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sexta-feira, 15 de março de 2013

"Alimais".....



O bola de sebo, tem um olhar de estarola, desmiolado de todo. Ontem conseguiu estar ao meu colo sossegado quase uma hora, julgo até que terá adormecido, enquanto eu lhe afagava o pelo e ele nem me deitou o dente nem nada, coisa de estranhar. Tenho esse efeito sobre os cães, sou indubitavelmente o macho alfa para todos eles. Se faço uma festa a um, tenho que fazer o mesmo ao outro senão armam tal "escabeche" que só visto. São tomados de ciúmes, com a Nita sucede outro tanto, não tão evidente mas semelhante.  Como é que animais percebem estas coisas que são tão subtís? Puro instinto. Mas de extremo rigor. Se tivessem a capacidade de discernir, não seriam tão precisos, tão exactos. Levei algum tempo a conseguir este rigor... Não me posso dar ao luxo de me distrair ou assistir impavidamente, ás suas cabriolices. Sou uma espécie de Norte para eles. Não me posso deixar levar por sentimentos, tenho que ter sempre presente o estatuto de macho alfa.... Depois a Nita é a fêmea alfa e o resto é matilha... Sabe-se lá se eles são felizes. Sei é que eles não distinguem isso. Eu sim claro, e somos aliás nós que definimos o que é a felicidade deles... Temos que ter portanto algum cuidado, para não exigirmos coisas que não lhes cabem no seus estreitos horizontes. Algo aquém, ou além disso, só provocará confusão. E resulta em despertar as suas origens selvagens e é assim que se dão os casos de animais a atacarem pessoas. Essa confusão pode resultar de as pessoas se preocuparem apenas com o que os cães representam para si, e não o inverso, que acaba por ser determinante para a felicidade e equilibrio entre todos. Temos, em minha opinião, de nos preocupar com o que representamos para eles, os animais. E tudo correrá bem....

                                     António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 15 de Março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Boisés....




Estive a ver o Yul Brynner,(em "os sete magníficos") a andar à galo com a sua cabeça rapada e a cara de querubim renascentista. Desta feita, é um pistoleiro embora mantenha a tez bronzeada de príncipe Egípcio que se veio a revelar um gajo de maus fígados que só queria fazer mal, por vingança, ao canastrão  do Charton Weston que era o Moisés ou boisés, ou lá o que era ... A coisinha mais monocórdica que Hollywood criou. Só sabia, acho que até nem isso sabia, fazer de Heroi épico, E ele actor, foi ou é , não sei se ainda é vivo, a coisinha mais reacionária que imaginar se possa. Presidente de ene instituições bem americanas isto é: acéfalas. Fazia as delicias de anormais e outros que tais, em esgares dantescos, diria melhor, grotescos... O "menesinho" deve ter um bloqueio qualquer em relação às mulheres vejam com atenção o esgar do "men" quando em cenas de beijos, já em cenas de camaradagem entre "menesinhos" até os olhinhos brilham. è assim daqueles que não passa bilhete ás gajas e casa com o cavalo... É como vos digo. Há ali qualquer coisa mal contada.... Esta estirpe de reacinários ultra direitistas, como era o Hoover, são gente velhaca que preseguem os homosexuais quando eles são uns "rabetas" encartados. Mas muito amantes e tementes a Deus.... Depois no fim da prédica, com uma vassoura enfiada no cu, varriam o estúdio todo.... 

                                                  António Capucha

                             Vila Franca de Xira, 14 de Março de 2013 

quarta-feira, 13 de março de 2013

I'm a "Rain Man"....




Dos pequenos/grandes casos que me preocupam está, pelo menos um, em vias de solução. Porque o que não tem solução, solucionado está. Espero fique resolvido hoje.... Quanto aos outros dois, ando a juntar os pauzinhos, que ao cair se espalham todos... E como eu não sou o "Rain Man" tenho que juntá-los na caixa para os contar.... Minudências, o mais das coisas, que me trazem preocupado. Por vezes até coisas que se resolvem por si. Outras há que, de tão complexas que são, tão sem solução, apesar disso me preocupam.... E me desafiam à solução, que nunca virá a acontecer... Já estou habituado a sofrer estas torturas na pinha. São aliás as que mais me atraem. Complexo da "missão impossi-vel", talvez sim, talvez não, vá lá saber-se.  Sou, entre várias coisas que já se sabe que sou, complicadinho da Silva. Não porque goste, mas apenas e só, porque sou. Isso não é exactamen-te uma virtude, nem tão pouco uma coisa confortável, Assim sou e assim terei que ser aceite, porque não está nas minhas posses deixar de o ser. Podia disfarçar, mas é tão difícil, Ainda que fosse o melhor actor de sempre. Já aqui falamos disso, o actor pode disfarçar-se, mas a representação não é um acto de disfarce, muito pelo contrário. Nem é uma habilidade.... É mais um acto de honestidade e entrega...
Bom, chega de "paleio"..... 

                                             António Capucha

                            Vila Franca de Xira, 13 de Março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Hugo Chávez

HUGO CHÁVEZ, FICARÁ NA HISTÓRIA COMO UM DOS MAIS COSEQUENTES LUTADORES CONTRA O IMPERIALISMO



Enviado por e-mail pelo meu primo João Chaparro. Obrigado.

segunda-feira, 11 de março de 2013

"Markting" e Justiça....




Estava a ver com a atenção que a televisão me merece, isto é, muito pouco, um programa sobre as estratégias do "Markting", que são como se sabe a manipulação cerebral. E lembrei a propósito alguns "slogans" que por isto ou por aquilo me ficaram na cabeça. Um deles é de um anúncio a um detergente que passava quando era muito miúdo, e o meu irmão mais novo foi das primeiras coisas que disse, era assim: Juá a lavar, é Sol a corar! Hoje é óbvio que não funcionaria, em termos comerciais pela simples razão de que devem haver muito poucas pessoas que saibam o que é isso de Sol a corar... E talvez menos ainda, a saber o que é isso do Juá..... 
Eu que acho que sou um eterno jogador de efeitos através da palavra, sou capaz de entender o que esses caramelos querem dizer. Os objectivos é que são diversos... Ao passo que eu utiliso a força das palavras para desencadear sentimentos e entendimentos que, espero, venham a tornar as pessoas mais ricas e capazes de descodificar estas amálgamas de valores onde andamos mais ou menos perdidos. Estes tipos do "Marketing", o que querem é manipular-nos e levar-nos a comprar e a assumir valores que não queremos nem precisamos..... Lembro a propósito uma frase do então Director, ou presidente da SIC, que nós, isto é, eles as televisões, eram vendedores, ou faziam ou desfaziam, Presidentes da República e Primeiros Ministros. Se eu fosse Presidente da República ou Primeiro Ministro, enfiava-me pelo chão abaixo de vergonha.... Tal distinção só é legítima se fôr expressão da vontade dos povos, e se tivermos capacidade para o representarmos ou governarmos.... Tal situação, porque resultado de manipulação cerebral é imprópria e indigna..... E devia haver leis que o regulassem..... Porque a Justiça e as suas leis, devem acompanhar os progressos científicos, ou ainda não saímos das cavernas?

                                          António Capucha

                        Vila Franca de Xira, 11 de Março de 2013

sábado, 9 de março de 2013

Irão e Israel.....

Não me parece uma coisa piegas e de reacionarismo encapotado, de modo que público, como publicaria qualquer miniciativa que tenha alguma intenção, e capacidade de intervensão pela paz...... Desculpem a publicidade que passa de vez em quando, não encontrei maneira de a anular....

António Capucha


P.S. - Enviado por e-mail pela Paulinha. Obrigado....

sexta-feira, 8 de março de 2013

Que viva o Teatro....


Infelizmente, o voo que fazia Flores-Lisboa e...
Ateneu Artístico Vilafranquense (Oficial) 8 de Março de 2013 14:44
Infelizmente, o voo que fazia Flores-Lisboa e trazia o Grupo de Teatro A Jangada, foi cancelado, logo, o espectáculo de hoje fica sem efeito. Pedimos desculpa por este imprevisto. No entanto, poderão ainda hoje fazer uma visita à Tertúlia do Zero a partir das 22h00.

Obras não só em casa , mas em mim....




Ainda não terminei as obras em casa, resultantes da instalação do monstruoso "frederico". Em simultâneo quero fazer uma ligação fixa do esquentador, que trabalha om alimentação eléctrica. não para aquecer a água mas para fazer a "patanisca" que acende o gás e tem mais uns circuitozitos como um pequeno "display" onde indica a temperatura da água. Quero meter a "fiarada" numa calha auto-colante  Que fica muito mais bonito e funcional... Para isso tenho que ir ao "Bricomarché" do Carregado que é o mais próximo,  comprar algum material. para tal a Nita tem de me levar lá, não há volta a dar. Compreendo que não seja do seu agrado mas dela estou dependente... Dantes ía de "camineta", Mas agora  a cadeira de rodas cria os seus próprios problemas. Podia ir de "ganchetas" (canadianas), mas para falar com franqueza, não sou grande artista com elas. Tenho força suficiente, mas volta não volta troco os movimentos e malho que é um regalo. As "ganchetas" são para curtas distâncias e isso é coisa que não existe fora de casa. Com a "perna de pau", sinto, vai ser bem diferente. mal ou bem, tenho um apoio esquerdo, o que torna completamente diferente a deslocação que por falta do apoio esquerdo tem um movimente dependente  de maior equilibrio, e imponderablidade. E a minha carola ainda não se adaptou à perda da perna esquerda. Mais do que uma vez, à procura do apoio esquerdo, ele não estava lá e malhei.... Claro que isso vai com o treino.... Mas treino com quem? A maior parte do tempo passo-o sozinho, aqui ao computador. Os miudos e a Nita têm a sua vida e não me podem acompanhar nessas coisas. E quando estão em casa é-lhes mais fácil empurrar a cadeirinha do mé-mé, que vigiarem e ajudarem no treino com as canadianas. porque há coisas a fazer para além disso e que têm a ver com o funcionamento da casa. Como o fazer o Mar de compras para a semana toda e fazer a limpeza e arrumar a casa.... Já fico satisfeito por me lavarem às compras. 

                                         António Capucha

                          Vila Franca de Xira, 8 de Março de 2013     

quinta-feira, 7 de março de 2013

Nós Alhandrenses....


Acabo de assinar a petição pública, para a recuperação do edifício do Teatro Salvador Marques em Alhandra. A dita petição começa assim: Nós alhandrenses...... E por aí fora.... Ora eu não sou alhandrense e não tive qualquer dúvida em assinar a petição. Por variadíssimas razões, pelo amor que dedico ao Teatro, pelo respeito que me merece todo e qualquer património Histórico Nacional, regional, concelhio ou local.... Mas se a petição é dirigida à Câmara municipal o assunto é Municipal, e não apenas local como os seus iniciadores indicam. Sem querer entrar na liça, que sei ter havido, em relação à terra que seria a "Pátria" do Neo-Realismo aquando da implementação do seu Museu... Sugiro no entanto que tal questão é tão falsa como inútil... A questão é aliás internacional, como o provam diversos trabalhos literários cinematográficos pictóricos etc....etc... É uma matéria transversal e a ninguém, e a todos pertence. Alhandra é por certo um pólo importante do Neo-Realismo, Dado o facto de ter sido a terra de Soeiro Pereira Gomes, dos grandes movimentos operários do Século passado, mas não só é também Vila toureira do nosso Ribatejo, e por estas e outras razões, os alhandrenses têm muito de que se orgulhar... Daí causar-me alguma estranheza, os proponentes da petição, dizerem ou sugerirem que é um assunto de Alhandrenses. Pois então se assim é, eu alhandrense me confesso... 

                                      António Capucha

                  Vila Franca de Xira, 7 de Março de 2013

Teatro Salvador Marques - Alhandra

Teatro Salvador Marques - Alhandra

Teatro Salvador Marques - Alhandra

Petição pública
divulguem http://www.peticaopublica.com/?pi=TSM2013

Nós alhandrenses, pretendemos que seja reconhecido o devido valor ao nosso teatro, através da classificação deste imóvel de Património de Interesse Municipal, por parte da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira (CMVFX), como uma das nossas últimas esperanças para que tenhamos o nosso Teatro Salvador Marques de volta.
Em 2000, num processo de pedido de classificação deste edifício por parte da CMVFX ao antigo IPPAR – Instituto Português do Patr...imónio Cultural (atualmente IGESPAR), este instituto sugeriu a esta edilidade que «seja ponderada para o imóvel a classificação de interesse municipal, iniciativa a promover pelo município, ao abrigo da Lei n.º 159/99». É de notar ainda que estamos em 2013, e a CMVFX nunca o fez. E porquê? Porque ao reconhecer a sua importância a CMVFX ficaria na obrigação de fazer tanto a manutenção, como a recuperação deste espaço.

O IPPAR reconheceu que «o móbil da sua recuperação, nos termos em que nos foi apresentado, nos parece uma atitude de indiscutível mérito. Na verdade, proceder à reabilitação global do edifício, com o intuito de o devolver no seu ambiente original, e permitir a sua plena fruição como sala de atividades culturais – nomeadamente espetáculos de teatro –, é algo que nos apraz registar», destacando, ainda, «o facto do projeto de recuperação se poder constituir numa mais-valia urbana – muito para além da recuperação do imóvel em si –, pelo facto da sua localização se revestir de carácter excecional – no topo do jardim público, em local sobranceiro ao Rio Tejo –, reassumindo um forte simbolismo como edifício público e como elemento catalisador numa dinâmica que se pretende imprimir ao núcleo urbano original de Alhandra.».
O IPPAR refere-se à lei nº 159/99, art.º 13 alínea e) e art.º 20 n.º 2, que regula o quadro de transferência de atribuições e competências para as autarquias locais, destacando que as Câmaras devem «Proceder à classificação de imóveis conjuntos ou sítios considerados de interesse municipal e assegurar a sua manutenção e recuperação» é «da competência dos órgãos municipais o planeamento, a gestão e a realização de investimentos públicos» dos «Centros de cultura, centros de ciência, bibliotecas, teatros e museus municipais (...) Património cultural, paisagístico e urbanístico do município»
Assim, pedimos para que Assinem e divulguem esta nossa causa, a causa dos Alhandrenses, não queremos que o nosso Teatro caia de esquecimento!

Visitem-nos em: http://www.facebook.com/teatrosalvadormarques, mas também em http://teatrosmarques.no.sapo.pt/galeria_fotos.htm.

Alguma duvida contacta-nos para teatro.salvador.marques@gmail.com

http://www.peticaopublica.com/?pi=TSM2013

Breve História
A história da arte teatral em Alhandra remonta a 1865, com o Teatro Thália Alhandrense, que começou a ser construído graças à iniciativa de homens como a notável figura de Salvador Marques que à época vivia em Alhandra. Contudo devido há grande afluência de público que a este teatro acorria, cedo sentiu-se a necessidade da construção de um novo edifício que alberga-se tanta frequência. Assim em 1886 que é iniciada a construção de um novo e amplo Teatro que teria o nome de Teatro Salvador Marques, em homenagem a esta notável figura da arte dramática alhandrense.

Salvador Marques teve uma forte influência em Alhandra do seu tempo. Foi ele o grande impulsionador da liberalização da cultura junto da população desta Vila, quer pelo seu próprio pulso, quer influenciando as práticas culturais dos membros da elite letrada. Instruindo os Alhandrenses através da diversão, usando as artes de Thália como meio de divulgação dos valores de civilidade.

No entanto, a obra inicial de construção do Teatro Salvador Marques esteve parada durante cerca de 20 anos, sendo somente inaugurado em Abril de 1905, pelo incentivo dado pelas mão de um homem que felizmente ainda hoje é lembrado pelos alhandrenses, que em 1900 veio viver para Alhandra, e que daria um novo e derradeiro arranque às obras deste Teatro: Francisco Filipe dos Reis.

Salvador Marques não compareceu em 1905 à inauguração deste edifico devido a motivos de saúde, fazendo-se, no entanto, representar por um dos seus filhos: Luís Salvador Marques (conhecido cenógrafo do inicio do séc. XX). Salvador Marques acabaria por falecer em Lisboa, em 1907, mas ciente desta homenagem que os alhandrenses a ele lhe dirigiram.


Características
Arquitetura de estilo neoclássico, de raiz italiana, e de interior ricamente decorado (tendo um pano de boca de cena da autoria de Veloso Salgado), esta casa de espetáculos na sua tipologia é um derivado inspirado no Teatro D. Maria II em Lisboa. O seu Salão Nobre, outrora ricamente decorado com pinturas e bons estucados, de dupla altura (característica denunciadora do seu derivado do Teatro D. Maria II), permite relações visuais e espaciais entre diferentes níveis.
Tem grossas paredes de alvenaria, asnas de madeira, tabiques e estafes que marcam toda a estrutura deste Teatro. O interior da sua Sala de Espetáculos, em forma de “U” (característica dos teatros de raiz italiana), é atualmente composta por balcão, plateia e duas ordens de camarotes laterais. Num misto de formas lineares e curvilíneas, das elaboradas guardas em ferro forjado das suas duas ordens de camarotes e frisas, esta Sala de Espetáculos tem uma particular e exuberante elegância. No teto desta Sala, de lotação de 400 lugares de plateia e 30 lugares de camarotes, a partir do centro expandem-se raios pintados de branco e azul celeste (já não sendo o original). Por fim, esta Sala é ao centro assinalada por um grande candeeiro/ lustre (foco luminoso central).
Em tempos, este Teatro dispunha ainda de um Restaurante ou Buffet no piso térreo (do lado direito de quem entra neste edifício), que foi depois substituído por um pequeno Bar instalado no Salão Nobre.

O Teatro Salvador Marques é hoje, exemplar único de toda uma arquitetura do espetáculo que outrora existiu no concelho de Vila Franca de Xira: a última prova viva do tempo do surgimento dos principais movimentos associativos e culturais de uma época (quando se fundaram localmente a Sociedade Euterpe, o Clube Republicano, os Bombeiros Voluntários), tornando-se como que um símbolo presente, de uma Alhandra que floresceu nos finais do século XIX e inícios do século XX.

Os signatários

http://www.peticaopublica.com/?pi=TSM2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Penso eu de que....




Como funcionamos uns com os outros? Parece uma coisa "standard" de simples relação, mas nunca é assim. Primeiro nunca falamos com outro em função de ele mesmo. Falamos, isso sim, de nós para connosco.... Que quer isto dizer, não falamos com o outro, mas, aquilo que achamos que somos, fala com aquilo que achamos que o outro é, se houver coincidência entre o que o outro pensa de nós e  o que nós achamos que somos.... Há diálogo, isto é: Connosco.... Nós próprios, com a nossa ideia do outro..... Complicado não é? E para que a conversa seja profícua, torna-se necessário fazer casar, ambos os conceitos. Se abdicamos do juizo sobre o outro a conversa não será mais do que circunstancial, de menor envolvimento por assim dizer, embora possa parecer o contrário, isto é, ser prova de respeito pelo outro. Quando não o é.... Prova de respeito pelo outro, é facultar-lhe o conhecimento do que nós achamos dele.... É matéria muito complicada exactamente por isso, é que o outro pode não gostar da ideia que dele damos. Daí a origem de desaguisados e desentendimentos, porque é muito raro que haja coincidência, entre o que achamos de nós próprios e o que os outros acham de nós. Fiz-me entender? Mas à cautela, sempre será melhor sermos inequivocamente e sempre, nós próprios, fica pelo menos metade da inteligibilidade conseguida,  melhor: Garantida... 
Vem esta reflexão a propósito de desesperadamente tentar um dialogo que não há meio de tomar forma com uma pessoa de quem sou comprovadamente amigo. Algo está a escapar a esta intrincada malha de lógica... Existe o conhecimento mutuo, é inegável.... Está a falhar o quê exactamente? Pois não sei... É um mistério de anos e anos. Acho muito sinceramente que é capaz de ser pelo facto de um de nós ou ambos não se revelarem completamente, tornando estranho este dialogo entre eu e eu..... Ou a avaliação de um de nós, não está certa ou não agrada ao outro.... Mas sinceramente acho que é a auto-apreciação de um de nós, que não bate certo com o que ele é intrínsecamente.....

                                               António Capucha

                               Vila Franca de Xira,6 de Março de 2013  

terça-feira, 5 de março de 2013

O "frederico"....

Conhecem aquela "estória" do frederico? Não?!?! Está bem eu conto: 

- O marido irrompe esbaforido em casa em alta vozeria gritando : Estou curado .... Estou curado.... 
A mulher, já habituada aos desaforos do seu homem que era um bocado "poucochinho" da cabeça, serenamente pergunta-lhe : Mas estás curado do quê? Eu dantes não conseguia mas já sei dizer "Frederico". Maria trás daí uma cerveja gelado para comemorar. E onde é que estão as cervejas? pergunta ela. Estão aí mesmo no "Frederico"!!!!  
Vem esta "estória" a propósito de que chega hoje o frigorifico novo que compramos no Sábado. O velho que só tinha aí uns dezanove anos, ainda trabalha e tudo, mas caiu-lhe a porta da zona de fresco. como já está muito velho resolvemos comprar um novo e é um monstro com um metro e noventa de altura e sessenta de lado, tivemos que alargar o espaço para ele caber. Com muito maior espaço de congelação, próprio  para um casal a entrar na terceira idade. Mas com muito mais espaço para coca-colas, e tralha, para os putos que "haverem" de vir. É a nossa sina, e de todos os casais de idade avançada.... Netos, pois claro.... Não hão-de demorar muito.... É um fenómeno recorrente nos tempos que correm. Que casais recem-constituídos se pode dar ao luxo de ter a fêmea em casa a tratar da prole. E o que é certo é que as crianças educadas no ceio de uma família têm à partida melhores hipóteses de virem a ser mulheres e homens eqilibrados. De modo que, aceitamos mais esta missão... E "bikuaite"!!!!

                                       António Capucha

                        Vila Franca de Xira, 5 de Março de 2013   

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fora...Fora.... Fora.....




Acho que foi o Nixon que inventou o conceito de : "Maioria silenciosa". Já bem por aí a dentro do vinte cinco de Abril, o Spínola, agarrou no conceito e fez aquela acção tão vergonhosa quanto falhada, da nossa "maioria silenciosa". É portanto um conceito de direita. Que consiste em considerar que uma maioria de cidadãos, sem acesso ao mediatismo sofre em silêncio as agruras da maldita revolução comunista em marcha. Ora, tal não é assim. Ficou claro agora que toda a sociedade duma forma transversal, é vítima mas da direita mais atroz. Até que ponto irá o autismo deste governo, alienado que está da realidade mais evidente. A maioria mais ou menos habituada à resignação, cantou alto de sua justiça. Pela segunda vez inumdou cidades, praças e avenidas a dizer alto e bom som, que não quer mais estes cabrões. Não sou capaz de imaginar que parte das mensagens gritadas pelo povo, o governo não entendeu. Foram bem explicitas e  ditas em português corrente como convém. 
O presidente, já se sabe é uma "minhoca subtíl", como diriam o inspectores "patilhas e ventuinha", praí não racha lenha.... O homem já é um trambolho mudo, neste caso então, o seu silêncio nem sequer é estratégico, é criminoso.... Como é sabido, esta criatura colmata a sua inabilidade para estas coisas da política, com o silêncio, para evitar engolir moscas.... Vai mantendo o seu ar pomposo e imbecil, enquanto a sociedade , que não só a economia, se esfrangalha toda.... E se tem a tentação de falar aos portugueses, como se estivesse numa aula de economia para mongoloides, até ele percebe que não lhe fica bem, andar sempre a repetir mensagens apocalípticas, para depois abrir a torneira e apagar o fogo como um herói épico..... Papel da sua perdilecção!
Ele que cumpra também a exigência dos portugueses, e vá embora, de fininho,  e calado.....  

                                             Antonio Capucha

                             Vila Franca de Xira, 4 de Março de 2013 

Ateneu não pára....







sábado, 2 de março de 2013

Poema do xico.


O Xico e eu próprio
Um abração
Xico
"Oh que linda lenga-lenga vai nascer neste lugar, vai tornar-se uma moenga
para a malta chatear. O calor traz-me saudades do meu tempo de maldades
Viva o governo que temos! Viva a puta que os pariu e a pachacha que os mijou
Viva eu que grito vivas, viva o cu que os cagou. Vivam todos os ministros
e o desprezo que lhes dou. Todos eles são sinistros ao serviço do dinheiro
Todos juntos são cloaca, não se aguenta com o cheiro. Todos eles falam no tom
de quem do fascismo herda. Falar neles logo implica este poema de merda."

* Enviado por e-mail pelo Xico Braga.

Jazz no Ateneu.


Ateneu Lounge # Promo1
Concerto com "Quartet to Four"



sexta-feira, 1 de março de 2013

Aqui no Céu....




Somos racionais é isso que nos distingue das outras criaturas. Mas então e se os nossos mecanismos de raciocínio forem fruto de reacções químicas? Os pensamentos , os sentimentos, tudo fruto de químicas mais ou menos elaboradas? que diríamos da Alma, que dizemos à boca cheia que temos.  Que seria feito das nossas crenças, das nossas reservas, e do amor. Não há nada de metafisico nessas coisas. Que deserto, que ausência de espírito, que crueza, que pobreza.... E a poesia é uma expressão numérica, ou quê? Somos então uns pobres de espírito, aliás sem espírito. Não há também a diferença entre corpo e alma? Que nudez! Quando o corpo morre a alma volatiza-se, e vai por aí a cima! Àh não.... Então morre-se e PIM! Acabou-se... E daqui a pouco estás a dizer-me que há que gozar e aguentar o sofrimento mas nesta vida, porque não há outra. Ou por outra, há, mas apenas na nossa inventiva, no pensamento. No real não existe. O pensamento na verdade é absolutamente livre, quem assim o entender ou, necessitar, pode perfeitamente acreditar. Milhões e milhões de seres, tão pessoas como eu ou o estimado leitor/a, acreditam haver uma coisa a que chamam Céu, onde Deus e os Anjos os recebem como prémio de se terem portado bem. E aí é que a porca torce o rabo. Portar bem para eles significa ser Humilde, obediente, e aceitar e louvar aqueles que representam Deus aqui na terra. Aceitar a doutrina e as regras que eles ditatorialmente editam, e bico calado. O que trás naturalmente limitações tremendas à felicidade e ao prazer e até à justiça, e cá neste mundo, como eles dizem, como se houvesse outro. 
A minha mãe, acreditava piamente, e tudo fazia para ganhar o céu. O que está é a fazer torrões à mais de dez anos. Deserto de sentimentos, nem por isso.... Acredito, e parece certo, que ela vive ainda nos meus genes, que ela me transmitiu e aos seus netos e sua descendência, e na memória que nos deixou. Será o Céu se forem memórias felizes e quentes, ou o inferno, se pelo contrário forem penosas e frias..... A mim que sou uma pessoa do tipo sensorial, isso chega-me para me manter contente. O que me deixa muito espaço e neurónios para as coisas boas da vida. Sou, julgo, um ser solidário e não tenho frustrações insuportáveis, não sou um fenómeno, também há muitos como eu.... Felizmente, diria.... 

                                      António Capucha

                      Vila Franca de Xira,1 de Março de 2013        

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O adufe...




Várias coisas se entrecruzam nas lembranças recentes da minha mãe. Entre elas uma mágua sem remissão de nunca a ter levado à senhora do Almortão. Estive tantas vezes lá perto que não encontro perdão. A Senhora do Almortão, é um pequeno santuário ao pé de Idanha-a-Nova, na região de origem da minha mãe. E ela nunca lá foi, embora fosse sua vontade lá ir. mas por isto ou por aquilo, nunca lá foi. Acredito que tivesse sacrificado esse desejo, em nome de nos atender aos nossos. A minha mãe era assim, uma vida inteira dedicada aos outros, Sobretudo à família. E eu não fui capaz de a levar até as suas raizes.... Tenho sempre a ressoar a cantiga da Senhora do Almortão e o seu troar de adufes. Das suas coisas, coube-me entre outras o seu próprio adufe. Basta-me olha-lo para sentir um aperto no coração, e rememorar mil uma "estórias" de encantar. O adufe é um instrumento de percurssão tocado pelas mulheres, que assim acompanhavam as modas que cantavam em grupo ou a solo. É de facto dificil de tocar bem, requer mãos habituadas a bordar. As armas do meu adufe /são de pau de laranjeira / quem quiser tocar com ele / há-de ter a mão ligeira / há-de ter a mão ligeira.......
Era uma alegria ver  o contentamento dela  a cantar e troar o seu adufe, fosse uma moda brejeira à Santa da sua aldeia, a Raínha Santa Isabel, ou os cânticos de Natal, que alegria, até os olhos se lhe riam. Hoje os meus olhos choram, não tanto de tristeza, mas de saudade, numa mistura com remorso de coisas que me esqueci de fazer, em vida dela. É uma mistura tal que por muito sovada que seja jamais será massa de filhós. Que pena, que tristeza......

                                              António Capucha

                           Vila Franca de Xira, 28 de Fevereiro de "013  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Que viva o Teatro...


O Sr. de Boliqueime.



Óh Sr. Presidente, até o Papa, pediu escusa, deu de "frosques", ele que foi eleito por um colégio de distintissimos Cardeais, e não um povo de idiotas ignorantes, que sempre se engana porque aposta sempre nos de ar sisudo. Ora o Sr. não é exactamente do tipo corrupto, nem tão pouco é um demagogo.... Desculpe que lho diga, mas nem para isso tem habilidade. Não nasceu para isto, não tem sequer versatilidade e agilidade de cintura para ser um politico do tipo representativo, como é o caso da nossa presidência. O Sr, não nasceu para estas coisas, começou como messias e até ver é o unico papel que representa com alguma segurança mas sem poder intreventivo, leia-se executivo, não pode realizar o seu destino. Então passou todo o santo mandato a dizer trivialidades, e a deixar correr o marfim. Assim nem Santo António lhe vale e acabará sem glória o que começou sem "estória".... É uma espécie de General sem exército, uma parte perdeu-se nos caminhos "enconços" da corrupção, outros pagaram caro a lealdade à sua liderança, foram imolados na fogueira da sua ambição. Resta-lhe o quê, sete cães e um lagarto e um soldado da Raínha, não?  Vá lá, pire-se daqui enquanto ainda conserva a admiração de alguns, poucos idiotas. Áh.... E não volte a demarcar-se das tácticas do governo, por mais despóticas que sejam, porque depois isso espremido, volta a dar nada, e malta já não lhe perdoa mais essas gafes. O Papa germânico sai porque, parece ser assim, Não se sente com capacidade para combater eficazmente a corrupção no Vaticano, não só financeira mas também ética. Razão semelhante tem o Sr. para sair pela esquerda baixa.... Quem assim confessa a sua incapacidade, normalmente é perdoado pela História. Lembre-se da tenebrosa figura do outro Senhor, o de S. Comba.....
   
                                    António Caspucha

                Vila Franca de Xira,27 de Fevereiro de 2013