
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Mau tempo...
O tempo tem estado carrasco e há uma porção de semanas que não vou a Peniche. Isso está a alterar-me os ritmos biológicos. Preciso daquele ar pesado e forte, puro e agreste, que vem do Mar. Transporta não só aromas mas poesia, estados d'alma.... Este intercalar disso, com o "rame-rame" diário, faz o tempero da minha personalidade. Onde se misturam sem colisão, a cultura "pata-e-corno" de V.F. Xira e a marítima de Peniche. Há dois anos consecutivos que passamos o ano com os nossos vizinhos e amigos em Peniche. Mas este ano a SrªD. Anita espanholada, tem medo do tempo que não para de fazer caretas. e ela acha que eu sou de estufa, porque este ano já agarrei uma constipação brava, ele tem medo que reincida e volte a dar em pneumonia, como daquela vez em que uma pneumonia estabeleceu a fronteira entre ser um rapaz saudável, e aquela sucessão de enfermidades que ainda não acabou. Vamos com calma.... Efectivamente Peniche é bem mais húmida que a nossa casa daqui. As minhas naturais dificuldades de mobilidade, fazem o resto. Ir para Peniche e estar agarrado em casa, porque a chuva me impede de sair, não é opção que valha. Habituei-me a correr tudo o que são falésias, e caminhos, e para mim Peniche é sobretudo isso. Se o tempo não me deixar sair, estar em casa em Peniche é ficar agarrado ao computador e à TV. Ora para isso fico em casa também estou agarrado ao computador mas a TV tem muito maior diversidade de canais e tem um "ecrãm" muito maior. Áh.... E também tenho mais livros em casa.
António Capucha
Vila Franca de Xira, 20 de Dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
"Analgas".....
Hoje logo de manhã, bem cedo fui fazer uma "analga"à densidade sanguínea. Agora é assim. Todas as semanas tenho que saber estas coisas, porque estes "pândegos" continuam a achar que eu, rapaz saudável, continuo em elevado risco de AVC. Por via disso, ando aqui mais picado que um touro, numa corrida à Espanhola. Tudo por causa do elevado risco, sete em oito, dizem, e não fazem a coisa por menos. Só que estão a basear-se no relatório do Hospital de S. Marta, que é demolidor. Até conseguem referir como certo os meus hábitos rituais de bebida, e de nada adiantou eu repetir vezes sem conta, que não senhor, havia mais que uma dezena de anos não alimentava esse hábito. De pouco valeu, a referência manteve-se, se calhar porque era mais uma achega para justificar o negrume do quadro clínico. Assim do tipo: quem tem o que eu tive , bebe, fuma e tem aqueles maus hábitos todos, qualquer lateralidade é mal vinda. Pelos vistos estão mais interessados em respeitar e avalizar as suas estatísticas, que ir ao fundo das questões e apurar a verdade.... Desculpem lá este mau jeito, mas a minha experiência diz-me que o rigor cientifico para este camarilha, é apenas vestígio, o importante é o parecer, não o ser. Bom, na verdade a medicina teve na sua origem druídas, Xamans, bruxos e adivinhos, feiticeiros e quejandos, e só muito recentemente começou a ter laivos de ciência. É pois maior a tradição da treta, que a do rigor. Mas enfim cá vamos, remando contra ventos e marés. Sou obrigado a reconhecer que é preciso bem mais do que isso para me deitar abaixo. Presunção direis, pois sim, mas em boa verdade assim parece. Mas apenas parece, não o é. Não tenho a menor dúvida disso. Alguma coisa anda aí.... Os Sr. doutores, é que se ficam pelo mais fácil.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 19 de Dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Qualquer dia!....
Não sei quando, mas é inevitável, mais tarde ou mais cedo vou criar uma obra literária de maior fôlego, que as que tenho editado. E então sim, terei a reposta às minhas incessantes dúvidas.... Terão ou não interesse literário as coisas que escrevo. É a maior dúvida que arrasto à perna, como uma grilheta. É uma questão de manter por mais tempo a concentração e o respeito pelo fio da "estória" e da definição das personagens que escolhemos para a interpretar. Nada demais, já não é a primeira vez que uma "estória" me leva mais que dois dias a escrever, e foi quase automaticamente que o fio da "estória" e a sua coerência, foi respeitado. Possuo, e estão editadas neste blogue, "estorias" de maior extensão que um conto ou crónica. Sem menosprezo para as outras, acho que consegui manter a intensidade dramática necessária à atenção do eventual leitor. A "temperatura de cor" da definição das personagens e da trama, equilibram-se por si e pela sua autenticidade, melhor, plausibilidade..... Isto sem peneiras de espécie nenhuma. Ou temos consciência do que fazemos, ou então muito mal nos vão as coisas. Desculpem lá este narcisismo, mas de vez em quando temos que reflectir sobre estas coisas. E caramba, seria deitar fora uma porção de anos de vida, não gostarmos daquilo que fomos fazendo, e eu isso, não sou capaz de fazer. Masoquista, não, muito obrigado.... Mais uma vez, desculpem lá este exercício intímo. E até amanhã....
António Capucha
Vila Franca de Xira,18 de Dezembro de 2012
Que viva o teatro
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Cabidela....
Ontem fiz um cozinhado de fio a pavio. Uma cabidela de galinha...Fiquei satisfeito, não só por o ter conseguido, mas porque a Maria me disse que não perdi a mão. Já não fazia um prato assim elaborado há algum tempo. Gostei! Vi a felicidade estampada no rosto dos outros que se lamberam até ás orelhas. Tudo como sempre a olho por cento, nada de seguir receitas a preceito. Amor e instinto, sal e pimenta e salsa e azeite, quanto baste. O resto é fogo gerido com o coração, água, cebola, alho, louro, arroz carolino e galinha, se puder ser "pica no chão", melhor!!! Sangue da mesma dissolvido em vinagre, para não coalhar, e atenção aos tempos de cozedura. Atenção ao golpe final, e serve-se ainda a borbulhar.... Malandríssimo.... Nasci para estas coisas, que é que querem. No Natal, ceia de vinte e quatro e almoço do dia seguinte vou voltar à cozinha sem ser para fazer umas sandes e um copo de leite, ou fazer café. Não .... Vou ser um "Metre" como já fui. Matéria prima felizmente, não vai faltar. Oxalá tenha tempo e paciência para as obras que já me foram destinadas. Amassar as filhós, vai ser talvez o maior desafio. Nunca o fiz e sei ser algo muito sensível e voláctil.... Um pequeno nada e vai tudo para o malaganho.... Rezem por mim....
António Capucha
vila Franca de Xira, 17 de Dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
34.....
Naftalina, não é coisa que me incomode..... Não sou traça!! Na última Sexta-Feira, houve um jantar da naftalina. Isto é, juntamos num jantar no clube de Vila Franca, as pessoas que há quarenta anos formaram um grupo que ficou conhecido pelo grupo do 34. Era o nº da porta da casa que alguns de nós habitámos, e onde se faziam os célebres convívios, musicais, culturais, políticos e tudo, às Sextas-Feiras à noite. O 34 teve artes de juntar toda a oposição de Vila Franca, ao fascismo daqueles tempos de negrume. Havia reuniões de tudo o que mexia, do PC ao emergente MRPP, passando pelo democratas que vieram a dar origem ao actual PS, muitos católicos progressistas, tudo, CDE; CEUD, mesmo tudo, o que mexia contra o facho, se juntava ali. Eu fui dos que lá morei. E aquilo era uma espécie de república. Lá tiveram início muitas carreiras artisticas. De um modo geral foi um despertar colectivo para a cultura, para a poíitica e a intervenção cívica de um modo geral. Claro que a PIDE nos incomodou muito, o chefe Lopes, da PSP local, dava em doido connosco. metade de nós foram presos por isto ou aquilo, mas sempre por actividades políticas... Mas nada travava aquela força emergente. Hoje somos entrados na terceira idade, mas temos ainda aquele brilhosinho nos olhos e a comichão nos dedos dos bichos carpinteiros a reclamarem acção. Transportar a carga de ter sido do 34, é por exemplo alimentar um blogue de opinião, como eu faço, outros são cantautores, outros poetas, fadistas, bons cidadãos somos todos.... E curioso, somos quase todos desempregados dos partidos.... Orgulhosamente.... Se nos perguntarem, somos rapazes do 34.... Que pintávamos paredes agitávamos as massas, organizávamos células nas escolas e nas Empresas, promovíamos as celebrações do 1º de Maio, na altura ilegais. Éramos levados da breca, mas generosos e valentes, leais e amigos....E éramos bonitos e cantávamos bem.....
António Capucha
Vila Franca de Xira,16 de Dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
A corrupção na origem da crise...
Veja no YouTube
o debate
"A Corrupção na Origem da Crise"
o debate
"A Corrupção na Origem da Crise"
A Corrupção na Origem da Crise (1 de 5) - Vasco Lourenço - Associação 25 de Abril
http://www.youtube.com/watch?v=HcTxAcE0n2o
A Corrupção na Origem da Crise (2 de 5) - Paulo Morais - Associação 25 de Abril
http://www.youtube.com/watch?v=aiTSJekHbxQ
A Corrupção na Origem da Crise (3 de 5) - Paulo Morais - Associação 25 de Abril
http://www.youtube.com/watch?v=7zool__iaGg
A Corrupção na Origem da Crise (4 de 5) - Pedro Bingre - Associação 25 de Abril
http://www.youtube.com/watch?v=yVBHuQRrBOk
A Corrupção na Origem da Crise (5 de 5) - Pedro Bingre - Associação 25 de Abril
http://www.youtube.com/watch?v=MBUs8sUVa7M
(Enviado por e-mail, de Almeirim, por João Chaparro.... Obrigado!)
Quem é que é amigo, quem é ?
O Gaspar é um gajo muito porreiro, apesar do que dizem as más línguas
. Ora vejam só:
De acordo com a nova lei, até nos " permite " deduzir 250 euros,
correspondente a 5% do IVA que seja pago com:
a) Manutenção e reparação de veículos automóveis;
b) Manutenção e reparação de motociclos, de peças e acessórios;
c) Alojamento e similares;
d) Restauração e similares;
e) Atividades de salões de cabeleireiro e institutos de beleza.
Ora, para que 5% do IVA pago perfaça 250 euros, bastam APENAS facturas
no montante total 26.739,13€ com cabeleireiros, restaurantes,
oficinas, etc, o que é a coisa mais natural e simples deste mundo...
Ou seja : 26.739,13 : 1,23 = 21.739,13, donde 21.739,13 x 23% =
5.000€, sendo que 250€ são 5% de 5.000€.
Fácil, não é ?
Ora, dividindo 26.739,13€ por 12 meses, basta que gastemos, em média,
TÃO SÒMENTE, 2.228,26€ por mês.
O que daí sobrar do nosso ordenado dará para alimentação, renda da
casa, saúde, vestir, calçar, gasolina, seguros, água, gás,
electricidade, telefone, etc.
DEPOIS DISTO, E COM A VOZ EMBARGADA DE EMOÇÂO E GRATIDÂO, NÃO SEI QUE
MAIS DIZER SENÂO:
Bem haja , Sr. Ministro das Finanças!
Com esta brilhante, eficaz e generosa medida, bem reveladora da sua
fina sensibilidade social, a nossa vida nunca mais será a mesma...
(Enviado por e-mail, pelo mano velho... Obrigado)
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
natal dos amigos
![]() |
O
Natal no Ateneu já começou. Ontem tivemos a apresentação da disciplina
de Piano e Coro Juvenil. Consulta o programa e passa o Natal com os
amigos!
|
Preços....
Ontem bateu à minha porta um promotor/agente da Endesa. Sabem quem é esta entidade? É a concorrente da EDP, espanhola. Autorizada a actuar em Portugal, tal como a EDP está autorizada a cobrar pela energia em Espanha. Claro que nem um nem outra, fornecem aos consumidores energia própria. São apenas autorizaçãoes para contratar e comerciar serviços. Uma vez feito o contrato com um consumidor, a Endesa paga à EDP o que este consome e cobra ao consumidor isso , acrescido duma margem de lucro, que não há-de ser tão pouco como isso, porque caso contrário não o fariam e eles até procuram mais e mais contratos. A verdade é que, normalmente cobra menos do que a EDP cobrava. Então como é isso possível? Se a Endesa cobra menos que a EDP, e como tem que pagar à mesma EDP a energia consumida, só pode pagar um valor bastante abaixo do que os consumidores pagam. O que equivale por dizer que o preço do KW/hora que a EDP cobra a todos nós, autorizado pela famosa autoridade da concorrência, é tudo menos real. É um roubo descarado que o Estado autoriza às grandes Empresas Nacionais. As EDP's, as PT's e outras que tais, praticam preços que são autênticos regabofes. O Estado ao invés de representar os interesses do povo, defende os empórios Empresariais e pactua com a exploração desalmada do povinho. Quem é que normaliza os preços neste País? Alguém vota essa gente? Quem pe rmite a escalada galopante dos preços? Por quanto tempo mais, vamos ter que aguentar esta canalha?
António Capucha,
Vila Franca de Xira,13 de Dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Hospital... E tal.....
Não sei que deva pensar. Nestes últimos dias estive por três vezes no Hospital de Vila Franca, vulgo Reinaldo os Santos. E senti com alguma clareza, diferenças acentuadas. para já no atendimento, que salvo a natureza destas coisas, me pareceu mais célere e ágil. Por várias vezes senti isso. Depois ao nível da oferta de novos serviços. Chamou-me a atenção nomeadamente o facto de haver uma rede nova de computadores, todos iguais, pareceu-me que funcionavam em rede tipo "eternet". A diferença é que entrou o grupo Melo, numa parceria público-privado. Provavelmente, novo modelo de gestão, que o pessoal é mesmo. De resto tudo novo: cadeiras de rodas novas e de qualidade, camas e macas novas. Então se os privados conseguem fazer mais e obviamente ainda retirarem lucro, porque será que o modelo público, não consegue os mesmos resultados? A sério que dá que pensar. Respigo ao acaso um acontecimento muito frequente nestas coisas. Insurgi-me por uma vez, contra a ordem por que estavam a ser atendidos os doentes num determinado serviço. O habitual seria cair em saco roto. pois não senhor, eis senão quando uma, funcionária me pega na cadeira de rodas e por entre mil desculpas, me leva para a sala das radiografias. Não estava acostumado a isto. o que era bem frequente era os meus protestos esbarrarem na muralha de corporativismo. Mais se me adensou o mistério..... O que faz as pessoas serem relapsas e ineficientes nas estruturas públicas e mais diligentes no sistema misto? O que será? Deixo à vossa consideração a reflexão sobre este fenómeno.....
António Capucha
Vila Franca de Xira,12 de Dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Que viva o Teatro....
TMA mantém a estreia de «Timão de Atenas»
Apesar do recente falecimento de
Joaquim Benite, a Companhia de Teatro de Almada mantém a estreia absoluta em
Portugal de «Timão de Atenas», de Shakespeare, no próximo dia 20 de Dezembro. A
direcção do espectáculo ficará a cargo de Rodrigo Francisco, assistente de
Joaquim Benite desde 2006, e que assumirá a Direcção Artística da Companhia de
Teatro de Almada e do Teatro Municipal de Almada a partir de 2013: o TMA
apresenta a sua programação anual em Janeiro, na qual serão anunciadas
co-produções com o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Nacional S. João, o
Theatro Circo de Braga e o Cine-Teatro Constantino Nery de Matosinhos. Rodrigo
Francisco assumira já este ano, dado o afastamento de Joaquim Benite por motivo
de doença, a programação 2012 do TMA e do 29º Festival de Almada. A média de
espectadores da CTA aumentou de 138 espectadores por sessão em 2011, para 197
espectadores por sessão em 2012: «O mercador de Veneza», de Shakespeare, com
encenação de Ricardo Pais, foi o último grande êxito apresentado em Almada.

Rodrigo Francisco
(n.1981) é formado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa
e estreou-se na escrita para teatro com “Quarto minguante” (2007), que
conheceria uma versão televisiva para a RTP e duas traduções – em Espanha, pela
revista «Primer acto», e em França, pela editora Éditions l’Oeil du Prince.
Escreveu ainda “Tuning” (2010), peça nomeada pela SPA para o Prémio de Melhor
Texto de Teatro Português estreado nesse ano.
Foi assistente de Joaquim Benite em
encenações de textos de Molière, Saramago, Bernhard, Brecht, Shakespeare, e
Feydeau; e nas óperas “A clemência de Tito” (2008), de Wolfgang Amadeus Mozart,
“O doido e a morte” (2009), de Alexandre Delgado, a partir de Raul Brandão, e “A
rainha louca”, igualmente com libreto de Alexandre Delgado. Assinou a sua
primeira encenação em 2011, com “Falar verdade a mentir”, de Almeida Garrett, a
que se seguiu, em 2012, “Dança de roda”, de Arthur Schnitzler. Prosseguindo o
trabalho realizado por Joaquim Benite desde o início da actividade da CTA,
coordena as publicações editadas pela Companhia de Teatro de Almada, para as
quais tem contribuído com textos da sua autoria.
Timão de Atenas
de William Shakespeare
Encenação de Joaquim Benite com Rodrigo Francisco
Intérpretes Luís
Vicente I Marques D’Arede I Paulo Matos I Ivo Alexandre I André Gomes I
Alberto Quaresma I Manuel Mendonça I Miguel Martins I João Farraia I
Pedro Walter I Celestino Silva I Ana Cris I Joana Francampos I Jeff de
Oliveira
Versão dramatúrgica, segundo uma tradução de Yvette K. Centeno Cenário Jean-Guy Lecat Figurinos Sónia Benite Desenho de Luz José Carlos Nascimento
Voz e
elocução
Luís Madureira
Movimento Jean-Paul Bucchieri Consultoria musical Fernando Fontes |
Calendário:
20 a 22 de Dezembro e 9 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2013
Sala de Principal M/12
Quarta a Sábado 21h30 e Domingo
16h00
Duração aprox. 2h00 com intervalo
Preço 6 a 15€
Reservas 212739360
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
E tudo....
José de Almada Negreiros, poeta d'orfeu, futurista e tudo, espírito rebelde e insubmisso, reza a História que fraquejou e terá ficado desvanecido por o ditador Salazar, se lhe ter referido elugiosamente. De tal maneira venerador, que nem pareceu o mesmo que condenou o canastrão do Julio Dantas à morte, pim..... Enfim coisas.... Um homem também tem direito a fraquejar ao menos uma vez na vida. Mas custa-me.... tê-lo visto como o vi no zip-zip, olhos imensos e irreverentes, a desferir bordoada a torto e a direito à acordar consciências. Bom, não faz mal foi um tropeção. Dou-lhe o privilégio da dúvida..... Ele lá sabe o que aquilo significou.... não foi a primeira nem será por certo a única vez que figuras que aprendi a respeitar, são apanhadas na voragem da vulgaridade. eu próprio que tenho peneiras de ser invulgar, exclusivo, dou comigo a ser ser mais vulgar que um qualquer. Sim que eu não sou um qualquer. ou por outro sou-o, mas diverso.
António Capucha
Vila Franca de Xira, 10 de Dezembro de 2012
António Capucha
sábado, 8 de dezembro de 2012
Luisa....
A Luisa, Mãe solteira, operária fabril, rapariga despachada e vigorosa, não deixa por isso de ser bela. Fisicamente bem lançada, a sua farta cabeleira escura e brilhante, um olhar negro e vivo que fusila, interroga, o corpo elástico, disciplinado, o andar dançante, as ancas, não opulentas mas rebolonas, numa cadência de xula. Mesmo de indumentária singela, simples e pobre é um regalo p'rá os olhares gulosos dos "galarós" pulidores de esquinas e calçadas da Vilas. Por duas vezes cruza a Vila , uma vez para ir para a fábrica , outra para voltar da fábrica para casa, p'ra junto da sua menina. De cabeça bem erguida numa pose de raínha, não petulante, natural, Arrasta os olhares, uns descarados, outros disfarçados de casuais. todos eles eivados de gula incontida. Os importantes lá do burgo, proprietários rurais e outros que tais, bem se lhe fizeram ao piso, ofereciam-lhe mundos e fundos, juravam-lhe amores canalhas, rescendiam enxúndia libidiminosa. Mas o seu coração tinha dono, pertencia ao seu Manel, pai da sua menina e que se finara na guerra, lá longe em África dum tiro canalha. Nada se intrepunha entre ela a sua memória desse amor. estava tão vivo como quando rebolando no palheiro, tinham feito amor e a sua menina, por entre trocas de gemidos e grunhidos e caricias tantas. Juras mais que muitas foram feitas e são mantidas até hoje. E agora é o sustento da família, constituída por ela própria sua mãe já alquebrada, um mapa repleto de arterites e maselas várias e os seus olhos : a menina!
Com os seus imensos olhos verde-mar, onde todos os dias naufragava.
Desejo ardentemente, que um belo dia tropece em alguém que a saiba amar e estimar e respeitar. Alguém que tenha o dom de polarizar e dar vazão à sua enorme capacidade de se dar, e que a saiba merecer. A humanidade não pode desperdiçar tanto assim!!!!
António Capucha
Vila Franca de Xira, 8 de Dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
D'um ao outro......
O velhaco do Paulo Portas, que disso não passa, só tem um objectivo politico em vista: É manter-se agarrado ao poder. Coisa para ele vital. Só estando no poder pode tornear as longas facadas que tem dado. Precede-o um infindável rosário de golpes, fraudes, tráfico de influências e tudo o que se diz à boca pequena, Mas que não são só boatos , não! A começar na "estória" mal contada do Jaguar, quando ainda era académico, até à longa golpada dos submarinos, esta mais recente, tem valido tudo. A voracidade deste homem pelo poder é doentia, é física.... E a sua carreira política ressente-se disso mesmo, atropela tudo e varia como um louco, apenas para se manter a flutuar. Bom, no CDS, é um pantomineiro entre iguais, está como peixe na água, depois de desbaratar toda a concorrência de Históricos que lhe podiam causar engulhos. Recordem só a carreira ascenssional do melro no CDS, foi facada nas costas de tudo e todos. Pois agora, este dancarino de polcas a quem o outro, se bem que diferente, mais ao estilo paternalista épico: o Cavaco, despreza profundamente, e mal o disfarça, sente pelo arrivista Paulinho. E este, sem vergonha, cola-se descaradamente às declarações do Presidente. entre ambos têm em comum, o sentido apurado de traição, de deslealdade. Ambos apenas leais a si próprios. Diferentes no estilo, iguais nos objectivos. Seráfico e sibilante, um, dascarado, sem vergonha e tonitroante o outro. Sentido de Estado, nem um nem outro. Lembrem a "estória" de um e outro e verão que tenho razão. Pertencem ambos à mais sinistra galeria de políticos coruptos, sem ideias e sem ética....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 7 de Dezembro de 2012
Adeus Joaquim Benite.

Morreu a fazer
teatro, que era o que ele melhor fazia: e fez teatro até ao fim. Dirigiu-nos até
já não ter fôlego para puxar a fumaça dos cigarros que ia desfiando, um após o
outro, nos ensaios (nas últimas semanas, resignado a ter de deixar de fumar,
trazia para a sala um cigarro electrónico que alguém baptizou de Robocop).
Joaquim Benite
foi e será o que se dirá agora dele: um intelectual de acção, um artista
generoso, um Homem perseverante, com um aguçado olhar poético sobre o Mundo e
uma grande intolerância contra a injustiça – que nalguns momentos da sua vida
terá tentado beliscá-lo, mas que ele ignorou como quem dá um piparote numa beata
pela janela do carro fora, como ele tinha o mau hábito de fazer.
Joaquim Benite
foi e será muitas coisas. Para nós, os que temos vivido e aprendido com ele –
para as várias gerações de actores, técnicos, encenadores, directores de
teatros… – o Joaquim foi o Homem que nos revelou o segredo de que o teatro é um
vício (quem lá entra, nunca mais de lá sai), mas é também um bálsamo (nós, os
que temos esta profissão, somos uns privilegiados, porque nos momentos de dor
imensa, como este, podemos sempre fugir para o palco: e lá a dor é outra).
Ficámos com uma
peça nas mãos: o «Timão de Atenas», que de Atenas fala pouco, mas fala muito
sobre a hipocrisia e a falsidade dos homens. O nosso “patrão”, como o Joaquim
lhe chamou nos primeiros ensaios, tinha a mania de escrever para nós, e para “os
que vierem depois de nós” – e os que vierem depois deles.
E agora chega
de “palavras, palavras, palavras…” e vamos mas é trabalhar, que era talvez o que
ele diria neste momento, se pudesse. Vamos cuidar dos vivos. Confortar a sua
família – as suas irmãs, os seus filhos, os seus netos – e trazer a Teresa
«Coragem» de volta às tábuas.
“E já que
estamos em Shakespeare” (como tu próprio podias ter dito, meu querido Amigo…),
citemos as palavras que o nosso “patrão” põe na boca daquele que, desiludido do
caminho que a sociedade ia tomando, se afastou dos homens para morrer sozinho:
“Sol,
esconde os teus raios: o Joaquim chegou ao fim do seu destino”
Companhia de Teatro de Almada
texto lido pelo actor Luís Vicente, esta tarde, no funeral.
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O Partido Comunista Português proporá
amanhã, na Assembleia da República, pelas 12h00, um voto de pesar pelo
falecimento de Joaquim Benite. A sessão é pública, e gostaríamos de contar com a
presença de todos os amigos do Joaquim, e do seu público. A entrada far-se-á às
11h30, pela porta principal.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Chacais.....
Cavaco Silva, não tem família politica, tem capangas que, ou o servem, ou ele amua. O homem é um espanto.... Agora faz saber que afinal não está de acordo com o governo, e que Portugal deve renegociar o acordo com a troika, tal como ela, a troika, fez com a Grécia. Espantoso, este caramelo intrevem politicamente como se fosse um chefe da MÁFIA.... Por recados. Até o PS já veio a terreiro bater-lhe palmas... O homem é bronco mas não tanto, sabe perfeitamente que isso vai criar problemas ao Governo, mas ele faz tudo até trair o seus, por troca com ums aplausos fora do sua coutada. Já há tempos o parceiro de coligação do Governo se demarcou de uma medida muito impopular e errada como têm sido todas as medidas tomadas por esta corja. O bom do Paulo Portas montou uma encenação a propósito do orçamento para dois mil e treze, que terminou com a grande exibição do PP, a votar fvoravelmente apenas para não criar uma crise política, tadinho do riquinho, que quanto a Paulo Portas seria o descalabro e agravamento incontrolável da crise, desculpa esfarrapada destinada apenas a encobrir o essencial: a traição evidente do seu acto. São piores que chacais, esses têm a fama, mas não o proveito, sobretudo nas suas relações familiares, acasalam para toda a vida e são de uma dedicação a toda aprova aos filhos e fêmeas, um casal temível, quando caçam juntos. E a senhora Merkel, também é da mesma família política..... São piores que tubarões em fernesim alimentar. Esperemos que se devorem uns aos outros. Só temos a ganhar com isso....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 6 de Dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
O Teatro está de luto.
Joaquim Benite (1943-2012)
![]() |
O encenador Joaquim Benite, director do Teatro
Municipal de Almada e do Festival de Almada, faleceu esta noite, na
sequência de complicações respiratórias motivadas por uma pneumonia. O
fundador da Companhia de Teatro de Almada preparava a estreia absoluta
em Portugal de Timão de Atenas, de Shakespeare, que representaria
o seu regresso à actividade após um período de ausência dos palcos por
motivo de doença. O País perde assim um dos seus mais prestigiados
encenadores, ligado ao movimento de renovação do Teatro português no
período que antecedeu e que se seguiu à Revolução de 1974.
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Joaquim Benite nasceu em Lisboa
em 1943. Começou a trabalhar como jornalista, aos 20 anos, no jornal
República. Posteriormente fez parte da redacção do Diário de Lisboa e
foi chefe de redacção dos jornais O século e O diário. Foi crítico
de teatro no Diário de Lisboa e em diversas revistas e publicações.
Em 1971 fundou o Grupo de
Campolide e estreou-se na encenação com O avançado centro morreu ao amanhecer,
de Agustin Cuzzani. Com a peça Aventuras do grande D. Quixote de la Mancha e
do gordo Sancho Pança, de António José da Silva, ganhou, no ano seguinte, o
Prémio da Crítica para o melhor espectáculo de teatro amador.
Em 1976, no Teatro da Trindade,
transformou o Grupo de Campolide em companhia profissional. Em 1978 a sua
companhia instala-se em Almada, cidade de onde não mais sairia, e que
transformou num dos principais focos teatrais do País, cujo expoente máximo será
porventura o Festival de Almada, criado em 1984, e que em 2013 terá a sua 30ª
edição. Em 1988, Joaquim Benite inaugura o primeiro Teatro Municipal dessa
cidade, e em 2005 é finalmente concluído o projecto do novo Teatro Municipal de
Almada - num edifício da autoria de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira -, que
se tornou num dos principais teatros do País.
Tendo criado mais de uma centena
de espectáculos, Joaquim Benite foi responsável pela estreia em teatro de José
Saramago, de quem dirigiu A noite (1979) e Que farei com este livro?
(1980 e 2007). Encenou ainda obras de Shakespeare, Molière, Brecht, Lorca,
Bulgakov, Camus, Adamov, Gogol, Beckett, Albee, Neruda, Thomas Bernhard, Sanchis
Sinisterra, Antonio Skármeta, Pushkin, Peter Schaffer, Marguerite Duras, Dias
Gomes, Nick Dear, O’Neill, Marivaux, Feydeau, Almeida Garrett, Gil Vicente, Raul
Brandão, entre muitos outros.
Entre os seus últimos trabalhos
contam-se: Que farei com este livro, de José Saramago (2007); as óperas
A clemência de Tito, de Mozart (2008), O doido e a morte (2008) e
A rainha louca (2011), de Alexandre Delgado; O presidente, de
Thomas Bernhard (2008); Timon de Atenas, de Shakespeare (Festival de
Mérida, 2008); A mãe, de Brecht (2010); Tuning, de Rodrigo
Francisco (2010); Troilo e Créssida, de Shakespeare (2010); e Hughie e Antes
do pequeno-almoço, de Eugene O’Neill (2010).
Entre os numerosos prémios e
distinções com que foi distinguido, Joaquim Benite foi agraciado com as Medalhas
de Ouro dos Municípios de Almada e da Amadora, e as Medalha de Mérito Cultural
do Ministério da Cultura e Mérito Distrital do Governo Civil de Setúbal. Foi-lhe
também atribuído o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique; os graus
de Cavaleiro e Oficial da Ordem das Artes e das Letras de França; e o grau de
Comendador da Ordem do Mérito Civil de Espanha.
Natal.
Apesar da consciência generalizada da crise e das políticas deste governo que nos rouba descaradamente os subsídios, o Natal aí está pujante, agressividade promocional disto e daquilo, desde cartões de crédito sem anuidade até colecções de encadernações de luxo de obras literárias, ele é um vê se te avias. Tudo a apelar ao consumo, que mais tarde iremos pagar com língua de palmo. O natal é, e sempre foi, um hino ao consumo, mas para nós sempre foi também, ou sobretudo, uma época de felicidade compulsiva. Não raro damos connosco a sorrir quase sem darmos por isso, sentimentos pobres, primários, mas de enorme força e do outro lado, oferta de coisas simples markting intuitivo, directo, Manter o apetite de consumo e manter a oferta. E a pedra de toque disto tudo, dinheiro livre para gastar.... E é interrompendo esta cadeia da forma que o fizeram, estes anormais do governo, condenam mais umas centenas de Empresas à falência e consequentemente mais uns milhares de portugueses ao desemprego, mais uns milhares de pessoas que deixam de descontar para a segurança social, e, pelo contrário vão viver do parco subsidio da segurança social. Tem vindo a ser assim que estes senhores têm promovido a destruição da nossa, já de si débil, economia. Em nome de, não sei exactamente o quê. Eu diria da agiotagem internacional, e das nossas más políticas de crescimento económico, que já vêm detrás, de muito longe, teríamos que remexer muito na nossa História e na nossa consciência colectiva para chegarmos a conclusões nessa matéria, mas não será estúpido referir, que não nos fez bem nenhum, antes pelo contrário, fez-nos muito mal, aqueles quarenta anos de obscurantismo, provincianismo e isolacionismo: O famoso " orgulhosamente sós", o "Deus Pátria e autoridade" e outros mimos da retórica oficial do fascismo.
Sem peneiras nenhumas, devo dizer que é com prazer que me entrego ao devaneio desta insanidade colectiva. até porque me é permitido um sem número de abusos, que me estão vedados no resto do ano. Sempre posso malhar uns canecos e comer umas vitualhas, que as minhas guardas pessoais fecham os olhos.
Antónío Capucha
Vila Franca de Xira, 5 de Dezembro de 2012
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