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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Austeridade....




O que levou a que se desse o plano de resgate financeiro a Portugal, foi o facto de haver em profusão adeptos dessa modalidade, dessa forma de simular a resolução das coisas. 
A Espanha, aqui ao lado e também com um governo de Direita, recusou liminarmente essa hipótese e estão a ultrapassar a crise com bastante mais folga que nós. A forma normal e aceitável de reduzir o défice e a dívida soberana è aumentar o PIB (Produto Interno Bruto), e isso só se consegue incentivando o crescimento económico. O que está a ser feito é exactamente o contrário, a política de contenção e austeridade está é a travar o crescimento e a eternizar a dívida.... Os que constituem o sistema internacional (A Troyca), não estão interessados em salvar a nossa economia, foram aliás eles que criaram as condições objectivas para o nosso endividamento, nosso e da Grécia e da Irlanda, e da Itália e se esperarmos sentados, chegará a vez da França, da Espanha e até da própria Alemanha. Hoje principal impulsionador das políticas de contenção.... Isto  segundo os especialistas ainda não comprados pelo sistema. Se não arrepiarmos caminho, a Europa afunda-se por completo. Não há meias tintas, ou nos salvamos todos ou afundamo-nos todos.... Há uns anos atrás os políticos europeus entenderiam isto. Os actuais são mais autistas, a política do cada um por si, trará a morte de todos, está na sua génese, no seu ADN... O que é de estranhar e muito, é que no seio dos países vítimas desta política, floresçam, como cogumelos, personalidades políticas da dimensão destes nossos pacóvios.  O anacronismo deste nosso governo é tal que quando começou, as suas ideias e sentimentos, Já estavam, havia muitos anos, no caixote do lixo da grande História das civilizações e dos povos....  Como é que, enquanto povo esclarecido, nos pudemos enganar tanto e eleger estes biltres.... Na próxima oportunidade temos que lhes dar uma corrida em osso.....

                                      António Capucha

                       Vila Franca de Xira,7 de Junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Acção Cultural do Cartaxo....





A Vida é um Cabaret 8º aniversário do Centro Cultural do Cartaxo

Com Maria João Abreu

14 Junho • Sexta • 21h30

Conhecemo-la como atriz, mas é enquanto cantora que a encontramos neste espetáculo em que celebra 30 anos de carreira. Maria João Abreu canta temas que a inspiraram ao longo do seu percurso. No alinhamento ecoam nomes como Liza Minelli, Frank Sinatra, Edith Piaf, Ute Lemper, António Variações, Simone de Oliveira, Elis Regina e muitos outros. Na comemoração de 8 anos de Centro Cultural do Cartaxo, vamos encontrar Maria João Abreu como nunca ninguém a viu!

Concepção: MARIA JOÃO ABREU
Criação dramatúrgica: MIGUEL RAPOSO
Figurinos: GONÇALO MELLO
Direcção Musical: JOÃO SOARES
Piano e Teclados: NUNO TAVARES
Saxofones e flauta: RAIMUNDO SEMEDO
Bateria: JOÃO SILVA
Baixo: ALEX LEÃO
Guitarra: JOÃO SOARES

Bilhetes: 12€
Reservas: 243701600 [5ª a Sábado, 15h às 22h; Domingo, 15h às 19h] ou centroculturalcartaxo@gmail.com

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Este fim-de-semana... ✺

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4 curtas de Cristian Nemescu cinema

Ciclo Cinema da Roménia

07 Junho • Sexta • 22h

Com o apoio da Embaixada da Rússia e do Instituto Cultural Romeno, iniciamos esta sexta-feira um ciclo de cinema dedicado à produção romena, com quatro curtas-metragens de autoria de um dos impulsionadores do novo cinema romeno, que despontou no início deste milénio.

Filmes em exibição
Flathouse people are dying for music, 12 min. 2000
Mihai and Cristin, 15 min. 2001
Story from C, 14 min. 2003
Marilena from P7, 45 min. 2006

Realização: Cristian Nemescu

•• Entrada livre / M12

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Goya/Portugal: 01 teatro

De Bruno Schiappa

07 e 08 Junho • Sexta e Sábado • 21h30

Sonho, uma mulher contemporânea, independente e com uma carreira profissional de sucesso, chega a uma região pequena, de nome Portugal, à procura de um mecânico que possa arranjar o carro desta. Iludido, um homem também bem sucedido na carreira, chega à mesma região depois de ter recebido um e-mail a anunciar a existência de uma irmã deste, naquela cidade. Aos poucos vão-se apercebendo que foram ambos atraídos para ali com um objetivo... Interpretação dos alunos do Curso de Expressão Dramática do Centro Cultural de um texto de Bruno Schiappa, escrito em 2003.

•• Entrada Livre / M12





Centro Cultural - Município do Cartaxo
Rua 5 de Outubro, 2070-059 Cartaxo
T. 243 701 600 / F. 243 701 602
E. centroculturalcartaxo@gmail.com
website / facebook

Horário bilheteira:
Quinta a Sábado • 15h às 22h / Domingo • 15h às 19h 

Penso eu de que....




Entrar de supetão, espalhar as brasas, agitar as águas, pintar a manta; escaqueirar tudo e sair p'la direita alta. É a imagem que faço da minha missão nesta vida, que encontrei flácida sem sentido e despótica. Umas quantas vezes consegui uma apróximação a este meu ideal. Mas isso é sempre demasiado episódico, recompôe-nos a esperança, mas desvanece-se mais rápidamente do que surgiu.São raros esses momentos em que a euforia, por vezes se substitui à razão. Ao fim de umas quantas experiências desse género, tive que aprender a não embandeirar em arco... Hoje, já com alguma idade procuro as razões, os porquês, das malfeitorias da vida, mas preocupa-me mais o lado dos sentimentos. Eles são a base de tudo. A racionalidade não passa de um instrumento, uma ferramenta para chegar ao sentimento certo. E o sentimento certo conduz sempre à opção certa. Procurar sempre o equilibrio sentimental, é a premissa de chegar à razão. E a razoabilidade é função primordial da justiça...
Por exemplo sem o sentimento expresso na máxima marxista: A cada um segundo a sua necessidade e de cada um segundo a sua capacidade..... Sem esta premissa as estratégias e as politicas das nações marxistas não passariam de vulgares tiranias..... Uma determinada praxis, só faz sentido em nome de um sentimento e esse sim, tem que estar inequivocamente certo e justo.... Claro que isto tudo dentro de determinados limites.... Uma prática criminosa, não deixa de o ser, por ser função de um sentimento profundo. Isto é, nem todos os fins justificam os meios....  É neste precário equilíbrio que se mexem os políticos. Terreno muito escorregadio.... Por isso a política é uma ciência extremamente nobre  e    deve ser servida, por seres superiores, intelectualmente falando....É uma pena que assim não seja e por exemplo, a venalidade seja o sentimento mais comum dos políticos actuais.....

                                          António Capucha

                         Vila Franca de Xira,6 de Junho de 2013

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Fábula....




E dizia o rato Mikey ao Pateta: Cála-te.... Já pareces o Cavaco....
Acode à conversa a Minie, bom ele ao menos tem uma mulher que se sabe vestir e estar em qualquer situação. Ocupa é um bocado de espaço a mais, dado o exagero do perímetro....
Também o tio Patinhas opina: Sim e é cada vez mais claro que não precebe nada de economia, está extremamente desatualizado. Até eu que sou jarreta, vejo que o gajo não pesca nada do assunto.
O Gastão, petulante infiltrado no "jet sete", também opina: Pois não foi ela que disse que, o meu marido se fosse peixe, era um cherne.....
Não pá, corta o Donald impaciente e desagradado com o rumo da conversa. Essa foi outra mas a bem dizer, assemelham-se.... São farinha do mesmo saco, da qual se fez muito pão azedo que a custo engolimos...
ÒH, mas é tudo gente tão fina. A inveja é que vos faz falar.... Ralhou a floribela. 
Vá meta a tua opinião onde quiseres.... Falas assim porque ainda hoje não foste mungida...
Sim é verdade.... Ainda não vi o padeiro... E as suas mãos habeis a envolver-me as têtas num afago espremedor....Ai..... Ai....
E isso que tem atalha o Donald, eu não passo a vida a falar das penas das minhas asas que deram a melhor ferramenta para se escreverem as melhores páginas da literatura mundial.... No entanto tu, só porque dás leite ao Mundo, achas-te muito importante....
Bom diz o Mikey, vamos mas é comer e desliguem a TV, que o Cavaco vai falar...

                                    António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 5 de Junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

O caudas...




O caudas é a alcunha que o meu filho pôs ao cão que há mais tempo está cá em casa. Veio de pequenino ainda a mamar de biberom mas já era um animal boliçoso que veio a confirmar-se ser, tinha já quando veio uma cauda ridiculamente pequena, que ostentava espetada, o que era um desafio para o meu filho mais novo que ficou fascinado com o apêndice do animal... Tiveram lugar diversas acções de torção de beliscões e outras torturas, do ornamento terminal da coluna do cão, que recebeu o nome de: Timom. Escusado será dizer que ele e o miúdo, desenvolveram uma relação especial que se mantém até hoje, e já lá vão quase dez anos. Comiam juntos brincavam juntos num ritual muito próprio e naturalmente recebeu o cognome de : Caudas. Bulia com ele aquela coisa curta e espetada como uma antena de carro. Era um coisa digna de se ver, observar, a alguma distância. Mas os ritmos de vida , melhor os bio-ritmos do ser humano e do cão são diferentes, O miúdo fez-se um belo rapaz em dez anos e o animal tornou-se pachorrento e lanzeirão. Mas só que o ritual continua só que o cão quase já nem liga aos apertões, beliscões e etc. fica impávido e sereno a pachorrentar. Lá se diz com alguma propriedade, a vida de um cão são três anos de cachorro, três de cão e três de mandrião.... A sociedade canina cá de casa´tem a sua hierarquia bem defenida, mas ele que é o mais velho não consegue defenir-se como macho Alfa à  restante existência.  O bilinha seu filho não lhe tem respeito nenhum dá-lhe beijos, coisa que ele detesta, rouba-lhe comida e brinquedos, as famosas ovelhinhas, e desencadeiam fortes rosnadelas.  O velho leão quer é sossego e paz... Mas quando o pequenino se mete em apertos com outro qualquer canito, a mãe e o Timom vão logo em seu socorro. É bonito de ver.....

                                       António Capucha

                       Vila Franca de Xira, 4 de Junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Estranha associação: Aleixo /Pessoa... Ou talvez não!

Afonso Dias
O que se anexa e o que abaixo se apresenta abaixo ilustra o projecto que a Bons Ofícios - Associação Cultural leva a cabo entre Junho e Outubro em todos os Municípios do Algarve.
Trata-se de uma iniciativa que conta com o apoio da Direção Regional de Cultura do Algarve e que consta de um conjunto de 16 espectáculos, a apresentar em todos Municípios algarvios, cujo conteúdo  liga o CD - Fado Aleixo de Afonso Dias à poesia de Fernando Pessoa nos 125 anos do seu nascimento. Chama-se "Os Modos e os Olhares - Aleixo e Pessoa em desgarrada (im)provável" e é, quase integralmente, cantado.
Com amizade.
afonso dias
 
Os Modos e os Olhares
António Aleixo e Fernando Pessoa em desgarrada (im)provável”
musicado e apresentado por Afonso Dias
O que aproxima dois dos mais expressivos e tão, aparentemente, diferentes poetas? Por que diversos ou semelhantes modos se exprimem? Que visões e convicções os iluminam? Que musicalidade os aproxima?
Para este encontro convocámos a redondilha maior (verso de 7 sílabas métricas) que ambos cultivaram: Aleixo na generalidade da sua obra; Pessoa no seu “Cancioneiro”. Também os heterónimos maiores – Caeiro, Campos e Reis –, ainda que fugazmente, marcarão presença nesta desgarrada. Esses que habitavam outros universos metafísicos...
Será encenado e cantado este encontro. Pessoa terá o seu espelho de observação interior e provocará Aleixo com motes, para que o algarvio leia a vida dos homens com os seus olhos de ver este mundo. Aleixo exortará Pessoa a viajar pelos labirintos da interioridade e pala graça popular da quadra lisboeta que o poeta tão esmeradamente cultivou.
Durará 90 minutos cada um destes encontros.

Toda a poesia - e a canção é uma poesia ajudada - reflecte o que a alma não tem. Por isso a canção dos povos tristes é alegre e a canção dos povos alegres é triste.O fado, porém, não é alegre nem triste. É um episódio de intervalo. Formou-o a alma portuguesa (…)
F. Pessoa
(…..)
só quando o coração canta
a minha pobre garganta
faz o que nem sempre faz.

A. Aleixo
agenda já acertada
06-06-13 19.00h Portimão Casa Manuel Teixeira Gomes
13-06-13 21,30h Tavira Biblioteca Álvaro de Campos
20-06-13 21,30h Aljezur Junta Freguesia de Odeceixe
21-06-13 21.30h Vila Real de Santo António Biblioteca Vicente Campinas
03-07-13 21,30h Monchique Biblioteca Municipal
05-07-13 22.00h Faro Biblioteca António Ramos Rosa








19-07-13 21,30h Loulé Polo de Quarteira da Bibl. Municipal








24-08-13 22.00h. Lagos Feira do Livro








21-09-13 Loulé Loulé Polo de Salir da Bib. Municipal
04-10-13 21,30h Albufeira Biblioteca Municipal
30-10-13 11 e 15h S. Brás de Alportel (2 recitais) Biblioteca Municipal / Secundária José Belchior Viegas

PS. - Recebido por e-mail..... Força Afonso......

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Que viva o Teatro....


Liberais e tais....



O que mais me impressiona neles é o ar patético, de quem reflete estar a fazer a coisa mais natural do Mundo.... Duvido que eles mesmos tenham a convicção da justeza do que defendem. Um dos promovidos a Deputado da Nação, é um pândego que assinava uma crónica numa revista semanal apensa a um jornal diário de seu nome : Díficil ser Liberal em Portugal.... E é hoje uma referência da "clic" PPD que está no poder. Mas então pergunto eu, ser liberal em Portugal ou em qualquer outra parte do Planeta, não é ter uma fé inquebrantável no funcionamento, livre da economia e dos mercados?   
Será confusão minha ou em vez disso esta gente, uma franja do PPD, está a destruir quase sistemáticamente, como se fosse essa a estratégia, a economia..... Tudo o que fazem é estrangular os agentes económicos, a começar pelas Empresas.... Afinal estes liberais o que fazem é exactamente o inverso do que dizem ou alardeiam ser. Não tenho memória de um governo que meta tanto o bedelho na massa, cersindo no tecido económico remendos que lhe vão a destoar. Dizem querer tornar a nossa economia atrativa para o investimento estrangeiro, e tornam-no pesadíssímo pela carga fiscal com que parasita as Empresas e os cidadãos individualmente considerados. Liberais isto.... São é meninos desorientados e sem capacidade de resolver qualquer questão. Mas lá continuam com as suas expressões aparvalhados de quem foi apanhado com a mão na gamela das filhós, à pala da complacência do Sr. abúlico, perdão, Sr. Silva. Expoente máximo do mutismo nacional....

                                            António Capucha

                         Vila Franca de Xira, 31 de Maio de 2013

quinta-feira, 30 de maio de 2013

De Ícaro a Tântalo.....




A vida decorre plácida e serena, tão cálida e caldosa, como quase sempre. A receita segura para criar ansiedade, contam-se os minutos, indo sabendo o que cada um nos trouxe ou reservou, Isto é: Nada de novo..... E quando algo fora do comum acontece extingue-se num ápice, como um foguete de emoções. Ora, como estão as coisas. Sou bem ou mal amado. Amo eu o que é devido? Fico aquém, ou vou além das espectativas, ou do que de mim se espera. No que a mim me toca, estou permanentemente aquém do que espero de mim próprio. Do que os outros de mim esperam, só posso tentar adivinhar, e tentar enganar a ansiedade de não ter certezas... Parece-me uma receita segura para velejar pelo rio da vida sem adornar demasiado ou naufragar. Se o que sabemos seguramente sabido, já nos trás a alma aquecida, não há que exigir mais que isso. Querer mais que isso, seria  desafiar os Deuses a castigar-me como fizeram a Ícaro, que se aproximou demasiado do seu insane objectivo que era o Sol, e derreteu a cera que unia as penas das suas asas e caiu do Céu desamparado. Ou como a Tântalo, que foi punido a viver num vale fértil com muita água, mas condenado a que ela recuasse quando ele, cheio de sede, se aproximava, e o mesmo sucedia com os frutos que saíam do seu alcance quando ele os tentava colher. Sem querer entrar na discussão sobre se há ou não Deuses, acredito que é isto que acontece a quem quer demais da vida.... Tudo se esvai por entre os dedos.... E seremos nesse caso eternos condenados à infelicidade.... 

                                                  António Capucha

                                  Vila Franca de Xira, 30 de Maio de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Está-se bem....




Meus caros amigos, permitam-me mais esta intimidade, mas é para mim factor de primordial importância. Tem a ver com o meu estado de saúde, e para quem como eu tem este púlpito para dialogar convosco, não me confere isso o direito de o usar como jornal da caserna. Mas a questão é por demais importante até para alguns dos meus seguidores, que conto como amigos... Entremos pois na matéria:
- Um ano e tal volvidos sobre a cirurgia que me marcou indelevelmente, acabo de fazer uma série de "exambres", TAC's, Ecografias e o diabo a quatro, que confirmaram aquilo que já vinha sentindo. Está tudo absolutamente normal e o "bicho mau" erradicado....  E amigos até dormi melhor hoje... Isto porque o bicho manhoso, nas partes mais recônditas do nosso organismo, vai montando e estruturando o seu plano de destruição, secretamente, até desferir o golpe fatal. No meu caso, e por mero acaso, deu-se com ele a tempo e foi ele que foi p'rós porcos, e não eu.... Viva pois... Vivó.... As boas noticias, agradam-nos sempre, ou não fossem boas... Obrigado por permitirem a partilha convosco, deste sentimento de vitória... O dia amanheceu a fazer caretas, mas deixá-lo... Não deve haver muitas coisas que me tirem a boa disposição que gostava de partilhar convosco. Então bom dia, boa tarde, ou boa noite, conforme a hora o local em que se encontrem e me leiam.... 

                                         António Capucha

                         Vila Franca de Xira, 29 de Maio de 2013  

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tac...Tac....




Recomeça a saga da saúde... Hoje vão ser umas Taczitas, à cavidade abdominal, para ver se as miudezas ficaram todas conformes... Tenho que comer até às dez horas e depois fazer cruzes... já viram que indecoroso seria aparecerem uns feijões na folha da TAC. Ainda se fosse bife do lombo, ainda vá, agora feijão, não.... Fica mal, é foleiro.... Parece que vou fazer o baptismo do novo Hospital de Vila Franca, que não da TAC... ao que suponho aproveitaram enquanto eu estava do lado de lá, para tentarem perceber o que provocara o AVC, coisa que nunca ficou clara, foi assim à traição. E a resonância magnética, é deprimente, um fabiano enfiado na toca e um altifalante de ordens monocórdicas: Respire fundo .... Quando ouvir o sinal sustenha a respiração.... Isto uma paulada de vezes.... Isso serviu para o melro que avaliou o relatório, fazer: Hum...Pois... E por ali se ficou.... Explicito não acham? Aliás "Huns" misteriosos foi o que mais ouvi. E não estou a pintar.... Não quero dizer com isto que fui mal assistido, é evidente que não, se o tivesse sido, mal assistido, tinha ido para o Céu. Tanto no COMA, como na operação de enorme complexidade, fui profissionalmente  e dedicadamente assistido.... Agora em matéria de comunicação devo dizer que todos foram assim estilo Gaspar das finanças..... E por falar em Gaspar..... Não! Corta.... Isto está a ir tão bem, tão positivo.... Não estragues isto..... Aqui deixo o agradecimento público a todos, médicos e enfermeiros, analistas e restante pessoal que de mim tratou. É certo que o "Ciderurgião" que me operou durante oito horas ficou-me lá com uma perna , um bocado de intestino e um apêndice e não mos pagou.... Mas também é verdade que por duas vezes gastou as pilhas ao "desfibrilhador". Oito horas e sem café.... Obrigado Dr. Valente..... Fez jus ao seu nome....

                                                     António Capucha

                                     Vila Franca de Xira, 28 de Maio de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O cais de Vila Franca




O cais de Vila Franca, não tem nada e tem tudo... Sem automoveis estacionados, só nós e o Rio, que de baixo começou a subir até galgar a muralha, para de seguida se entornar direito ao Mar. Foram umas seis ou sete horas de repasto.... Nem um ruminante leva tanto tempo a deglutir uma refeição. A conversa estava aparentemente boa, surdo como estou apenas ouvia o vozerio, não distinguindo nada, ou muito pouco, do que era dito. Uma tarde à antiga.... Discutiu-se se era o cais ou a Barroca a zona mais antiga da Vila, a partir da qual ela se desenvolveu. Mas isso pouco ou nada interessa. O que interessa verdadeiramente, é que é um local aprazível, já sem actividade económica, onde se pode assistir à passagem de veleiros a bolinar rio acima... Falta alguma animação de qualidade a esta área, privilegiada da Vila. Mas a impedir quase isso, está o corte fisico, com a restante urbe: A linha de Caminho de ferro, que além de implicar um corte fisico é chata é barulhenta, é inimiga de conversas e de passeios descontraídos. Se é desencorajadora para o comum dos cidadãos, a passagem de nível, para quem tem de andar de cadeira de rodas é quase como transpor os Himalaias. Quando os elevadores das passagens aéreas estão avariados , o que não é tão pouco frequente como isso, só posso passar à zona ribeirinha se tiver alguém que me leve. A solução mais viável parece ser a decriar mais passagns aéreas, e zelar para que se mantenham operacionais.  O comboio foi e é ainda um factor de desenvolvimento, apróximando a Vila dos principais centros de actividade económica e logo, de emprego. Polarizando o crescimento demográfico... Foi durante décadas essa a estrarégia, e agora .... Haverá condições de absorver mais população sem invadir e perverter zonas que deviam ser simplesmente destinadas à contemplação, que não à ocupação urbanística.

                                                 António Capucha

                                 Vila Franca de Xira,27 de Maio de 2013

Anatomia dos Mártires




    Associação Promotora 
   do Museu do Neo-Realismo
      e
   Cooperativa Alves Redol



       4ª feira, 5 de Junho
        às 21,30 horas

           Apresentação por Vítor Viçoso do romance

     Anatomia dos Mártires
            (baseado na vida de Catarina Eufémia)

         de João Tordo
     (Prémio José Saramago de 2009 com o romance As Três Vidas)


       na Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira

domingo, 26 de maio de 2013

Os amigos estragam-me com mimos...

Armando (Buda)

Meu sumido mas grande e prezado amigo de memorias recorrentes e saudades mil... :

Soube ha um mes e tal, primeiro via Joao & Graca Roque e depois via teu irmao Luis, que andarias (feito andarilho) numa peregrinacao hospitalar de fazer inveja aos apostolos! Mas tambem ficou evidente na lista das peripecias que o Luis me alinhou, que so mesmo um eterno refia como tu teria mesmo essa insanidade
de resistir aos caprichosos "disparates" da saude; de desafiar com resistencia as mordomias das "rotinas hospitalares" e, ainda, voltar por cima, com toda essa vontade de relatar essa historia no teu "peroracao.blogspot.com "
para zombar com "com língua de palmo" os so'tores e suas cirurgias !

Leio e paro pasmado numa linha ou outra ...: "Ola Cambada" : "... O “ramelas” era um gajo de facas. Toda a gente lá do bairro contava até muitos antes de se meter com ele. ... Um fuinha encartado. Magro como um cão sarnoso. Pernas finíssimas e arqueadas sapatinho bicudo de matar barata ao canto da sala."

Ta'i' (murmuro eu) : 'E o eterno espirito daquele Tonica gozador das minhas memorias de 45-48 anos atras; ... continua a converter mazelas em anedotas, reincarnando a maxima do Oscar Wilde: "Life is too important to be taken seriously."

Parabens amigo! Afinal, te bem serviu a tua rebelde e ironica sensibilidade (ainda juvenil, na minha memoria.)
Abraco do sempre amigo
Buda !



PS - São coisas destas que me enchem de orgulho, chegou-me este texto via "facebook" ( que pouco visito) e envaidecido,o publico hoje aqui. Tenho a sorte de ter amigos assim....
Capucha.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Finanças....




O chafe fala à "monga" e a estrutura por ele chefiada não só fala, como procede à "monga". Isto com as devidas desculpas para os "mongas" a sério... Naturalmente...  De quem é que estou a falar, perguntam... E respondo: Quem havia de ser, as finanças..... Ele há cada uma que até parecem duas. Recebi um "e-mail", uma espécie de carta d'amor das finanças a comunicar-me que a minha declaração anual do IRS, tinha sido escolhida para ser investigada.... Tudo bem, até aí está dentro dos parâmetros, a coisa descarrila é quando eles dizem haver uma divergência, que eu podia saber qual, indo ao "site" das finanças e consultar qual era a divergência.... Fui e comparei com os documentos que tinha, e estava tudo bem.... A divergência era na retenção na fonte do sujeito passivo B, a D. Anita.... Não havendo divergência visível foi ela hoje de manhã às finanças, esclarecer a "estória". Que não se rale, não senhor, até era para ter sido comunicado, ao seu marido, mas o "sistema foi abaixo e não pudemos enviar o novo "email", a pôr tudo em pratos limpos..... Então o miolo da questão é como segue:
- A ARS-LVT ( Administração de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo) , entidade patronal da D.ª Anita, Mandou-lhes os montantes correctos mas em formulário, não correcto e eles tinham e têm ordens, superiores para não deixar passar a mais leve discrepância. Como a ARS é uma entidade do Estado, eles não o podem importunar sem criar vácuos de burocracia, então só nos resta chatear o contribuinte... Desculpe mas é assim, são as ordens que temos.... 
Algo me diz que isto não fica por aqui.... Eles não aceitam de bom grado ter de me indeminizar das despesas e descontos que fiz e que por direitotenho que ser reembolsado. Por força da lei que eles ainda não tiveram lata para dissolver, a minha deficiência que é elevada, cerca de 84%, leva a que deva ser recerssido de despesas e descontos que fiz.... Decididamente as finanças não são uma "pessoa de bem".
E não é apenas por ter um chefe que fala à "monga", e por usar métodos mongas. Mas por ser profundamente desonesto e fraudulento... Se isto é um Estado de Direito, vou ali já venho....

                                            António Capucha

                            Vila Franca de Xira, 24 de Maio de 2013    

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Que viva o Teatro...



 Museu do Neo-Realismo
                                               Dia 1 de Junho, Sábado, às 16 horas
                                                             Lançamento do livro
                                   Alves Redol - Teatro - Textos publicados e inéditos

                 (Inclui as 5 peças já publicadas, outras 5, inéditas e o guião de um espectáculo)
                Organização de Miguel Falcão, que é, recorde-se, autor da tese de doutoramento,
                  já publicada, Espelho de Ver Por Dentro - O Percurso Teatral de Alves Redol
                       
                                          Edição da Imprensa Nacional - Casa da Moeda
         Apresentação da Professora Doutora Maria Helena Serôdio e do actor Carlos Paulo
                                            Dia 1 de Junho, Sábado, às 16 horas



Faz hoje e por esta hora, sessenta e tês anos, que....



Faz hoje e por esta hora, sessenta e tês anos, que, calculo, a D. Maria,  minha mãe, estaria ainda dorida do esforço do parto, a dar serena as suas ordens, ao atarantado Sr. Armando, meu pai, e a todos os que estavam em casa para ajudar ou simplesmente dar ânimo.... Suponho por exemplo ter estado presente um Padre Italiano, muito íntimo da família, do qual restam apenas umas poucas fotos dele com um frango esfolado ao colo, que era eu....  Esperava-se uma menina, porque o primogénito "havera" sido macho, o mano velho.... De modos que eu cheguei a ser vestido de menina e vi gabadas as minhas pernas que eram tão perfeitinhas. E lacinhos no cabelo, pois claro. Rezam as crónicas da família que eu tinha farta cabeleira e por azar a minha irmã, que me sucedeu, na ordem de nascimento, essa sim, era uma menina, mas raio de galo, era careca como a palma da minha mão, então a Sr.º D.ª Maria, não entrou em pânico, colava-lhe os lacinhos da ordem com adesivo na tola....  
Já perceberam por certo que hoje faz anos, este rapaz inspirou a primeira golfada de ar, exactamente sessenta e três....Estes já ninguém me tira...  
Depois de muitas peripécias, cá fui chegado.... Posso quase dizer, como o pescador calão da Nazaré qua D.ª Lénia conheceu:  Não ma' limpaste .... Já não m'alimpas....  Isto gritava ele p'ró Mar  que lhe virou o barco ainda antes de vencer a rebentação....Coitado ele só precisava de mostrar aos outros que ele queria pescar, o Mar é que não o deixava.... Calão, não senhor, azarento... 
Tal como eu... Tal como eu.... 

                                      António Capucha

                         Vila Franca de Xira, 23 de Maio de 2013

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Açorda de Sável.




O mano velho convidou-me para um almoço no Sábado no Cais de Vila Franca... Uma açorda de Sável é a promessa. Já comi este ano ... A D.ª Anita comprou um sável e fizémo-lo fritinho, como manda a lei e com as ovas fez-se uma açorda. O tempêro das postas para fritar deve levar bastante sumo de Limão que se tiver tempo suficiente amolece, ou derrete mesmo as espinhas que são mais que muitas. Dum prato popular saltou para a mesa dos ricos assim que escaçeou o peixe no nosso Tejo. As postas para fritar devem ser cortadas muito finas, para não se notarem tanto as espinhas... Com a cabeça e as ovas faz-se o caldo da açorda. com alho e coentros... Desfia-se apouca carne da cabeça e junta-se às ovas esmagadas com um garfo, amolece-se o pão cortado fino, e deixa-se cozer Parece não haver diferença entre cozer bem ou não o pão, mas a verdade é que faz uma grande diferença, não só de consistência, como de sabor... Acompanha bem com tintol, mas não deslustra com um branco fresquinho, ou uma "bejeca". Apesar de ser um prato forte, não pesa no estômago e digere-se bem.... Não há "borda d'auga" digno desse nome que não lhe faça juz... A pesca do "alimal" no nosso rio já foi farta, agora fazem-se cruzes e vem do Canadá do Norte d'Europa, donde calha, daqui é que não....

                                              António Capucha

                              Vila Franca de Xira,22 de Maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Tornados...



Oh Oklahoma, reza a canção.... Aquilo tem mel, ou quê? Não é o estado todo mas uma parte dele é um corredor de tornados, em alturas bem determinadas do ano e sempre naquele mesmo corredor ocorrem tornados daqueles super-devastadores....  E as pessoas reconstroem as suas casas, muitas vezes as suas vidas e famílias, e continuam a cantar com orgulho o Oklahoma.... Eu só tive uma amostra do que será um grande tornado e fiquei deveras impressionado. Estava num "bangalow" em Idanha-a-Nova, quando estando à varanda que era onde passava mais tempo, e vejo um vórtice de terra e folhas, Coisa pouca como disse eu próprio estive exposto a ele quando resolvi segurar os embriões d'árvores que estavam atadas a estacas em frente à casa.... Despenteou-me mas pouco mais fez, que eu tinha um lastro de respeito, mas deu para lhe ouvir o rosnar... Depois andei a ajudar o funcionário Zé a repôr os atilhos, que houvera partido.....E mais não fez que a força era pouca.... Nessa tarde foram uns três ou quatro que se formaram, e estava um calor insuportável. Creio que é exactamente isso que os provoca. Mas sempre pairava uma nuvem escura por cima....  Voltando ao Oklahoma, não percebo porque é que a população que habita a faixa de tornados, ainda lá mora, mais, porque é que o Estado viabiliza a construção de habitações em madeira, serão muito confortaveis e climatizadas mas para um tornado aquilo é "um vê se te avias"... Entra como faca em manteiga no Verão.... Uma vez que ainda não se conseguiu, um padrão que antecipe com segurança a ocorrência dos tornados, é melhor fugir-lhe do caminho ou saber resistir-lhe.... Talvez não seja impossível, estamos a falar do país mais poderoso do Mundo, e talvez tecnológicamente mais avançado....  

                                                   António Capucha

                                 Vila Franca de Xira, 21 de Maio de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Viciados em vitórias....


As emoções do Campeonato, e o seu inesperado desfecho, inundaram as noticias da rádio. toda a santa viagem de Peniche para cá, a antena 1, gritava o tema a plenos pulmões, e davam aos ouvintes a "abébia"   de participarem.... E há gente para tudo, "grizavam-se" todos e agradeciam a oportunidade de intervirem.... Felizmente sou do grande Sporting clube de Portugal a essas coisas não me atingem.... Não sei como classificar estas coisas, parecem-me assim uma espécie de diálogo Norte/Sul, mas muito mais bizarro e sem diálogo absolutamente nenhum....  De há uns anos para cá o eixo destas coisas do futebol deslocou-se para Norte, mérito destes que o Seu maior expoente: O Pinto da Costa  manobra com mestria para desespero dos lampiões que nunca mais entendem que o tempo deles se finou....Mas que há a fazer, ser lampião é ser viciado em vencer. Não haverá ninguém naquele clube que refreie estes entusiasmos descabidos? O que me parece é que cada um é pior que os outros, e isto começa no Presidente e acaba no mais desconhecido adepto.... É isso: Viciados em vencer.... Não haverá lá ninguém que meta nessas cabeças que as contas se fazem no fim e que as victórias do percurso, são fugazes e escorregadias.... Manda a prudência que sejam refreadas as opiniões mais ousadas.... Mas até eu que sou pouco atento a essas coisas, notei uma certa euforia, com o aproximar do fim....  Ele era a Europa, o Campeonato.... Somos os maiores.... Até fazem pena. Pra falar verdade verdadinha não tenho reservas mentais em relação ao Benfica.... Basta dizer que os meus filhos são ambos benfiquistas e custa-me vê-los sofrer.... Felizmente para eles são ambos comedidos e reservados em relação a essas coisas, mas , não são menos benfiquistas por isso... 

                                                   António Capucha 

                                  Vila Franca de Xira, 20 de Maio de 2013