sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Coisas....
Podemos inventar umas quantas coisas, mantê-las durante um certo tempo, com um indice de verosimilhança aceitável. Manter uma vida paralela, inventada e sustentada, durante toda a vida é impossível. Uma coisa é simular um sentimento, outra bem diferente é ter só sentimentos dessimulados, falsos, fabricados, não é humano. Quer-se dizer, eu não me estou a ver nesses fados. Não sei mesmo se alguém o consegue. Sob pena de deixar de ser gente. Acho que temos que ter sempre algo de genuíno, de autêntico. Por vezes temos é que vasculhar bem se queremos descobrir onde reside essa autenticidade. Os actores ao contrário do que muito boa gente pensa, não dissimulam, nem imitam, nem sequer fazem de conta. Tudo o que representam passa por eles, têm que ter algo de semelhante na sua memória afectiva. E o que é isso? É nem mais nem menos que terem em memória os sentimentos que certa realidade suscitou, embora as peripécias estejam por vezes esquecidas ou embutidas entre uma amalgama de "estórias", os sentimentos podem ser reactivados porque estão bem presentes. Sei bem do que falo, fui modestamente actor de teatro amador, e tenho bem presente os mecanismos que me levaram a assumir determinada personagem. As análises que nos levaram à composição de uma personagem, são algo de grande riqueza e intensidade emocional. E essa riqueza recai sobre nós, ficamos seres mais completos. Mas isto é daquelas coisas, só fazendo se pode avaliar disso. Daqui do alto desta valência que sei seguramente sabida, desafio todo vós, estimados leitores, a terem um experiência dramatúrgica e vão ver que se sentirão mais ricos. Não se deixem amedrontar pelas aparências, pelos estatutos que são conferidos aos actores. Isso é o lado falso da questão... Não se deixem enganar.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 7 de Fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Jogatina
A consola de jogos do Francisco morreu, foi p'ró Céu. Paz à sua Alma. Atenção que isto não é "banacau" é um acontecimento de enorme relevância. Mas ele que é quase Engenheiro , vai tentar arranja-la e se ela não fôr reparável, vende-a ao preço da uva mijona, vende os jogos todos e compra um computador novo. Querem um espírito mais prático do que este? Eu não conheço... Mas eu conheço pouco , não passo de um "cota fatela" que não entende nada de jogos e do resto....Claro e vou ter que aprender a viver com a minha ignorância, que é tanta que sufoca.... Entretanto já chegou a uma conclusão, fez um diagnóstico, e, se bem o conheço, vai conseguir repará-la. É assim desde miudo, a primeira vez que arranjou um computador com avaria de Hardware, tinha ele onze anos. Hoje passa a vida a trazer para casa computadores de amigos e colegas para reparar. desta feita a avaria é sobreaquecimento. Já anda a magicar uma solução, não tarda nada está pronta para outra. è assim o meu rapaz, claro que isso me deixa orgulhoso. Sei bem distinguir gato de lebre nestas coisas, fui toda a minha vida profissional técnico dessas coisas da electrónica e tinha algum instinto para a reparação. Mas ele é diferente, é mais realizador, apenas me faz um bocado de impressão a desarrumeção da sua bancada de trabalho.Mas o que é certo, é que ao fim não sobram parafusos, que é o erro mais frequente nestes expontâneos. Merece a minha admiração e o meu respeito pessoal e profissional....
Parabéns senhor engenheiro....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 6 de Fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O pirata da perna de pau....
Não sei o que me terá dado, mas o que é certo é que durante o período em que estive hospitalizado, me recusei a toda qualquer actividade que me ajudasse a passar o tempo, passou pastoso e grosso de tal forma que senti todo e qualquer minuto a passar. Não sei, não consigo entender porque o fiz, mas fi-lo consciente de que iria sentir o peso de cada instante que passasse. Uma simples leitura de um livro, o computador para escrever e ver coisas na "net", ou ver filmes. Nada, até me irritei com a insistência das pessoas que achavam isso estranho. Reacção esquisita de facto. Não podia levar-me a qualquer parte, a qualquer resultado positivo. Mas o que é certo é que me trouxe são e salvo da maior provação que tive que enfrentar. E, muito importante, sem ressentimentos com as maleitas subsequentes. Não me distraí de qualquer coisa que me tenha acontecido. Senti o peso de tudo o que me fizeram e não restaram marcas. Que me lembre não verti uma lágrima que fosse, quando percebi que me tinham amputado a perna esquerda, pelo contrário o meu primeiro pensamento foi para me imaginar com uma prótese a caminhar em segurança. E estou cada vez mais perto de concretizar esse pensamento. Acidentes de percurso? Pois concerteza que sim! Esta deficiência faz-se notar com toda a violência de que é capaz. Mas não chegou para esmorecer o meu sonho. Voltarei a andar pelo meu pé, dê lá por onde der. . No Montijo até costumava brincar com o assunto dizendo que o mais complicado é que teria de comprar um papagaio para pôr ao ombro quando pusesse, a perna de pau. E tinha que aprender as canções de piratas sem esquecer a pala no olho. Porque cara de mau já eu tinha.
António Capucha
Vila Franca de Xira, 5 de Fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Surdez....
Atendi uma chamada e fiquei sem saber com quem falei. Isto está está a ficar cada vez mais grave tenho que ir ao Hospital fazer uma lavagem aos ouvidos, que estão cheios de merda. De principio, quando a surdez se agudizou até me dava um certo gozo, uma boa parte das vezes a nossa atenção é requerida, é por causa de trivialidades escusadas até incomodativas, de modo que com a minha surdez, achava-me dispensado de me ralar com semelhantes coisas. Mas já começa a ser demais, tenho a exacta noção que estou a perder coisas importantes, em quantidade e qualidade apreciaveis. Só que receio , muito fundadamente que para fazer uma simples lavagem aos ouvidos me tenha que chatear um bocado. Isto porque os Sr.s Dr.s não gostam de fazer o que lhes pedimos, preferem obrigar-nos a precorrer todo o Calvário de "chafaricas", porque eles é que sabem o que nós queremos ou deixamos de querer. E no nosso sistema de saúde, nós os utentes estamos em último lugar da hierarquia da medicina. Onde os Dr.s ocupam os lugares de topo. E assim por aí fora, depois os enfermeiros agarram a parte do poder que lhes está conferida e exercem-no até ao despudor, depois vêm os admitnistrativos com a sua burocracia e chateiam-nos o que podem e por fim maqueiros, auxiliares disto e daquilo, também têm que fazer o gosto ao dedo e depois então de termos servido toda a escala de importância dos funcionários, então lá nos fazem aquilo que poderiam ter feito há mais tempo e que era exactamente aquilo que queríamos. Poupar-se-ia muito tempo e meios se nos fizessem aquilo que queríamos logo ao principio, mas enfim.... E atenção, sei o que digo , oito meses de hospitais, deu-me bem para entender este fenómeno. Mas é infelizmente a triste realidade.... O que eu penei, nas mãos daqueles tiranetes... Oito meses de terror. O engraçado é que não foi pelo que me fizeram, uma operação quadrupla em oito horas, mas pelo que não me deixaram fazer nos restantes oito meses, em que tive de cumprir todos os rituais de que eles se lembravam.... Tortura autentica e descabida como por vezes cheguei a debater com os enfermeiros. Contracensos totais e absolutos, apenas porque eram norma ou hábito.... Mas nunca me entreguei, regateei sempre, não levaram a melhor, nunca me submeti...
António Capucha
Vila Franca de Xira, 4 de Fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O "Jaquim"...
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| Nascimento do homem novo |
Através de correio electrónico, tive noticias de um querido e velho amigo. Coisa tão agradável ainda reforçada pelo facto de me ter dito que era leitor assíduo deste modesto e despretencioso blogue. Não imaginam o prazer que isso me dá! Quem o conhece sabe quem é o Joaquim Alberto, Norte e referência para todos nós, os que de alguma forma conhecemos o 34. Foi a sua influência que forjou e temperou o nosso sentido de justiça. Centro e Alma viva do 34, o "jaquim" através do seu exemplo, deixou-nos um legado e o estofo do mítico "HOMEM NOVO": Nos mais simples actos da vida, a sua simples postura era um padrão de comportamento, fosse pela amizade autentica que tinha por todos nós, mais novos que ele, tratando-nos como iguais, quando o não éramos. Fosse pela ternura com que tratava os menos capazes... Lembro ao acaso a ternura que sentia, visivelmente sentia, pelo pobre do Victor, que morreu cedo demais vitima do alcoolismo extremo. Sem paternalismos, mas também sem agressividade, era por este tipo de razões que ganhou o nosso respeito. Respeito que não era só da nossa parte, dos rapazolas, os mais velhos e gente "importante", respeitavam-o igualmente.
Figura incontornável, deixou uma marca indelével na sociedade de Vila Franca. Os pomposos "importantes" da oposição ao regime de então, cá do burgo, renderam-se à espontânea autenticidade e riqueza da sua personalidade. Por detrás do seu ar de cigano e maltez, estava uma sólida cultura que não alardeava, mas que despontava nas mais pequenas coisas.
Amigo muito querido, que aqui recordo, estivemos juntos há dois anos numa festa da "naftalina". Tinham passado quarenta anos sobre esses tempos gloriosos. Que deixam saudades, não só porque era mais novo, possante, saudável e bonito, mas porque foi o tempo em que aprendi a ser o cidadão de que me reclamo. E aprendi com os melhores, se me permitem a veleidade....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 1 de Fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Na nêspera....
Levar na nêspera, ou mesmo na ameixa, não é coisa que se faça assim do pé p'rá mão. Não sei exactamente o que significam semelhantes expressões, mas tudo leva a crer que terá conotações lúbricas. Uma vez que não me passa pela cabeça ver uma nêspera ou uma ameixa a ser chicoteada ou simplesmente espancada. Sim que mal nos teria feito para merecer semelhante trato? Já da sua conotação lúbrica, não se pode dizer o mesmo. Normalmente arredada da nossa fruteira, esquiva e simultâneamente provocante, está madura no ramo mas fora do alcance. Como quem diz: estou aqui mas se me queres tens muito que trepar.... O mais das vezes está encoberta por uma floresta de parras e gavinhas e só a podemos adivinhar. Mas só de o fazermos, salivamos abundantemente com o cão de Pavlov....Erra a Santa Madre Igreja, quando atribui à pobre maçã, todos os males do mundo. A discreta e nutritiva maçã, está longe da perversão duma nêspera, ou duma ameixa. Até o pêssego, tal como o damasco, com a sua penugem, é mais perverso que a inocente maçã, mas que querem, os Céus têm destas coisas.... É assim.... Primeiro, sonegam-nos frutos absolutamente indispensáveis à boa nutrição e impingem-nos uns querubins de rabinhos rosados como leitões de piças minusculas e ares seráficos, e insinuam como malditas as nêsperas, ameixas, pêssegos, damascos e até veja-se, a impoluta maçã. Caramba, não há cu que aguente.... Todas estas expressões, sentidos e significados, me escapam, á análise lógica das coisas tal como são. Concordam comigo, não é verdade?
António Capucha
Vila Franca de Xira,31 de Janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Textos....
Os dedos correm céleres o teclado negro à sua frente. No monitor, à quase perpendicular do teclado, o texto ía ganhando forma, sentido!! As ideias aclaravam-se e íam sendo mantidas em memória. No canto superior esquerdo do monitor diz-se: Blogger: Peroração - Criar. E era o que estava a decorrer, o processo criativo do texto para o blogue. As ideias, paravam e recomeçavam a organizar-se segundo uma sequência lógica, escorreita.... Princípio de ideia, letra grande, fim de ideia ponto final, ou reticências, se a ideia ficou dúbia, ou de dualidade de valências,- se se insinua menos do que seria possível. Se fôr peremptória, termina-se com ponto de exclamação e se interrogativa, com ponto de interrogação. Às expressões novas, neologismos, ou imprecisas, isolamo-nas com aspas, e carregamos nas tintas se a ideia é grandiloquente, e esbatemo-las se forem supreficiais. Frivolidades, não são admitidas. Como se vê, macânica simples e directa, bem óleada....É assim que se faz, melhor: é assim que faço. O resto é "estória" e começa assim. Era uma vez uma pàgina do processador de textos do blogue, em branco... Depois a vontade de cumprir a missão que a mim próprio me impus faz o resto, e pronto, já está feito, não vos chateio mais com prosápia da treta...
António Capucha
Vila Franca de Xira,30 de Janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Lá longe, ao cair da tarde.......
Vão muitos anos, era eu um rapazola, feliz e contente, roedor de unhas e detentor do prémio de presenças em tudo o que fosse cegada e outras partes gagas, dum grupo de mariolas como eu. Vai tanto tempo que resta apenas uma imagem difusa disso tudo, num enorme borrão, onde se confundem, perigosas actividades políticas, bebedeiras siderais e espremer " garinas" até chiarem.... Desgarradas e cantorias muitas e a propósito de coisa nenhuma. Fados de Lisboa e de Coimbra, de fazer chorar as pedras da calçada.... - Lá longe ao cair da tarde/ vejo nuvens d'ouro , que são os teus cabelos/ fico louco ao vê-los , são o meu tesouro / Lá longe ao cair da tarde.... - Claro que isto tudo por entre um coro de choradeira do mulherio... Mais as eternas baladas, de pendor mais politico, fruto da estúpidez do facho que as proibia, As plenos pulmões e sem rede cantava-se Adriano Correia de Oliveira , Zeca Afonso, Luis Cilia, Chico Fanhais, Pedro Lobo Antunes, sei lá tantos e tantos que nem dá para enumerar.... Tempos Heroicos, ou se calhar nem tanto.... Eramos novos e livres... E bonitos, pois então de cabelos pelos ombros elásticos, de costas largas e andar à galo.... Estão a ver o filme.... Vinte escudos de gasolina, e dávamos a volta ao mundo! O "Sinca 1000", desviado ao pai do João, sempenteava serra acima, direito aos queijinhos frescos, áh... E o pão caseiro da Mata... Ou, aos branquinhos de Bucelas, com toucinho assado com pão saloio e azeitonas. Não se aceitavam escusas!!!!.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 29 de Janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
"Analgas" e galináceos....
Dia de "analgas", a nova moda é fazer "analgas" todas as semanas, para avaliar da densidade do sangue, que por sua vez determinará a quantidade de "drunfus" que devo tomar. É o meu mais recente castigo.... Estendo o braço à minha amiga Mena, e ela, com toda a delicadeza, extrai-me o sangue para a cabidela. Ao invés das galinhas eu não esperneio.... Lembro-me bem dessas coisas, a minha mãe
comprava as galinhas vivas no mercado onde aguardavam as freguesas dentro de gaiolas feitas de paus, que depois o meu pai matava de forma ritual, que permitisse aproveitar o sangue que se misturava com vinagre numa tigela, para não coalhar. A parte mais chata era depena-las, com água a ferver por cima do pobre galináceo já morto, e arrancavam-se as penas à mão. Depois era estripada, e com cuidado seria feito para aproveitar o fígado sem rebentar o fel (a bilis). É óbvio que eram bem mais saborosas que estes frangos que hoje em dia se compram. Ele eram suflés, cabidelas e assados de se lhe tirar o chapéu.... Hoje vamos ao super-mercado, e lá estão eles limpinhos e sem penas nem tripas e também sem sabor, macilentos, anémicos.... Um ex colega meu, que mora em Fromteira / Alentejo, conta que um sobrinho seu que estava de visita, apareceu esbaforido em casa aos gritos, que estava ali fora um frango com penas.
Agora até se vendem só asas, ou só pernas ou só peitos já desfeitos em bifinhos, miúdos à parte, o sabor é que se foi e de vez.... Dantes ía bem à mesa dos ricos, hoje, faz a festa dos pobres, é a carne mais barata do mercado.... Não faz mal que não tenha sabor, os pobres são como's cães, quase sem sentido de sabor, o que querem é encher a "mula", matar a malvada, deviam é comer ração....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 28 de Janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
O passeio da sagrada família....
Hoje foi dia santo. O bolinha a sua mãe, joaninha e seu pai, o timom, foram esticar-se para o parque aqui ao lado. Aquilo foi vê-los a cabriolar alegremente, não pararam um bocadinho. o mais dificil foi convencer a minha cara metade e a minha filha a desatrelá-los, para cabriolarem mais à vontade. foi um gosto vê-los em liberdade a correrem no relvado bem tratado.... O pequenito de perna curta a correr atrás do pai que lhe dava meia praça de avanço.... E a joaninha como sempre entregue aos seus porquês, seguia-os discretamente, como quem não dá importância ao facto de não os poder acompanhar. E é bem capaz de não dar, sempre foi muito independente, muito senhora do seu nariz....Mesmo no seu papel de mãe, nunca deu de avanço..... Embora fosse extremosa e possessiva. Até abnegada, o bolinha esmifrava-a toda e ela nunca recusou uma mamada , a não ser quando ele já era bem grande e com dentes.... Ainda hoje ela brinca com ele cheia de paciência, até lhe chegar a mostarda ao nariz, e dar-lhe duas rosnadelas, lá no tom que ambos bem sabem e ele cava dali o mais rápido possível e a ganir, como um menino mimado que é.... Vai para o colo da dona Rita a olhar para a mâe desafiadoramente, como quem diz : pois bem rala-te, 'tás a ver, quem é que precisa de ti, se sou amado, como sou, pelos donos, não 'tás a ver???
António Capucha
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Arrivistas.
Não é mentira nenhuma, é aliás a mais pura das verdades. Nesta última semana, o número de entradas no blogue subiu de uma media de trinta e cinco a cinquenta, para entre setenta e oitenta entradas diárias. Um grande salto, diria!!! Quanto mais se cresce, maior é o orgulho e o sentido de responsabilidade. Sentimentos que trago desde sempre, de mão dada, em relação ao blogue.
O senhor ministro Relvas, o tal que resvala para a fraude, Mais a sua cruzada contra a RTP, de tal forma sórdida, que transforma em boa, a pérfida RTP, face à ignomínia, da sua cruzada. Tão sórdida e acéfala que nem tem em consideração o aviso já deixado claro pelo único pai vivo do PPD, O Pinto Balsemão...... Pois o bom do tio "Balsas" já fez saber que a entrada de mais uma operadora privada de TV, a disputar o mercado, já de si exiguo, da publicidade, não é bem vindo, e arrisca-se a acabar de vez com todo o sector privado da comunicação social, faria baixar de tal forma os preços de tempo de antena e espaço nos jornais, que a maioria deles não se aguentaria.... Bom se há alguém que seja especialista na área da comunicação social privada esse alguém é o tio "Balsas".... Mas estes arrivistas deste governo, não respeitam coisa alguma, surdos a tudo baixam a cabeça, e marram tudo a direito.... A petulância cega-os, a falta de cultura política, é tão evidente que até dói. Se eu fosse do PPD, estaria muito preocupado.... Esta terceira linha do PPD que é o governo , são badamecos nas mãos do velhaco dos Portas e Cavacos e tudo o mais que lhes rói constantemente a corda. Esta vaga ultra liberal não deixará História.... E saudades é evidente que não deixa.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 25 de Janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
"Endurance"
Passou a correr revista à sua História recente e serenou o espírito. Tinha sido posto à prova e resistiu. que mais se pode exigir da vida senão estas pequenas/grandes, vitórias.... O triunfo, do espírito sobre a matéria... Não o espírito esotérico, mas o consciente, o racional. Sabemos ser resultado de reacções quimicas complexas, mas chamamos-lhe, espirituais para as distinguir das outras que gerem a máquina que também somos. Mas aí bate o ponto. Quando a gestão da máquina determinou a morte, o espírito recusou-a. Não quero com isto dizer que triunfou sobre a morte, isso era pedir meças ao Cristo, coisa que não se faz.... Isso seria roubar a razão a milhões de seres, que nisso baseiam a sua existência. e ele não se sente capaz de semelhante dislate. Apesar de sentir dentro de si, um pequeno demónio com o rabinho a dar-a-dar.... Uma pontinha de vaidade incontornável. O inegável triunfo dos sentidos sobre a mecânica, é a origem da força que o norteia. As peripécias desagradáveis que ocorrem, são pigméus face ao gigantismo desta realidade, forte e ténue, ao mesmo tempo. E tantas são essas pequenas coisas desagradáveis que preenchem o dia-a-dia, tormentos que gimnasticam os sentimentos, dão-lhes "endurance", aquela que nos torna mais elásticos, mais ágeis, mais preparados....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 24 de Janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Origens.
Gandalf, bateu com o bastão na testa e exclamou: Claro, que cabeça a minha, tu és o Capucha o tetra-tetra neto da capuchinha vermelho, e tal como ela és vermelho. Sim mas não sou do Benfica, ripostei.... Sou vermelho mas por outras razões. Que não vale a pena, aqui, esmiuçar..... Os factos ficaram bem claros num post aqui publicado há uns anos,(As espantosas aventuras do insuspeito João “Tabefe”) portagonizado pelo emérito João Tabefe, que terá privado com a avoenga capuchinha vermelho, salvando-a das dentuças do Lobo Mau. O resto é mitologia.... Esta é a verdadeira história dos acontecimentos então vividos.As minhas remotas origens, não me trazem mais orgulho do que o devido. Aliás não há mérito, ou demérito, em ter nascido assim ou assado. Mas tenho orgulho, isso sim, em ter tido origem numa personagem do nosso imaginário colectivo. Mais para trás não dá para remontar a história, os nossos antepassados eram membros indistintos, de uma matilha de "mabecos" caçadores..... E mais recentemente a Igreja, adensou o mistério, determinando que somos todos indistintamente, filhos de Deus. Só que alguns, a maioria esmagadora, são filhos de um Deus menor. Coisas!!!! Eu porque sou ateu, posso ser distinguido pelo facto de ser filho de quem sou. Coisas!!!!
António Capucha
Vila Franca de Xira, 23 de Janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Ciclo de Jazznoaav.... No Ateneu....
![]() | Cartazes
numa parede perto de si
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Rotinas....
São cinco e cinquenta e cinco da manhã, não adiantava nada estar na cama e levantei-me para tomar uns cafés e comer umas laranjas. Não preguei olho de qualidade nenhuma durante toda a noite, ontem já tarde tive desdita de jantar uns restos de cozido e aquela panóplia de sabores, aliás bons, ficou-me a trabalhar no estômago, como soi dizer-se. Ora como tenho o sono em dia, não consegui adormecer..... Sem drama nenhum. Não passa nada, foi só um tropeção.... Amanhã devo acordar já refeito deste dislate.... É uma daquelas coisas de que falava ontem, é um desvio à rotina por um lado e é a manutenção das rotinas por outro, apenas começam mais cedo. Já lá vai o tempo em que me desagradava esta coisa de uma vida rotinada... Todos os heróis dos romances existêncialistas, cavalgavam a vida, riam-se das rotinas, só que não tinham uma vida verdadeira, tinham a que o Albert Camus, ou o Jeam Paul Sartre, inventavam para ele e deleite dos leitores.... E eu apesar de andar muitas vezes nas nuvens, vivo uma vida real.... Um reporter fotográfico da National Geográfic, parece não ter rotinas. mas tem-nas, só que mais alongadas, não são diárias, digamos.... E qual é a sua rotina? É a de preparar um projecto e esperar que a N. G. lhe pague para a realizar, e assim sucessivamente. Claro que é uma rotina.... Só que de passo largo.... A propósito de alargar o passo, ontem setenta pessoas visitaram o meu blogue. Que orgulho.....Ainda não são seis e meia, e já cumpri a minha obrigação para com o blogue.... Até mais logo, a horas de gente.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 22 de Janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Dias e dias....
Acabou o fim-de-semana, regressou o Sol, violenta e luminosamente, invade-nos a casa entrando pelas grandes janelas. Mas quê, é Segunda-Feira, dia maldito... nem dá para alegrar, também valha a verdade, tão pouco dá para lamentar. Apenas o ordenamento dos dias corre a ordem austera, sem que haja ordem de subverter seja o que fôr. Aceitemos pois esta rotina. É como outra qualquer. Uma sucessão de coisas iguais e sem remissão, aqui e ali salpicada por esta ou aquela variação sem "Rei nem rock"..... Raras e por vezes sublimes... O mais das vezes, elas próprias sujeitas a uma rotina. A vida é feita disso, de rotinas e variações sujeitas à lei da rotina. Parece estúpido, mas é assim, Há que aceitá-lo e cara alegre.... Porque a alternativa é o desânimo, e isso é que não. Querem um exemplo, pois cá vai: Todos os dias tenho que escrever algo para o blogue, é assim como uma disciplina. Todos os dias um tema diferente, a quebra de rotina.... No entanto todos os dias, rotinadamente, imponho a mim próprio esta missão, e isso é uma rotina.... O melhor é não ligarmos a esses pormenores e seguir em frente, a bem da nossa saúde mental!....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 21 de Janeiro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Enterro do entrudo....
Agora que o ti-ti bolinha já está vacinado, o tempo não deixa que vá passear à rua, mais precisamente, ao Parque Municipal fronteiro aqui a casa. Esta tempestade horrorosa não amaina nem pela lei da rolha. É chuva, é vento, sei lá é o diabo.... Ontem saí, correndo o risco de apanhar uma molha, mais a cara metade. Fomos ao mercado, não o mesmo onde Passos Coelho diz que vai ainda este ano, mas ao municipal de VFX, comprar umas coisinhas para o fim-de-semana. As carnes para um cozido, mais o repolho os nabos, cenouras e os enchidos à maneira, da charcutaria do canto, fiambre queijo e azeitonas, tudo da melhor qualidade..... A carne de porco do calçada, é qualquer coisa de se lhe tirar o chapéu. Já não há é o costume de ter uma banca de carnes salgadas, toucinho, orelha, focinho e unhas. E o sal em excesso, usavamo-lo para temperar as sardinhas, que ficavam muito mais saborosas. Pequenas coisas que vão desaparecendo..... Como o Enterro do bacalhau. E que raio de coisa era essa. Na Quarta-Feira depois do Carnaval arranjava-se uma carroça, e punha-se em cima um qualquer vagabundo tapado com uma manta, e a malta ía num berreiro desgraçado a chorar a morte do entrudo, pelas ruas da vila, depois no fim, já altas horas, fazíamos e comíamos, uma "punheta" de bacalhau. Hoje já não se vê a "maltosa" fazer isso. Não era grande evento, ainda assim não seria isso razão para desaperecer do calendário de eventos... Nem era um acontecimento culturalmente importante, mas tinha a simplicidade e autenticidade das coisas populares. E é uma pena ter desaparecido na voragem do tempo.... Acho eu!
António Capucha
Vila Franca de Xira, 20 de Janeiro de 2013
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Até quando?
Não é saudável a atitude que este governo pretende que tenhamos. Eles conferem-nos o pior dos papeis que se pode ter neste filme que é a nossa vida colectiva. Paga e não bufa, assiste à destruição dos teus direitos constitucionais, mutismo absoluto, sepulcral, diria..... Não é saudável, como disse... Pessoas assim, por muitas voltas que se dêem, não constituem uma comunidade, apenas serão uns milhões de ilhas, estereis. O governo pretende-se pairar por cima disto tudo, deste arquipélogo monstruoso, informe e disforme, que é de seu desejo que sejamos. Ainda que o fossemos, sobraria sempre a seguinte questão: que espécie de legitimidade teria um governo cujos objectivos fossem estes? Diria que à luz dos preceitos democráticos, nenhuma.... Mas a própria democracia nos impõe que uma demissão destes idiotas apenas terá lugar em eleições gerais, isto é, ainda têm uns tempos para continuar a fazer merda. A oposição PS, aposta nesta regra, já fez saber que deseja uma maioria absoluta. não é de todo impossível. O povo deseja penalizar este governo de forma inquestionável. A questão é saber se o PS terá ganas para reformar e reverter as malfeitorias que esta corja levou avante. Será preciso o quê para este povo nos fazer sair desta rotatividade entra PS e PSD, com ou sem CDS? Uma hecatombe, tipo maremoto que suba o estuário do Tejo até Trás-os Montes, varra todo o país de Norte a Sul e de Este a Oeste. Então aí sim, apredenríamos a defender as nossas convicções votando nas ideias, e não a apostarmos nos mais "arrumadinhos", e de ar austero e "engomadinhos", de aparente inteligência e de competência indiscutível... QUANDO É QUE APRENDEMOS!.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 18 de Janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Guerra Colonial.
A peça publicada ontem, versa o tema da guerra colonial. Foi o facto mais marcante do Século passado, e, as suas contradições deram origem ao "Vinte Cinco de Abril", fronteira da liberdade. Data Histórica da maior relevância, levada a cabo pelo Movimento dos Capitães, no fundo por todas as forças Armadas, que já não puderam aguentar tantas contradições geradas pela guerra colonial. O fascismo português não era muito diferente dos outros povos colonizadores, mas era bem mais estúpido e autista. A Inglaterra, a França, a Bélgica, a Holanda, não eram colonizadores mais frouxos que nós, também tiveram as suas guerras coloniais. Só que duraram menos e terminaram diplomaticamente, com muito mais vantagens económicas que nós, foi a estratégia do neo-colonialismo. O fascismo Nacional nem para isso teve habilidade, apesar das pressões internacionais do isolacionismo expresso na ONU; foi-se mantendo irredutível, a política do "orgulhosamente sós". Miopia que lhes terá custado a Revoluçao de Abril, com a consequente queda do fascismo. Que fruto de outro tipo de contradições, nos trouxe a esta situação longe de ser brilhante. Um dia quando tiver paciência reflectirei sobre este tipo de equívocos que nos trouxeram até aqui. Mas ainda é um pouco cedo para o fazer, as feridas ainda estão abertas, e estar a reflectir sobre este tipo de questões cheios de "betadine", arrisca-se a correr riscos de erro que não quero cometer. Vamos pois, com calma.... Que o papagaio vai alto....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 17 de Janeiro de 2013
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