PS - Enviado por e-mail pelo mano velho. Obrigado
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Boa, amigo.....
afonso dias
e
a sopa dos pobres
apresentam o
CD
FADO ALEIXO
Uma edição independente da Bons Ofícios, associação cultural com sede
no Algarve.
FADO ALEIXO é o oitavo CD de
originais de Afonso Dias, autor e cantor que fez parte do movimento da balada
de intervenção, foi fundador do GAC – Grupo de Acção Cultural e continua a
cantar e a dizer poesia onde é preciso.
FADO ALEIXO é um projecto que
Afonso Dias acalenta há vários anos e que agora se concretiza mercê do apoio da
Direção Regional da Cultura do Algarve, da Fundação INATEL e dos Municípios de
Lagoa, Loulé, Castro Verde e S. Brás de Alportel.
FADO ALEIXO é um tributo ao mais
criativo e sagaz dos poetas algarvios. Talvez o mais moderno e, seguramente, o
mais interventivo socialmente. Foi António Aleixo que elevou a voz do povo às
alturas de uma arte maior e foi essa arte que o impôs como figura superior da
cultura portuguesa.
FADO ALEIXO traz o poeta Aleixo
de regresso ao Fado Tradicional que ele mesmo cantava. Porque Aleixo cantava o
Fado. E tocava Guitarra portuguesa.
O Fado é, neste trabalho,
sujeito a alguns “atrevimentos”. Desde logo o recurso a instrumentos pouco
habituais: piano, fagote, acordeão, percussões, cavaquinho..., mas também os arranjos que levam o Fado de
volta a territórios que influenciou e o
influenciaram musicalmente - em África,
no Brasil, nas Caraíbas... Um Fado de
percursos e fusões.
Porque o Fado é um viandante e
um vadio. Que se mistura e se acrescenta com as viagens.
FADO ALEIXO ficará disponível – on line e no mercado – no
final de Fevereiro e terá 4
apresentações institucionais:
em Loulé, no “Café
Calcinha”, o café de Aleixo
16 Fevereiro às 16 horas
em Vila Franca de Xira,
no Museu do neorealismo
22 Fevereiro às 21,30
em Setúbal, na
Associação José Afonso, cujo patrono foi o primeiro a cantar Aleixo
24 de Fevereiro às 16 horas
no Clube Farense, em
Faro, cidade onde Aleixo participou, pela primeira vez, nuns Jogos
Florais,
em 1937.
1 de Março, às 21,30 horas
O homem lá tem qualquer coisinha de especial....
PEDIDO DE EMPRÉSTIMO BANCÁRIO
Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995,
líder comunitário, membro fundador da mesa diretora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa diretora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e atual presidente dosEstados Unidos da América) numa certa ocasião pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa num furacão e queria reconstruí-la.
Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.
Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte
resposta: "Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registro predial.
Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803.
Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registro anterior a essa data." Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:
"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156. Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registro.
De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubessem que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803.
Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha.
A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado
Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo. Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Gênova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e atualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana.
A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha.
A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.
Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores
sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus - é
comumente aceite - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina.
Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor
da região chamada Luisiana por que antes, nada havia.
Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens
remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o
Banco também.
Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.
Senhores, se perdurar alguma dúvida quanto a origem e feitos do
descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida,
certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e
investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Gênova (Itália), como está oficializado: Segundo eles, em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade. Segundo, este pseudônimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protetor dos Viajantes (existe inclusive uma ilha batizada de São Cristóvão).
Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde anda, acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome
verdadeiro do ilustre navegador).
Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas"." ( Duas aspas, com dois pontos no meio).
Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba ( Portugal) e, é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco.
Quarto, era prática usual na época, os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos, no caso dele, foi São Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro, a segunda batizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola.
Quinto, a "paixão" pelos mares, estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em, João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo.
Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba; São Vicente, na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba).
Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a atual Igreja Matriz de São Vicente.
São coincidências (pseudônimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, conseqüentemente do português Christovam Colon.
Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época colônia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.
A odisséia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os
espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido
transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, sido depositados na Catedral de Sevilha.
Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".
Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes diretos de João Gonçalves Zarco e, conseqüentemente da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para analisar o seu DNA e, para comparar os seus resultados nas ossadas do navegador, se, efetivamente forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.
Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia, somente sei que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e, portanto poderosos, tentem por vossos meios.
Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo.
Barack Hussein Obama II
Advogado
*O empréstimo, claro, foi concedido.*
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Rotinas....
Das minhas rotinas mais recentes a higiene e manutenção do saco da colonostomia é a mais exigente de todas. Para quem não sabe, uma colonostomia é uma técnica cirúrgica que consiste no corte de uma parte do intestino grosso que está afectado por qualquer patologia. No meu caso tinha um tumor maligno que tinha que ser removido. Depois o intestino vem terminar num buraco feito no abdómen, chamado "estôma" por onde saem as fezes. estas acumulam-se num saco que é colado à barriga e claro tem que ser mudado com frequência. No caso daqueles que eu uso, podem ser esvaziados para um saco do lixo conforme fôr enchendo. Bom isto é uma conversa de merda! Literalmente.... De merda.... É uma rotina que executo várias vezes ao dia. A experiência é tal, que até já sei que alimentos provocam o quê, em termos de periodicidade e consistência. Estou perfeitamente adaptado, que não acomodado.... Farei daqui por uns tempos, talvez um ano, uma operação destinada a repor o tubo intestinal até ao olho do cu. Mas até lá, que não me doa a cabeça.... Há para o efeito vários modelos e várias marcas a concorrer entre si, pelo seu consumo, aquelas que melhor serviram os meus objectivos, porque de mais fácil manutenção, compõem-se de duas partes, uma que cola ao corpo chamado "base" e o saco propriamente dito que encaixa na base com um fecho do tipo das "Tuparueres", com um fecho de segurança. Ainda assim dá trabalho e requer alguma perícia. O que eu penei antes de a adquirir. Grandes sujeiras fiz, até chegar à perfeiçao actual. Como em tudo o mais, o pior já lá vai..... O meu ânimo triunfou sobre o desânimo, que poderia ocorrer, caso eu o permitisse, ou cedesse ao infortúnio.
António Capucha
Vila Franca de Xira, 8 de Fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Coisas....
Podemos inventar umas quantas coisas, mantê-las durante um certo tempo, com um indice de verosimilhança aceitável. Manter uma vida paralela, inventada e sustentada, durante toda a vida é impossível. Uma coisa é simular um sentimento, outra bem diferente é ter só sentimentos dessimulados, falsos, fabricados, não é humano. Quer-se dizer, eu não me estou a ver nesses fados. Não sei mesmo se alguém o consegue. Sob pena de deixar de ser gente. Acho que temos que ter sempre algo de genuíno, de autêntico. Por vezes temos é que vasculhar bem se queremos descobrir onde reside essa autenticidade. Os actores ao contrário do que muito boa gente pensa, não dissimulam, nem imitam, nem sequer fazem de conta. Tudo o que representam passa por eles, têm que ter algo de semelhante na sua memória afectiva. E o que é isso? É nem mais nem menos que terem em memória os sentimentos que certa realidade suscitou, embora as peripécias estejam por vezes esquecidas ou embutidas entre uma amalgama de "estórias", os sentimentos podem ser reactivados porque estão bem presentes. Sei bem do que falo, fui modestamente actor de teatro amador, e tenho bem presente os mecanismos que me levaram a assumir determinada personagem. As análises que nos levaram à composição de uma personagem, são algo de grande riqueza e intensidade emocional. E essa riqueza recai sobre nós, ficamos seres mais completos. Mas isto é daquelas coisas, só fazendo se pode avaliar disso. Daqui do alto desta valência que sei seguramente sabida, desafio todo vós, estimados leitores, a terem um experiência dramatúrgica e vão ver que se sentirão mais ricos. Não se deixem amedrontar pelas aparências, pelos estatutos que são conferidos aos actores. Isso é o lado falso da questão... Não se deixem enganar.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 7 de Fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Jogatina
A consola de jogos do Francisco morreu, foi p'ró Céu. Paz à sua Alma. Atenção que isto não é "banacau" é um acontecimento de enorme relevância. Mas ele que é quase Engenheiro , vai tentar arranja-la e se ela não fôr reparável, vende-a ao preço da uva mijona, vende os jogos todos e compra um computador novo. Querem um espírito mais prático do que este? Eu não conheço... Mas eu conheço pouco , não passo de um "cota fatela" que não entende nada de jogos e do resto....Claro e vou ter que aprender a viver com a minha ignorância, que é tanta que sufoca.... Entretanto já chegou a uma conclusão, fez um diagnóstico, e, se bem o conheço, vai conseguir repará-la. É assim desde miudo, a primeira vez que arranjou um computador com avaria de Hardware, tinha ele onze anos. Hoje passa a vida a trazer para casa computadores de amigos e colegas para reparar. desta feita a avaria é sobreaquecimento. Já anda a magicar uma solução, não tarda nada está pronta para outra. è assim o meu rapaz, claro que isso me deixa orgulhoso. Sei bem distinguir gato de lebre nestas coisas, fui toda a minha vida profissional técnico dessas coisas da electrónica e tinha algum instinto para a reparação. Mas ele é diferente, é mais realizador, apenas me faz um bocado de impressão a desarrumeção da sua bancada de trabalho.Mas o que é certo, é que ao fim não sobram parafusos, que é o erro mais frequente nestes expontâneos. Merece a minha admiração e o meu respeito pessoal e profissional....
Parabéns senhor engenheiro....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 6 de Fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
O pirata da perna de pau....
Não sei o que me terá dado, mas o que é certo é que durante o período em que estive hospitalizado, me recusei a toda qualquer actividade que me ajudasse a passar o tempo, passou pastoso e grosso de tal forma que senti todo e qualquer minuto a passar. Não sei, não consigo entender porque o fiz, mas fi-lo consciente de que iria sentir o peso de cada instante que passasse. Uma simples leitura de um livro, o computador para escrever e ver coisas na "net", ou ver filmes. Nada, até me irritei com a insistência das pessoas que achavam isso estranho. Reacção esquisita de facto. Não podia levar-me a qualquer parte, a qualquer resultado positivo. Mas o que é certo é que me trouxe são e salvo da maior provação que tive que enfrentar. E, muito importante, sem ressentimentos com as maleitas subsequentes. Não me distraí de qualquer coisa que me tenha acontecido. Senti o peso de tudo o que me fizeram e não restaram marcas. Que me lembre não verti uma lágrima que fosse, quando percebi que me tinham amputado a perna esquerda, pelo contrário o meu primeiro pensamento foi para me imaginar com uma prótese a caminhar em segurança. E estou cada vez mais perto de concretizar esse pensamento. Acidentes de percurso? Pois concerteza que sim! Esta deficiência faz-se notar com toda a violência de que é capaz. Mas não chegou para esmorecer o meu sonho. Voltarei a andar pelo meu pé, dê lá por onde der. . No Montijo até costumava brincar com o assunto dizendo que o mais complicado é que teria de comprar um papagaio para pôr ao ombro quando pusesse, a perna de pau. E tinha que aprender as canções de piratas sem esquecer a pala no olho. Porque cara de mau já eu tinha.
António Capucha
Vila Franca de Xira, 5 de Fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Surdez....
Atendi uma chamada e fiquei sem saber com quem falei. Isto está está a ficar cada vez mais grave tenho que ir ao Hospital fazer uma lavagem aos ouvidos, que estão cheios de merda. De principio, quando a surdez se agudizou até me dava um certo gozo, uma boa parte das vezes a nossa atenção é requerida, é por causa de trivialidades escusadas até incomodativas, de modo que com a minha surdez, achava-me dispensado de me ralar com semelhantes coisas. Mas já começa a ser demais, tenho a exacta noção que estou a perder coisas importantes, em quantidade e qualidade apreciaveis. Só que receio , muito fundadamente que para fazer uma simples lavagem aos ouvidos me tenha que chatear um bocado. Isto porque os Sr.s Dr.s não gostam de fazer o que lhes pedimos, preferem obrigar-nos a precorrer todo o Calvário de "chafaricas", porque eles é que sabem o que nós queremos ou deixamos de querer. E no nosso sistema de saúde, nós os utentes estamos em último lugar da hierarquia da medicina. Onde os Dr.s ocupam os lugares de topo. E assim por aí fora, depois os enfermeiros agarram a parte do poder que lhes está conferida e exercem-no até ao despudor, depois vêm os admitnistrativos com a sua burocracia e chateiam-nos o que podem e por fim maqueiros, auxiliares disto e daquilo, também têm que fazer o gosto ao dedo e depois então de termos servido toda a escala de importância dos funcionários, então lá nos fazem aquilo que poderiam ter feito há mais tempo e que era exactamente aquilo que queríamos. Poupar-se-ia muito tempo e meios se nos fizessem aquilo que queríamos logo ao principio, mas enfim.... E atenção, sei o que digo , oito meses de hospitais, deu-me bem para entender este fenómeno. Mas é infelizmente a triste realidade.... O que eu penei, nas mãos daqueles tiranetes... Oito meses de terror. O engraçado é que não foi pelo que me fizeram, uma operação quadrupla em oito horas, mas pelo que não me deixaram fazer nos restantes oito meses, em que tive de cumprir todos os rituais de que eles se lembravam.... Tortura autentica e descabida como por vezes cheguei a debater com os enfermeiros. Contracensos totais e absolutos, apenas porque eram norma ou hábito.... Mas nunca me entreguei, regateei sempre, não levaram a melhor, nunca me submeti...
António Capucha
Vila Franca de Xira, 4 de Fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
O "Jaquim"...
![]() |
| Nascimento do homem novo |
Através de correio electrónico, tive noticias de um querido e velho amigo. Coisa tão agradável ainda reforçada pelo facto de me ter dito que era leitor assíduo deste modesto e despretencioso blogue. Não imaginam o prazer que isso me dá! Quem o conhece sabe quem é o Joaquim Alberto, Norte e referência para todos nós, os que de alguma forma conhecemos o 34. Foi a sua influência que forjou e temperou o nosso sentido de justiça. Centro e Alma viva do 34, o "jaquim" através do seu exemplo, deixou-nos um legado e o estofo do mítico "HOMEM NOVO": Nos mais simples actos da vida, a sua simples postura era um padrão de comportamento, fosse pela amizade autentica que tinha por todos nós, mais novos que ele, tratando-nos como iguais, quando o não éramos. Fosse pela ternura com que tratava os menos capazes... Lembro ao acaso a ternura que sentia, visivelmente sentia, pelo pobre do Victor, que morreu cedo demais vitima do alcoolismo extremo. Sem paternalismos, mas também sem agressividade, era por este tipo de razões que ganhou o nosso respeito. Respeito que não era só da nossa parte, dos rapazolas, os mais velhos e gente "importante", respeitavam-o igualmente.
Figura incontornável, deixou uma marca indelével na sociedade de Vila Franca. Os pomposos "importantes" da oposição ao regime de então, cá do burgo, renderam-se à espontânea autenticidade e riqueza da sua personalidade. Por detrás do seu ar de cigano e maltez, estava uma sólida cultura que não alardeava, mas que despontava nas mais pequenas coisas.
Amigo muito querido, que aqui recordo, estivemos juntos há dois anos numa festa da "naftalina". Tinham passado quarenta anos sobre esses tempos gloriosos. Que deixam saudades, não só porque era mais novo, possante, saudável e bonito, mas porque foi o tempo em que aprendi a ser o cidadão de que me reclamo. E aprendi com os melhores, se me permitem a veleidade....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 1 de Fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Na nêspera....
Levar na nêspera, ou mesmo na ameixa, não é coisa que se faça assim do pé p'rá mão. Não sei exactamente o que significam semelhantes expressões, mas tudo leva a crer que terá conotações lúbricas. Uma vez que não me passa pela cabeça ver uma nêspera ou uma ameixa a ser chicoteada ou simplesmente espancada. Sim que mal nos teria feito para merecer semelhante trato? Já da sua conotação lúbrica, não se pode dizer o mesmo. Normalmente arredada da nossa fruteira, esquiva e simultâneamente provocante, está madura no ramo mas fora do alcance. Como quem diz: estou aqui mas se me queres tens muito que trepar.... O mais das vezes está encoberta por uma floresta de parras e gavinhas e só a podemos adivinhar. Mas só de o fazermos, salivamos abundantemente com o cão de Pavlov....Erra a Santa Madre Igreja, quando atribui à pobre maçã, todos os males do mundo. A discreta e nutritiva maçã, está longe da perversão duma nêspera, ou duma ameixa. Até o pêssego, tal como o damasco, com a sua penugem, é mais perverso que a inocente maçã, mas que querem, os Céus têm destas coisas.... É assim.... Primeiro, sonegam-nos frutos absolutamente indispensáveis à boa nutrição e impingem-nos uns querubins de rabinhos rosados como leitões de piças minusculas e ares seráficos, e insinuam como malditas as nêsperas, ameixas, pêssegos, damascos e até veja-se, a impoluta maçã. Caramba, não há cu que aguente.... Todas estas expressões, sentidos e significados, me escapam, á análise lógica das coisas tal como são. Concordam comigo, não é verdade?
António Capucha
Vila Franca de Xira,31 de Janeiro de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Textos....
Os dedos correm céleres o teclado negro à sua frente. No monitor, à quase perpendicular do teclado, o texto ía ganhando forma, sentido!! As ideias aclaravam-se e íam sendo mantidas em memória. No canto superior esquerdo do monitor diz-se: Blogger: Peroração - Criar. E era o que estava a decorrer, o processo criativo do texto para o blogue. As ideias, paravam e recomeçavam a organizar-se segundo uma sequência lógica, escorreita.... Princípio de ideia, letra grande, fim de ideia ponto final, ou reticências, se a ideia ficou dúbia, ou de dualidade de valências,- se se insinua menos do que seria possível. Se fôr peremptória, termina-se com ponto de exclamação e se interrogativa, com ponto de interrogação. Às expressões novas, neologismos, ou imprecisas, isolamo-nas com aspas, e carregamos nas tintas se a ideia é grandiloquente, e esbatemo-las se forem supreficiais. Frivolidades, não são admitidas. Como se vê, macânica simples e directa, bem óleada....É assim que se faz, melhor: é assim que faço. O resto é "estória" e começa assim. Era uma vez uma pàgina do processador de textos do blogue, em branco... Depois a vontade de cumprir a missão que a mim próprio me impus faz o resto, e pronto, já está feito, não vos chateio mais com prosápia da treta...
António Capucha
Vila Franca de Xira,30 de Janeiro de 2013
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Lá longe, ao cair da tarde.......
Vão muitos anos, era eu um rapazola, feliz e contente, roedor de unhas e detentor do prémio de presenças em tudo o que fosse cegada e outras partes gagas, dum grupo de mariolas como eu. Vai tanto tempo que resta apenas uma imagem difusa disso tudo, num enorme borrão, onde se confundem, perigosas actividades políticas, bebedeiras siderais e espremer " garinas" até chiarem.... Desgarradas e cantorias muitas e a propósito de coisa nenhuma. Fados de Lisboa e de Coimbra, de fazer chorar as pedras da calçada.... - Lá longe ao cair da tarde/ vejo nuvens d'ouro , que são os teus cabelos/ fico louco ao vê-los , são o meu tesouro / Lá longe ao cair da tarde.... - Claro que isto tudo por entre um coro de choradeira do mulherio... Mais as eternas baladas, de pendor mais politico, fruto da estúpidez do facho que as proibia, As plenos pulmões e sem rede cantava-se Adriano Correia de Oliveira , Zeca Afonso, Luis Cilia, Chico Fanhais, Pedro Lobo Antunes, sei lá tantos e tantos que nem dá para enumerar.... Tempos Heroicos, ou se calhar nem tanto.... Eramos novos e livres... E bonitos, pois então de cabelos pelos ombros elásticos, de costas largas e andar à galo.... Estão a ver o filme.... Vinte escudos de gasolina, e dávamos a volta ao mundo! O "Sinca 1000", desviado ao pai do João, sempenteava serra acima, direito aos queijinhos frescos, áh... E o pão caseiro da Mata... Ou, aos branquinhos de Bucelas, com toucinho assado com pão saloio e azeitonas. Não se aceitavam escusas!!!!.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 29 de Janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
"Analgas" e galináceos....
Dia de "analgas", a nova moda é fazer "analgas" todas as semanas, para avaliar da densidade do sangue, que por sua vez determinará a quantidade de "drunfus" que devo tomar. É o meu mais recente castigo.... Estendo o braço à minha amiga Mena, e ela, com toda a delicadeza, extrai-me o sangue para a cabidela. Ao invés das galinhas eu não esperneio.... Lembro-me bem dessas coisas, a minha mãe
comprava as galinhas vivas no mercado onde aguardavam as freguesas dentro de gaiolas feitas de paus, que depois o meu pai matava de forma ritual, que permitisse aproveitar o sangue que se misturava com vinagre numa tigela, para não coalhar. A parte mais chata era depena-las, com água a ferver por cima do pobre galináceo já morto, e arrancavam-se as penas à mão. Depois era estripada, e com cuidado seria feito para aproveitar o fígado sem rebentar o fel (a bilis). É óbvio que eram bem mais saborosas que estes frangos que hoje em dia se compram. Ele eram suflés, cabidelas e assados de se lhe tirar o chapéu.... Hoje vamos ao super-mercado, e lá estão eles limpinhos e sem penas nem tripas e também sem sabor, macilentos, anémicos.... Um ex colega meu, que mora em Fromteira / Alentejo, conta que um sobrinho seu que estava de visita, apareceu esbaforido em casa aos gritos, que estava ali fora um frango com penas.
Agora até se vendem só asas, ou só pernas ou só peitos já desfeitos em bifinhos, miúdos à parte, o sabor é que se foi e de vez.... Dantes ía bem à mesa dos ricos, hoje, faz a festa dos pobres, é a carne mais barata do mercado.... Não faz mal que não tenha sabor, os pobres são como's cães, quase sem sentido de sabor, o que querem é encher a "mula", matar a malvada, deviam é comer ração....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 28 de Janeiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
O passeio da sagrada família....
Hoje foi dia santo. O bolinha a sua mãe, joaninha e seu pai, o timom, foram esticar-se para o parque aqui ao lado. Aquilo foi vê-los a cabriolar alegremente, não pararam um bocadinho. o mais dificil foi convencer a minha cara metade e a minha filha a desatrelá-los, para cabriolarem mais à vontade. foi um gosto vê-los em liberdade a correrem no relvado bem tratado.... O pequenito de perna curta a correr atrás do pai que lhe dava meia praça de avanço.... E a joaninha como sempre entregue aos seus porquês, seguia-os discretamente, como quem não dá importância ao facto de não os poder acompanhar. E é bem capaz de não dar, sempre foi muito independente, muito senhora do seu nariz....Mesmo no seu papel de mãe, nunca deu de avanço..... Embora fosse extremosa e possessiva. Até abnegada, o bolinha esmifrava-a toda e ela nunca recusou uma mamada , a não ser quando ele já era bem grande e com dentes.... Ainda hoje ela brinca com ele cheia de paciência, até lhe chegar a mostarda ao nariz, e dar-lhe duas rosnadelas, lá no tom que ambos bem sabem e ele cava dali o mais rápido possível e a ganir, como um menino mimado que é.... Vai para o colo da dona Rita a olhar para a mâe desafiadoramente, como quem diz : pois bem rala-te, 'tás a ver, quem é que precisa de ti, se sou amado, como sou, pelos donos, não 'tás a ver???
António Capucha
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Arrivistas.
Não é mentira nenhuma, é aliás a mais pura das verdades. Nesta última semana, o número de entradas no blogue subiu de uma media de trinta e cinco a cinquenta, para entre setenta e oitenta entradas diárias. Um grande salto, diria!!! Quanto mais se cresce, maior é o orgulho e o sentido de responsabilidade. Sentimentos que trago desde sempre, de mão dada, em relação ao blogue.
O senhor ministro Relvas, o tal que resvala para a fraude, Mais a sua cruzada contra a RTP, de tal forma sórdida, que transforma em boa, a pérfida RTP, face à ignomínia, da sua cruzada. Tão sórdida e acéfala que nem tem em consideração o aviso já deixado claro pelo único pai vivo do PPD, O Pinto Balsemão...... Pois o bom do tio "Balsas" já fez saber que a entrada de mais uma operadora privada de TV, a disputar o mercado, já de si exiguo, da publicidade, não é bem vindo, e arrisca-se a acabar de vez com todo o sector privado da comunicação social, faria baixar de tal forma os preços de tempo de antena e espaço nos jornais, que a maioria deles não se aguentaria.... Bom se há alguém que seja especialista na área da comunicação social privada esse alguém é o tio "Balsas".... Mas estes arrivistas deste governo, não respeitam coisa alguma, surdos a tudo baixam a cabeça, e marram tudo a direito.... A petulância cega-os, a falta de cultura política, é tão evidente que até dói. Se eu fosse do PPD, estaria muito preocupado.... Esta terceira linha do PPD que é o governo , são badamecos nas mãos do velhaco dos Portas e Cavacos e tudo o mais que lhes rói constantemente a corda. Esta vaga ultra liberal não deixará História.... E saudades é evidente que não deixa.....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 25 de Janeiro de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
"Endurance"
Passou a correr revista à sua História recente e serenou o espírito. Tinha sido posto à prova e resistiu. que mais se pode exigir da vida senão estas pequenas/grandes, vitórias.... O triunfo, do espírito sobre a matéria... Não o espírito esotérico, mas o consciente, o racional. Sabemos ser resultado de reacções quimicas complexas, mas chamamos-lhe, espirituais para as distinguir das outras que gerem a máquina que também somos. Mas aí bate o ponto. Quando a gestão da máquina determinou a morte, o espírito recusou-a. Não quero com isto dizer que triunfou sobre a morte, isso era pedir meças ao Cristo, coisa que não se faz.... Isso seria roubar a razão a milhões de seres, que nisso baseiam a sua existência. e ele não se sente capaz de semelhante dislate. Apesar de sentir dentro de si, um pequeno demónio com o rabinho a dar-a-dar.... Uma pontinha de vaidade incontornável. O inegável triunfo dos sentidos sobre a mecânica, é a origem da força que o norteia. As peripécias desagradáveis que ocorrem, são pigméus face ao gigantismo desta realidade, forte e ténue, ao mesmo tempo. E tantas são essas pequenas coisas desagradáveis que preenchem o dia-a-dia, tormentos que gimnasticam os sentimentos, dão-lhes "endurance", aquela que nos torna mais elásticos, mais ágeis, mais preparados....
António Capucha
Vila Franca de Xira, 24 de Janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Origens.
Gandalf, bateu com o bastão na testa e exclamou: Claro, que cabeça a minha, tu és o Capucha o tetra-tetra neto da capuchinha vermelho, e tal como ela és vermelho. Sim mas não sou do Benfica, ripostei.... Sou vermelho mas por outras razões. Que não vale a pena, aqui, esmiuçar..... Os factos ficaram bem claros num post aqui publicado há uns anos,(As espantosas aventuras do insuspeito João “Tabefe”) portagonizado pelo emérito João Tabefe, que terá privado com a avoenga capuchinha vermelho, salvando-a das dentuças do Lobo Mau. O resto é mitologia.... Esta é a verdadeira história dos acontecimentos então vividos.As minhas remotas origens, não me trazem mais orgulho do que o devido. Aliás não há mérito, ou demérito, em ter nascido assim ou assado. Mas tenho orgulho, isso sim, em ter tido origem numa personagem do nosso imaginário colectivo. Mais para trás não dá para remontar a história, os nossos antepassados eram membros indistintos, de uma matilha de "mabecos" caçadores..... E mais recentemente a Igreja, adensou o mistério, determinando que somos todos indistintamente, filhos de Deus. Só que alguns, a maioria esmagadora, são filhos de um Deus menor. Coisas!!!! Eu porque sou ateu, posso ser distinguido pelo facto de ser filho de quem sou. Coisas!!!!
António Capucha
Vila Franca de Xira, 23 de Janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Ciclo de Jazznoaav.... No Ateneu....
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numa parede perto de si
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