no €uro, como responsáveis da crise financeira actual, Não sendo inteiramente real, não deixa de ter o seu quê de razão. O clube dos ricos da Europa, está a jogar um jogo perigoso, mantendo um esquema ultra-liberal na estratégia global da chamada zona €uro, baseado na agiotagem internacional que são as chamadas dívidas soberanas, que afectam sobretudo os países do Sul da Europa, França excluida. Se a isto juntarmos as complicações do acordo de Chengen, sobre a política de fronteiras, para impedir que os emigrantes do Magrebe, que é o Norte de África, invadam os paraísos que são os países ricos do Norte da Europa. Só que os países do Sul da Europa são a fronteira natural entre a Europa da zona €uro, e o Norte dÁfrica, e são eles que têm que aplicar a politica do acordo de Chengen. E isso é tão mais desagradável como perigoso. Ameaça provocar clivagens no UE. A Europa no seu conjunto dominante, não está a ter em conta as tradicionais relações Históricas, económicas e políticas em relação ao      Magrebe, que gera entre outras coisas terrorismo e outros fenómenos que ameaçam a estabilidade na região. Não tardará muito para que os EUA, intrevenham militarmente na Europa para defender os interesses americanos.Tal como já o faz no plano económico, ou o que pensam que está na origem da crise financeira europeia. A am érica, não tem amigos e aliados, tem é empregados, o resto é conversa. E se os empregados europeus não resolverem o problema da emigração Árabe, eles vêm cá resolve-la, com o argumento de estarem a combater o terrorismo. E a História regridirá cinquenta anos. E esse será o mais comezinho dos problemas.   

                                      António Capucha

                  Vila Franca de Xira,23 de Novembro de 2012 

    

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lateralizações...




Acontece que esta janela para o Mundo, é baseada numa lógica muito precisa e exclusiva, uma virgula a mais ou a menos pode, e é, a diferença entre chegar ao que se quer, ou ficar pendurado sem conseguir o que se quer. Há vários caminhos possíveis, mas só um, produz os resultados desejados. E para isso é preciso saber o que se quer perguntar. E isso é o mais difícil, saber o que se quer, e não, o que nos parece que queremos. É aparentemente o mesmo mas só aparentemente o é, porque se trata de coisas muito diferentes. Pelo caminho entre uma e outra está o nosso bestunto, sempre a gerar realidades virtuais, e outras que tais. Quando não nos impõe lateralizações, coisas intimamente ligadas ao que queremos, mas não o que queremos. E neste mundo cheio de curvas vamos vivendo à deriva, até gastar as pilhas..... 

                                            António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 22 de Novembro de 2012 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ti-ti-bolinha II.




Apesar da idade reduzida, o precoce ti-ti-bolinha, entrou já no universo vastíssimo dos odores dos cães. Isso é fundamental para se movimentarem no seu mundo. Reconhecer a perdominância pelo cheiro pode ser a diferença entre a vida e a morte, ou simplesmente evitar uma tareia, coisa sempre chata, não é verdade? Ele sabedor dessas coisas, entra devagarinho, por baixo, mas tenta brincar com o timom, sem invadir o terreno do macho alfa, estatuto que o timom tem aqui em casa. mantêm no entanto uma relação cerimoniosa. Por outro lado a minhe-jú, super fêmea alfa, já por diversas vezes lhe fez sentir a falta de paciência para brincadeiras, quando ela quer descançar. Tudo normal e a evoluir normalmente, se bem que um tanto apressado. Julgo que não há nenhum mistério nisso, a velocidade da progressão dele deve-se exclusivamente a ser sozinho, e não ter que partilhar nem alimentação nem carinhos e dedicação. Tendo isso em conta, está tudo bem. Só temos de ter algum cuidado, em não lhe dar atenção demasiada, par os outros não ficarem com ciúmes. Eles toleram-no bem e ele sabe o seu lugar na alcateia, mas em relação a nós a coisa é diferente. Para eles nós somos os verdadeiros alfas cá de  casa. É primordial terem portanto a nossa atenção garantida. E o canzanito tem-na. E os outros, não a podem perder. Os animais não têm sentimentos como as pessoas, têm sentidos e instintos e nós temos que sabê-los, e geri-los, a favor de equilíbrio entre eles. 

                                                   António Capucha

                              Vila Franca de Xira, 21 de Novembro de 2012