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terça-feira, 17 de setembro de 2013



Newsletter Digital ✺ Setembro . Semana 35 / 2013 





Goya / Portugal #01 teatro

De Bruno Schiappa, interpretação dos alunos de Expressão Dramática do CC Cartaxo

14 Setembro • Sábado • 21h30

Reposição do espectáculo de final de ano lectivo do Curso de Expressão Dramática do CCC. Sonho, uma mulher contemporânea, independente e com uma carreira profissional de sucesso, chega a uma região pequena, de nome Portugal, à procura de um mecânico que possa arranjar o carro desta. Iludido, um homem também bem sucedido na carreira, chega à mesma região depois de ter recebido um e-mail a anunciar a existência de uma irmã deste, naquela cidade. Aos poucos vão-se apercebendo que foram ambos atraídos para ali com um objetivo...

Entrada Livre • • M/12

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Ainda este fim-de-semana... ✺

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Norman Mclaren Awards – Sessão 1 cinema animação

Ciclo de Cinema Britânico

13 Setembro • Sexta • 22h

o British Council, em parceria com Festival Internacional de Cinema de Edimburgo, apresenta um pacote de curtas de animação britânicas que recentemente foram nomeadas para o prestigiado Prémio Norman Mclaren, criado em 1990 e que é, simultaneamente, uma homenagem ao reconhecido cineasta de animação de origem escocesa e um foco nas novas tendências da animação britânica.

Apoio: British Council

Ciclo Cinema Britânico || Programação Completa

Entrada livre •• M8

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Artur Oliveira exposição

Homenagem

14 Setembro • Sábado • 18h

Uma iniciativa de um grupo de amigos do Cartaxo que presta uma homenagem a um homem que muito contribuiu para o desenvolvimento cultural do concelho.

Entrada livre •• M4

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Na próxima semana... ✺

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Festival Materiais Diversos 2013 dança

O que fica do que passa + Cascas d’ Ovo

21 Setembro • Sábado • 21h30

Com este programa de duas peças, o Cartaxo recebe pela primeira vez o Festival Materiais Diversos, que surgiu em 2009 e que é hoje um acontecimento de referência na área das artes performativas, a nível nacional e internacional.

O que fica do que passa
Criação e Interpretação: Teresa Silva

Cascas d’ Ovo
Concepção, coreografia e dramaturgia: Lander Patrick
Interpretação: Jonas Lopes, Lander Patrick

Entrada livre •• M8

Centro Cultural - Município do Cartaxo
Rua 5 de Outubro, 2070-059 Cartaxo
T. 243 701 600 / F. 243 701 602
E. centroculturalcartaxo@gmail.com
website / facebook

Horário bilheteira:
Quinta a Sábado • 15h às 22h / Domingo • 15h às 19h 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rede informática inter-hospitalar já....




Prevejo, e não é preciso ser adivinho, que os próximos meses, trarão mais uns "quartos de sentinela" em Hospitais. Começarei como dantes, em S.Marta, onde espero desta vez me resolvam o problema cardíaco, que tanto medo mete aos anestesistas de S,José, que querem ver resolvidos esses problemas, para não correr riscos na operação à bexiga. Não deixa de ser bizarro..... Quer-se dizer, uma eventual operação ao coração, implica para além das dificuldades que se adivinham, um longo periodo de anestesia geral. No entanto os de S.José, receiam anestesiar-me para a operação à bexiga , que se prevê rápida.... Não dá para entender!Mas como parece que tenho muito a lucrar com a operação ao coração, fecho os olhos e digo sim... Da última vez queriam fazer com a máxima urgência quatro By-Passes. Agora, não sei se se ficam por um catacterismo às coronárias.... É o prevê o cardiologista, que me tem seguido de há uns tempos para cá. Mas esse também só conhece a minha Telenovela clínica contado por nós que não somos médicos. Os de S.josé desconhecem o que estive a fazer em S. Marta, e os de S. Marta, têm total desconhecimento do que fiz,e porque o fiz, em S. josé. Isto é, todos fazem por se defender, desconhecendo todos a questão global, cuja tem de lhes ser contada por nós, eu e a minha mulher, que não somos médicos.
Nada disto aconteceria se as redes informáticas internas de cada hospital estivessem em rede nacional.... E não era preciso muita coisa porque não devem ser assim tantos os casos repartidos entre vários hospitais.... Talvez se atingissem melhores resultados e menos confusão....

                                         António Capucha

                   Vila Franca de Xira, 16 de Setembro de 2013 

domingo, 15 de setembro de 2013

O Palhaço...


'The Dame with the Goat's Foot'  de Paula Rego
Com quem se parece o palhaço rico a mamar da têta da decrépita senhora?
Se acertar ganha um bacalhau, se não acertar aconselho-o vivamente a que consulte um oftalmologista!

António Capucha

Vila Franca de Xira, 15 de Setembro de 2013

sexta-feira, 13 de setembro de 2013







A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em conjunto com a Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Nascimento do Padre Dr. Vasco Moniz, irão levar a cabo um conjunto de ações  para assinalar a data do Centenário do Nascimento desta figura que muito contribuiu para o desenvolvimento  cultural, desportivo e social de Vila Franca de Xira.

Esta comemorações decorrem até ao mês de Dezembro e terão  inicio com uma exposição biográfica a  realizar-se no próximo dia 21 de setembro de 2013, nas instalações do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, cujo convite enviamos em anexo e desde já vos convidamos a visitar.


Patente ao público até 26 de janeiro de 2014
3ª feira a domingo * 9h30/12h30 e 14H/17h30
Encerra às 2ªas feiras e feriados

Obama.




O presidente americano Obama, começou por ser a esperança de grande parte da população, não só do seu país mas de todo o Mundo, já que a política Norte americana, mexe com quase tudo o que é logarejo, não só neste mundo , mas também do outro, o Espaço exterior....  Claro que ele o Obama foi quase engolido pelo sistema, uma mistura não ponderada de agentes da alta finança, falcões militares, CIA's, FBI's, industria de armamento, as petrolíferas e sabe-se lá mais o que. E esta gente é que tem o poder. E há uma longa tradição de arregimentação de políticos que trazem com rédea curta. Até agora não há indicios claros de que tenham corrompido o Obama. Mas sob a pressão destes factores, até um presidente fica algo refém.... As suas últimas declareções, são um ligeirissimo recuo, mas não chega.... O que vai alegadamente fazer aproxima-o muito de outro qualquer presidente que o tenha precedido. a tentação de intervir em todo e qualquer lado do planeta alardeando o seu poderio militar e tecnológico, é enorme, mas ele não é tótó, sabe muito bem que não há solução possível de paz no Médio oriente enquanto se mentiver a Santa aliança entre oa Estados Unidos e Israel..... Mas para rever essa aliança no sentida da paz, ele teria que enfrentar o lobie dos judeus que dominam a finança. Finança que é uma das pedras de toque do poderio e egemonia Norte Americana. E é transversal.... 
O Obama com a facilidade verbal que possui, aduziu novas razões, à esquerda e à direita para justificar o ataque militar à Síria. Mas esse, pese toda a argumentação é um erro, já que resolve temporáriamente e pontualmente um problema e cria condições para rebentar outro ainda maior noutro local próximo, e foi assim que se eternizou a guerra na região. Há países da região onde as gerações actuais nunca conhecaram a paz e segurança....  Isso constitui o caldo social, político, ideológico/religioso, para crescerem todos os fenómenos de violência, como o terrorismo internacional. Em vez do florescimento da cultura e orgulho Nacional, desenvolve-se a ignomínia.... Já repararam que esses países não têm exércitos regulares nacionais, mas crescem como cogumelos  as organizações terroristas baseadas no fundamentalismo religioso.... Eu não sei nada dessas coisas mas dizem os entendidos que o corão não diz nada dessas coisas da Giade e da guerra Santa.... Pelo contrário, é uma doutrina de paz e harmonia.... Nem sustenta o despotismo sobre as mulheres.... E cultiva a tolerância como valor fundamental.... Portanto essas "estórias" da carochinha com que enchem a cabeça dos bombistas suicidas, é uma treta pegada.... Mas também cá temos disso. Na Irlanda do norte... Heim.... A religião, é um terreno fortemente adubado para brotarem estas e outras merdas....

                                                            Amtónio Capucha

                                      Vila Franca de Xira, 13 de Setembro de 2013

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ELES "ANDEM AÍ.....




A vastidão incomensorável do Universo, só tem igual, na ínfima possibiliade da ocorrência dos factores, que se conjugaram para dar origem à primeira célula orgânica viva e reprodutiva. Essa possibilidade é de uma em vários milhões. Mas o Universo é vastissímo e essa coincidência pode ter ocorrido mais vezes do que aquela que consideramos exclusiva: a nossa existência.... É de facto algo pretencioso pensarmos ser os únicos ocupantes vivos do Universo... Chega até a ser arrogante e estúpido, como é qualquer arrogância. Também não acho que seja muito normal que essas formas de outras vidas sejam tão inteligentes e tecnológicamente avançadas, que nos contactem assim do "pé p'rá mão". Isso não quer dizer que não lhes admita a existência.... Mas não vivo obscado com isso.... Acho até que essa moda foi introduzida pelo cinema americano, que diga-se aborda a questão com demasiada leviandade e enorme imprecisão. Por vezes alcança bons niveis de entertenimento mas não mais que isso... Aliás do domínio do fantástico aquilo em que acredito é que vivemos ombro a ombro com coisas de outra dimensão, só que os nossos sentidos não as reconhecem. Bastaria que tivessemos o faro de um cão para nos apercebermos de coisas das quais não damos conta. Ou ter a visão noturna de um felino. Ou a audição de um cão... Acho que morriamos de espanto a cada instante... A nossa vida seria um sobresalto pegado... Isto não tem nada de extraordinário, e é mais do que evidente. Se juntassemos à nossa inteligência maior aquidade dos sentidos, teriamos horizontes mais largos, provavelmente já utilizariamos uma maior parte do cérebro e logicamente teriamos mais conhecimentos do que temos. e talvez tivessemos provas da existência de outras formas de vida extraterrestres, ou não, talvez coabitantes do nosso planeta, que actualmente ignoramos. 
ATENÇÃO.... ELES "ANDEM" AÍ.....

                                                 António Capucha

                            Vila Franca de Xira, 11 de Setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

As salas de desespero....


Ai credo.... Hoje acordei com uma dor nas costas que estou aqui que não posso... Conversa tipica de sala de espera de consultório de "analgas" e exambres vários. A minha mulher, apressou-se a olhar-me  de olhos muito abertos como que a repreender-me pelo que sabia, vinha a caminho.... E a caminho imparável vinha já a minha habitual expressão de desdém destas coisas.... Não posso com isto.... Conversas destas e revistas da treta e desatualizadas são o tímbre das salas de espera dos consultórios. O sorriso bafiento das recepcionistas e a impessoalidade do atendimento são por outro lado o habitual. Um pensamento irreprimível brota-me: Este gajedo, este mulherio, estas profissionais de salas de espera, o que precisavam era de uma valente carrada de chatices, para então falarem com propriedade. Mas está claro, não me fica bem desejar assim mal a seja quem fôr. Lembro como se fosse ontem, o despique entre duas mulherzinhas, sobre quem delas, tinha tido o pior parto, até que uma arrumou a questão com a seguinte revelação: o meu foi tão dificil,tão mau, que até espirrou sangue no tecto. É claro que a isto a outra meteu a viola no saco e saiu de fininho pela esquerda baixa....  Não  vos desejo tal sorte, mas passem lá uns bocados valentes nas salas de espera de consultas, e depois me dirão, durante quanto tempo resistem aqueles ares pingões e discursos patéticos de semelhante fauna.....

                                                          António Capucha

                                  Vila Franca de Xira, 10 de Setembro de 2013

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O problema de hoje.....

Eu diria que não é um problema só do Mundo de hoje. E como não conheço a figura , não sei a que hoje ele se refere.... diria que é um problema de sempre e como tal de hoje também. Será assim, um problema de todos os "hojes".....
                                         António Capucha

PS- Enviado por e-mail pelo amigo João Alves.... Obrigado



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

TC.




Ele há coisas que carecem de imenso estudo para produzir uma boa solução, muito embora sejam decisões ditas do senso comum. quanto mais comum fôr o senso, mais estudo exige para distinguir as lateralizações do essencial. Vem isto a proposito de que o Conselho de sábios deste país: o TC (tribunal Constitucional), ter decidido contra os desejos dos menezinhos da Revolução Branca... Seja lá isso o que fôr.... 
Quero que o Sr. Menezes Alves, e o Sr. Fernando Seara, percam. Mas pelas razões devidas e havidas e não por uma decisão do Tribunal, mais do que discutível. 
A lei de limitação de mandatos, tem como objectivo fundamental, impedir a eternização de uma pessoa num determinado poder. Ora está bom de ver que esse poder não é o de se ser Presidente da Câmara. Isso só por si não constitui caciquismo. Caciquismo seria eternizar um determinado político na presidência de uma determinada Câmara, criaria portanto enormes raízes e acumularia vícios de sistema e de influência, que invariavelmente se tornam perniciosos. 
Mas também não se trata apenas disso. A perversão partidária (a partidarite aguda), teme é que cresçam dentro do partido sombras gigantescas às respectivas direcções. Caso por exemplo do Alberto João, que projecta uma enorme sombra e causa enormes engulhos, e cria inúmeros embaraços ao Partido, casos por vezes de simples e temerária indisciplina. 
Em peroração diria que as doutas figuras do TC, os sábios dos sábios deste país, muito estudaram para chegar à lógica que sempre se me impôs pelo senso comum. E acabou-se por escrever direito por caminhos sinuosos. Vamos ganhar ao Seara e ao Menezes, mas porque eles são a direita e a direita tem que ser vencida ou este país definhará até à morte lenta....

                                          António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 6 de Setembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Traição Nacional...

Este texto excelente foi-me enviado pelo amigo Afonso Dias. Definitivamente, não estou só nesta demanda....
                           António Capucha







quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A mentira....




A mente humana é a única com capacidade de mentir, criar uma falsidade..... Outros animais há que são capazes de coisas semelhantes a raciocínios, mas incapazes de criar uma mistificação... Mentir portanto seria um acto de superioridade da mente humana.... Um amigo meu dizia que mentir com eficácia obriga o mentiroso a ter sempre presente duas coisas, saber sempre a quem mentiu e que mentira foi essa.... Tarefa complicada para diversas profissões que são de risco eminente de mentira... Vendedores disto e daquilo, a políticos e outros sem vergonha, são geralmente mentirosos de largo espetro..... E se algumas mentiras são mais ou menos inóquas, aquelas da publicidade dos detergentes e remédios p'ra caspa, outras são perigosas e mexem com a vida das pessoas. neste caso estão os políticos do nosso governo, a mentira é tão completa e razoávelmente urdida, que até eles são iludidos... Mentira é portanto uma arte, perversa, mas arte.... Lá dis o poeta Aleixo:  Para a mentira ser segura/e atingir profundidade, tem que trazer à mistura/qualquer coisa de verdade....Até nós próprios, nos pregamos pequenas mentirolas destinadas a compor uma realidade que nos seja mais simpática.... termos por exemplo a ideia de sermos fortes e sadios ou ser-se loira de "pintelho" preto. são mentirolas de pacotilha, tipo, rebuçados de mentol.... Resulta daqui que mais vale deixarmos de andar a chamar mentirosos uns aos outros... E chamando os bois pelos nomes, apontar um dedo acusador, e chamar aldrabões a estes merdosos que nos andam a destruir a vida, a sociedade e o país , tudo de uma assentada.....

                                               António Capucha

                           Vila Franca de Xira, 4 de Setembro de 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Swaps e pensões....

De novo pela mão do amigo João Alves, isto me chegou... Não estou só nesta luta.... Obrigado!
                              António Capucha


MUITO BEM OBSERVADO E ALGUÉM A CONTINUAR A VOTAR NELES TODOS, ATÉ NO
   PR QUE INICIOU OS PPR, QUE BENEFICIAM OS QUE NÃO DEVE...




segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cagarras....




Não consigo entender o que é que têm que caiba no conceito de "mobilidade" nas medidas que para espanto do nosso Primeiro o TC chumbou. Já o termo "especial" aplica-se completamente, uma vez que se trata de uma medida especialmente perniciosa, viciosa e sem vergonha. Especialmente velhaca e cobarde....  Proponho que o Sr. Presidente da républica, atribua a estes pobres títeres, a posse das ilhas desertas, onde estes anormais fizessem a sua constituição ultra Liberal, que sem dificuldade aplicassem às cagarras e lobos marinhos....  Como sede do governo português reforçaria os estatuto nacional que parece afinal disputamos palmo a palmo com as Canárias, logo Espanha.... "Nuestros hermanos" não se importariam nada de ficar com mais uns valentes quilómetros quadrados de zona económica exclusiva. Era a Olivença do Século XXI.... 

                                        António Capucha

                   Vila Franca de Xira, 2 de Setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Arroz de cabidela.




Enquanto a galinha apura no tacho
Chia e sua, abundantemente
Que o lume aperta o escalracho
Do refogado e galinha conjuntamente

Sim senhor, também piri-piri e ciência
Esturgem juntos, à cambalhota
Truques, não senhor, apenas paciência
Uma pitada de pimenta e está "à'ndar de mota"

Aloirar o bichano, apurar e sem hesitar
Quatro partes d'água, e uma de cereal
Deixar cozer sem queimar

Quando cozer o arroz, destapar
Juntar o sangue do próprio animal
A que juntáramos vinagre para não coalhar

                                     António Capucha

                Vila Franca de Xira,1 de Setembro de 2013

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Das desigualdades da morte.

Recebi este texto magnifico, exemplar de precisão e rigor. Foi-me enviado por e-mail por um querido amigo da RDP, o João Alves.... Publica este um blogue de seu nome: Consigo...Publico-o sem adição ou redução de seja o que fôr, dada a importância social , sentido personalista, coragem e autenticidade e naturalmente política..... Obrigado amigo por mo teres feito chegar.....

                             António Capucha


Portugal para além das ideologias...




Das desigualdades da morte.

Posted on Agosto 26, 2013 por Lúcia Gomes 

Morreu António Borges.
Certamente morreram muitos mais. Aqueles cujo nome não é passível de aparecer nos jornais. Nem nas televisões.
Mas o importante não é ele ter morrido, como morreu, como viveu (sobre isso os meus companheiros de blogue dirão bem melhor do que eu). O que eu quero sublinhar é a desigualdade da morte, de como se morre.
Não se pode dizer, para não ferir susceptibilidades, que me choca a forma como se morre em Portugal. Como um rico, com cancro, morre melhor do que um pobre. Aparentemente isto é raiva, ódio aos ricos. É falar sem racionalidade. Pois racionalidade é algo que nunca vi no tratamento de doentes crónicos, nomeadamente oncológicos, no nosso país.
E descrevo uma história que não é a minha. Tem todos os nomes, ou quase todos.
Em 22 de Março foi diagnosticado um cancro de pulmão, carcinoma de pequenas células, estágio IV ao meu pai. Era dia de greve geral. Terceiro aniversário da minha irmã. Abandonei os piquetes às cinco da manhã e parti para cima. O diagnóstico demorou meses. Desde infecções respiratórias, ataques de ansiedade (?), gripes. Meses até dizerem: cancro. O meu pai era já um doente de risco, sempre seguido no hospital dados os problemas cardíacos que tinha. Nunca ninguém detectou o cancro que lhe corroía as entranhas.
Nesse momento soube que o meu pai ia morrer em breve, embora nunca o tivesse verbalizado. Começou, pois, a saga dos tratamentos. Protocolos com quimioterapia e radioterapia. Medicamentos, atrás de medicamentos.
O meu pai acabava de concretizar o sonho de uma vida, licenciou-se em Direito. Velho demais para trabalhar, novo demais para a reforma, dizia-me, com os olhos pregados no chão «quem quer alguém com cancro?». Nunca lhe tinha ouvido nada derrotista. Desde o primeiro minuto, desde sempre, nunca desistia ou se sentia derrotado. Desta vez era diferente. Pronto para enfrentar o mundo e a doença, sabia bem das limitações.
Fomos então pedir a invalidez. A Segurança Social recusou. Sem subsídio de desemprego, sem pensão, a companheira desempregada de longa duração. Uma filha de três anos.
Os medicamentos eram pagos entre mim e a minha irmã. A família ajudava no que podia. O meu pai não tinha carro. A minha lata velha servia-lhe, enquanto pôde conduzir, para ir aos tratamentos (não há transportes públicos nem hospitalares). Acabada a quimioterapia, seguia-se a radioterapia paliativa. O hospital recusou. Era paliativa.
Levantámos uma tempestade, todos os órgãos de comunicação social se interessaram. O hospital voltou atrás. Foi ao IPO – Porto onde tinha que ficar todo o dia porque só havia um transporte para os doentes. Caso quisesse vir mais cedo, porque não aguentava estar lá, teria que pagar. Ficava lá.
Houve meses em que não tomou toda a medicação. Não tinha dinheiro e era demasiado orgulhoso. Não pedia. Era preciso descobrir e estar atento ao que faltava.
Liguei para a Fundação Champalimaud mal soube da máquina que apenas com uma sessão de radioterapia diminuía o tumor de forma significativa. Responderam-me que precisava de uma consulta de avaliação e a sessão de radio seria 5 000 euros. Perguntei se no público haveria máquina idêntica. Disseram-me que não. Agradeci e desliguei. Descobri que havia uma máquina parecida no Hospital do Barreiro. E que o médico, por querer que todos pudessem aceder aos tratamentos teria sido afastado.
Ouvi o meu pai uma vez «para sofrer tanto para poder ter tratamentos mais vale morrer de uma vez. Isto não é vida». Lentamente ia perdendo o seu corpo, a sua mente.
Acompanhava-o nos longos dias de exames, feitos no hospital privado da Boavista porque nenhum hospital público dispunha das máquinas necessárias. Almoçávamos uma francesinha a meio dos tratamentos e víamos coisas para o único neto do meu pai. E voltávamos ao hospital.
Nunca lhe propuseram estar internado. Não lhe deram soro nem morfina, fomos nós que exigimos. Já não aguentava mais ver o sofrimento contínuo do meu pai. A cadeira articulada, foi emprestada, arranjou-a a minha tia, e uma grade para a cama. O meu cunhado passou a levar e a trazer o meu pai, ele já não conseguia conduzir. A companheira dividia a medicação e aplicava. Aprendi a dar injecções porque a Joana, que é minha amiga e é enfermeira me ensinou, ensinou-me a dar-lhe banho, a virá-lo na cama para que não ganhasse feridas, a limpar-lhe a boca e a alimentá-lo. Tirei licença para estar com o meu pai. A minha irmã não pôde, era um falso recibo verde.
Pedi um empréstimo para poder pagar tudo isto. Tive que mudar de banco e vou pagar o empréstimo nos próximos dez anos. Estive sempre ao lado do meu pai. Colocámos o soro, dei-lhe de comer. Começou a tossir, sem parar. A família reuniu-se em volta dele. O gato, saiu dos pés do meu pai e começou a aproximar-se lentamente do seu peito. E eu pensei, é agora.
Corri para o lado dele, dei-lhe a mão e vi uma lágrima a correr-lhe na face esquerda.
O meu pai morreu.
Não houve jornais, não houve televisão. De vez em quando há uma notícia que diz que os tratamentos estão a ser negados aos doentes oncológicos, que o IPO não tem dinheiro.
O meu pai tinha 54 anos. A vida inteira pela frente. Nunca defendeu salários baixos nem privatizações. Trabalhou desde os 14. Tirou um curso aos 53 porque era o seu sonho. A estes não há homenagens. Aos que lutam pela sobrevivência durante todos os dias com dores excruciantes e a violência do Estado. Não, para estes não há memória, não há camas de hospital, medicamentos.
António Borges tinha cancro no pâncreas. Daqueles fulminantes que supostamente matam de imediato. Durou bem mais do que o meu pai. «Trabalhou sempre», dizem. Certamente não terá passado por nada disto. Certamente, até na morte, ou perto dela, teve conforto e o melhor tratamento para não sentir dor e adiar a inevitabilidade da morte.
Não lhe sinto raiva pela forma como morreu, mas desprezo o que defendeu em vida. Porque foram homens como ele e são homens como ele que ditam que homens, mulheres e crianças passem o que o meu pai passou para morrer. E ninguém merece estas mortes lentas.
Que lhe pese a terra? Não, não acredito em nada depois da morte. Preferia que lhe pesassem as suas ideias durante a vida. Principalmente nos dias e meses antes da morte.
 

"AMIGOS NÃO SE DESPEDEM, MARCAM UM NOVO ENCONTRO"
           
                        

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Desfazer nitos....




Se alguma coisa houver que me caracterize, o meu destino, a minha existência, è o de acabar com velhas normas e mitos vários e certezas mais que absolutas que não valem um pataco como se prova. Velhos conceitos vigiados de perto pela moral estabelecida, não se aguentam no confronto com a realidade factual da minha vida. 
Começando na "victória" sobre o coma e subsquente hospitalização, passando sobre as teorias fatalistas dos malefícios do Tabaco, e terminando no conceito ardiloso de que quem tem hábitos de Bebida  fica alcoolico. e se por acaso voltar a fumar ou a beber dá um trambulhão fatal, entrando no estado de desgraça total. Pois aqui estou eu para desmentir e desmontar toda esta trama moralista e hipócrita.
 Vai para mais de doze anos, um belo dia resolvi que me deixava das bejecas aos centos a meio do dia e do tintol às litradas.... Assim foi. Resolvi , e pronto está decidido, só voltaraia a beber no almoço de Natal da família, um ritual  tradicional de dois dias de comezaina e bebedagem..... Aqui delRei..... Não voltes a beber senão vai todo o esforço desenvolvido até agora, por àgua abaixo..... Pois 'tá bem, volvidas as festas voltei calmamente a abstinência ritual e pronto até à próxima festa onde acompanhava e respeitava a tradição. Nada de recaídas os desesperantes "delirium tremulis". Os moralistas e falsos médicos que vão à merda mais as suas certezas de merda.  E claro com o tabaco foi o mesmo e dura até hoje.... Um belo dia resolvi deixar de fumar e Plim.... Está feito.... Isto depois de muitos anos de fumador inveterado assim consumidor de dois a três maços de tabaco por dia, mas nunca toquei em erva, apenas por acaso. Em cigarros nunca mais toquei mas, lá está, nas festas ou quando me dá na telha fumo um Havano puro, e encho a barriga.... E não foi por isso que tive uma recaída.... Posso até estar à volta de uma mesa seja porque rezão fôr, com todos a fumar que não me incomoda rigorosamente nada. Fumo passivo? Que raio de merda é essa? É apenas e só, mais uma hipocrisia que o poder criou, e não só, pôs nas mãos dos não fumadores um poder, que eles, nem sequer por sonhos desejaram ter... Trata-se de mais uma divisão artificial entra iguais ... Fumadores e não fumadores sempre se deram bem, (a D. Anita; fuma). É mais uma Hipócrisia dos nossos tempos.
 Também aqui cabe lembrar que apesar dos Havanos fumados não houve lugar a qualquer recaída... Velhacos portanto, são os que isso defendem.... Não existe semelhante isso....
Sou a prova viva dessas falsidades..... E daqui digo alto e bom som, digo que essa gente, são uns Hipócritas aldrabões e rasteiros velhacos..... Também nunca me ouvirão a fazer apelo a que bebam e fumem, agora penalizar, ou criticar os que o fazem, não contem comigo..... Eles são é sobretudo uns falhados de merda que adoram proíbir tudo o que cheire a prazer..... Vão ver que ainda um dia vão proíbir a população de foder, ou pelo menos vão arranjar uma forma de taxar o acto.....

                                           António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 28 de Agosto de 2013

                                                

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O novo Windwos 8....




Este novo windows chamado de oito, é cheio de truques. mas é eficaz.... Ao contrário do nosso, que em vez de janelas se chama Portas. Ele e o governo parido por feiticeiros de maus fígados, estão a fazer a travessia do deserto, de repente os seus mordomos e arautos, dizem que afinal está tudo joia, a recuperação está à porta, os indicadores não mentem , áh pois não, quem mente são eles, apenas é verão e o povão está adormecido de férias e há o fenómeno do emprego sazonal sobretudo na industria hoteleira e restauração do Algarve. Todos os anos acontece, este um pouco menos, porque o pessoal se corta a ir de férias, porque está teso! Mas está inaugorado um novo estilo de governação, mais marcadamente CDS, que das tropelias havidas, as considera idas, e estabelece, os novos mecanismos do faz de conta. Mas resumindo e baralhando, está tudo na mesma. A diívida pública continua a crescer, o desemprego a aumentar as Empresas a fecharem. A única coisa que aumenta é o défice do orçamento de Estado, já visto e várias vezes, revisto outras tantas, e continua a crescer como um cogumelo. Isto apesar das enormes facadas dadas no chamado Estado social. Onde os políticos reforçam os seus privilégios, e a restante população vê cortados os mais elementares direitos. E atenção, eu não embarco em primarismos anti-politicos. Em quarenta anos de obscurantismo fascista as pessoas não aprenderam a importância dos políticos como servidores da causa pública, o desvirtuamento do político cresceu em função do mau exemplo dos políticos fascistas, venais,  corruptos,  falsos e sem ideias. Também os há agora, e estão no poder, é o salve-se quem souber, é o vale tudo. mas também, infelizmente os há na oposição. Os partidos de esquerda são tradicionalmente mais rigorosos em termos ideológicos mas ainda cabe demasiada lateralidade ideológica, sobretudo no PS. Historicamente de esquerda mas já penetrado pelo clientelismo Empresarial. E enquanto esta contradição não fôr resolvida, não há solução à vista. 
Como já disse, este novo windows é um verdadeiro Pepe Rápido.....

                                      António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 27 de Agosto de 2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Há HABILIDOSOS e habilidosos....


Francisco o meu informático sénior

O meu informático senior, ou seja o Francisco também conhecido por "balde massa" e que se apresenta como o 007, ou seja: my name is Massa, "Baldemassa".... formatou-me o computador e instalou-lhe o Windows mais recente. E agora está uma máquina.... Mas segundo me fez saber, foi uma canseira, porque dada a sua idade, do computador, teve que tornear com mestria, e criatividade uma série de incompatibilidades. Mas valeu a pena, parece outro. Não me cabe nenhum mérito por isso mas estou feliz como um rato.... Se é que há ratos felizes.... Homens felizes, são uma raridade neste Portugal de hoje. Tempos houve em que a incerteza era termenda, lutava-se quase fisicamente, estava tudo em discussão e não se provou a máxima de que da discussão nasce a luz. Dessa dinâmica resultaram as trevas. Uma coisa posso afirmar.... Os vencedores dessa discussão, nunca disseram o que verdadeiramente queriam, as ideias vinham sempre empacotadas com a aparência de próximidades semânticas e filosóficas de forma, a serem por nós povo, aceites..... Mas dou-vos um exemplo: É histórico, as conclusão do primeiro congresso do então PPD, referia como objectivo primordial do partido, lutar pela Democracia, rumo ao Socialismo. obetivo final.... Está-se mesmo a ver não está.... Com estas e outras, do mesmo género, têm vindo a enganar o povo. E o PS, por seu lado inventou a nova doutrina política do Socialismo em liberdade, coisa que ainda hoje estou para saber o que é... Querem que vos diga uma coisa? Sempre me provocou uma dor no peito mas parece que este povo, não gosta de quem fala a verdade. E tem votado sempre em aldrabões encartados....  Sempre fomos vítimas de habilidades várias por volta dos anos oitenta, os partidos que ganhavam, baseavam as suas companhas em palavras de "toque", que queriam dizer muito pouco, mas cujas evoluções podiam dizer quase tudo... Uma das vezes a palavra era: MUDANÇA.... Outras: LIBERDADE.... O despudor era e é, total e absoluto..... Para um gajo como eu que aprendi que a política e uma nobre ciência, isto são duras facadas..... Habilidosos em vez de servidores da causa pública é no que deu esta camarilha de anormais... A história se encarregará de lhes dar o que merecem.

                                    António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 26 de Agosto de 2013

domingo, 25 de agosto de 2013

Reedição de : Morrer na praia...

Já lá vão três anos sobre a publicação deste texto e continuo a ouvir disparates tais capazes de fazer corar um carroceiro... É portanto actual e justifica-se claramente a sua reedição.... Se por acaso está aí um jornalista "à coca", por favor agite a classe, por forma a acabar com estas imprecisões.....
    António Capucha


Não quero jurar, porque jurar é feio e depois, quem mais jura mais mente!!!! Mas tenho ouvido com alguma insistência, utilizar a expressão: MORRER NA PRAIA, como sendo um fracasso à beira do final, do desfecho, do objectivo quase conseguido de qualquer coisa. Em vários sectores da nossa comunicação social, e sempre com este sentido, é empregue a torto e a direito e tantas vezes que tal como nas mentiras ainda acaba por vir a ser verdade. E o que eu vou dizer é que passa a ser mentira. Bom…. Seja tudo a bem do conhecimento e contra a ignorância….
Segundo julgo saber, pelo menos foi o que terei lido, Vai para um ror de anos, a expressão: MORRER NA PRAIA, remonta ao desembarque dos aliados em 1944 na Normandia, efectuado em diversas praias numa extensão total de cerca de 80Km. O desembarque foi uma operação militar de grande monta envolvendo cerca de 160.000 homens entre americanos , canadianos ingleses e franceses. E uma quantidade de meios entre artilharia e carros de combate etc…etc… Bom…. Era tudo muito. E sobretudo numa das praias - Praia de Omaha, nome de código, mais conhecida como "Omaha Sangrenta -a força de desembarque teve que fazer face a terrenos complicados  e defesas fixas  bem organizadas, e tropas bem treinadas e organizadas, de modo que a forca de ataque ficou reduzida a metade em baixas que já não puderam ser utilizadas no desenvolvimento da acção que era mais vasta. O desembarque era apenas o inicio. Portanto dizer: Morrer na praia, é morrer antes de entrar em combate. Por vezes nem chegavam a sair da água varridos pelas metralhadoras alemãs e o fogo de obuses e canhões. Também cabe dizer-se de vidas ceifadas para nada. Desperdício de meios humanos….
Tenham lá atenção a isso senhores e senhoras comentadores e quejandos – Quando o jogador A do Benfica sobretudo, Faz um jogadão e depois “ná cara do golo” seja lá isso o que for! “In Extremis”, o defesa B do FCP, lhe tira a bola, o bom do comentador de serviço jactante, diz : E o jogador A morreu na praia….. E aí está…. Esta flor de retórica, transforma-se numa folha de papel higiénico, para não dizer naquilo que ela limpa!!!!
Muitas coisas deste género se massificam em sentidos errados e imprecisos por culpa dos comunicadores. Mais cuidado portanto….
Como dizer que aquilo – por exemplo o PPD-PSD é um saco de gatos  - Já ouvi pessoas a aplicar esse dito da seguinte forma: Não se pode lá por a mão que saímos todos arranhados… Talvez também seja certo. Mas o sentido exacto do dito é: São todos diferentes uns dos outros…. É cada um de sua Nação…. Enfim isto parece de somenos mas não é. Para que a mensagem passe certinha direitinha é preciso pormo-nos de acordo quanto ao que é, e o que significa…. Caso contrária o melhor é cada um inventar o que lhe der mais jeito e os outros que se amanhem…..

                                           Melga quezilenta
                BZZZZZ...BZZZZZZ...BZZZZZ e PFFFFFF…PFFFFFF
                                
                                António Capucha
               Vila Franca de Xira, Outubro de 2010 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ciclos




Ciclos, a vida é uma sucessão de ciclos
Começam e terminam, fecham o circuito
Umas vezes iguais, ciclicos
Outras, diferem e muito

Hoje o ciclo trás-me ao principio
Novamente um cardiologista
Dita a lei, dita-me a sorte, como no inicio
Para sossego do tó-tó do anestesista.

Sorte marreca, esta, a minha
Nas mãos desta pandilha
Ainda acabo com um ataque de caspa

Já fiquei: "caga na saquinha"....
E sem perna... Que maravilha....
Que mais querem, ainda não basta?

                                           António Capucha

                          Vila Franca de Xira,21 de Agosto de 2013