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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Remédios.


Cruz dos Remédios


O cinzento é a tonalidade predominante
A ameaça de chuva é evidente
Mas dizer do cinza ser entediante
É redutor e falso, completamente

Quando tinha a casa nos Remédios
Por esta altura do ano, os tons de cinza total  
Refulgiam, aqui e ali o Sol rompia tédios
E a Alma batia palmas  a esta beleza brutal  

À janela, rendido à imensidão contemplava impotente
E feliz, gravava a fogo no peito este quadro
Que hoje só posso recordar

Quantas horas por dia assim em contemplação dolente
Por vezes o farol ajudava uivando ao Mar pardo
E no ar, o cheiro da caldeirada a apurar

                                                  António Capucha

Vila Franca de Xira, 8 de Novembro de 2013 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Lenga-Lengas de quando era menino...




Só me apetece dar URROS; PEIDOS e COICES....
Comer fruta verde...
Dar saltos mortais....
Subir aos paus de fio e apalpar o cu às canecas....

Minha tia Teodora
Cu p'ra dentro, cu p'ra fora...
Com as tetas 'àbanar. 
À primeira mijadela 
Fez andar um barco à vela
E encheu um alguidar.

Dona Luisa de Gusmão
Casada com Diogo Cão
Um dia'em Aljubarrota
Ao decalçar uma bota
Matou sete espanhois 
qu'andavam aos caracois

Òh prima.... Óh rica prima, faz tudo qu'eu não te ralho
Nem sei o qu'é que sinto na cabeça do Cara.....pau
Fresco é bom, não tenhas ilusões
Estou c'uma comichão na pele dos meus...Col....etes
E rabanetes, foi tudo p'ró maneta
Faz mais que muito dias que não bat'uma.... Pu.... dera
Ser casado, solteiro não se'ngorda 
Há mais de trinta dias que não dou a minha Fo....ge
Priminha.... foge priminha.... foge priminha.........

                                                                  António Capucha

                                              Vila Franca de Xira, 7 de Novembro de 2013

                                            

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

As Manhãs/tardes da TV...




Conheço pessoas baralhadas com as ofertas de dinheiro nos programas de TV sobretudo da SIC, e da TVI. Os programas são miseráveis em termos de qualidade sobretudo o seu conteúdo, não é só plástico e palavras ocas. É, como aqueles yogurtes activos contra o colestrol, estes programas, são também activos fomentadores da estupidez emenoridade. Abusam das técnicas de criação de intimidade com os teleespectadores, que levados à letra leva a confusões tais que dão origem a uma fidelização do tipo doentio. Quem estiver menos capaz de resisistir as estas técnicas, cai-lhe nas malhas. conheço sobejamente estas formas de funcionar. Nestas coisa da comunicação há sempre um emissor e um receptor. Sendo que, qualquer fusão ou confusão, entre a personalidade destas duas personagens, pode dar origem a coisas verdadeiramente dramáticas. Resultado apenas de a entidade, a emissora, é fazer deslocar a fronteira do intimismo. E se ouvirmos com atenção esses programas agora também da TV, em que os ouvintes são convidados a sentenciarem sobre diversos assuntos, os indícios dessa confusão, são notáveis. Da mesmíssima forma estes actuais programas das manhã/tardes da TV, são responsáveis pela confusão que para aí vai. Criando intimismos que de facto não existem, nem podem existir, e extrair do espectadores, sentimentos que na verdade são falsos,tudo dado à cegueira da guerra das audiências. Daí ao vicio daquela marmelada, vai um pulinho. A autoridade para a TV, deixam estas coisas correrem, apesar de saberem o que estas coisas podem fazer às pessoas. A estupidificação colectiva do público é evidente. E os mais frágeis, nemos capazes, de baixo QI, ou já entrados na demência, estão invulgarmente expostos e também têm o direito de assistir a TV sem serem corrompidos ou manipulados. Alguém devia proíbir que estas técnicas fossem empregues, sob pena de pesadas multas. A bem da inteligência colectiva....

                                          António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 4 de Novembro de 2013


sábado, 2 de novembro de 2013

Que viva o teatro....




      

Companhia de Teatro de Almada estreia em Portugal peça escrita em 1934

“Em direção aos céus” é a mais recente criação da Companhia de Teatro de Almada e uma estreia absoluta em Portugal. A peça da autoria do autor austro-húngaro Ödön von Horváth vai a cena a partir deste sábado à noite no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

Horváth foi empurrado para fora de Berlim, porque a imprensa nazi não aprovava o seu teatro de gosto popular, e acabou por escrever esta peça em 1934. Rodrigo Francisco encena este dramaturgo pouco conhecido em Portugal.
(com Sandra Henriques)



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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Fim de semana...




No Céu adensa-se a careta... 
Peniche vai ficando mais longe
O horizonte estremece na paleta
Vou ficar em casa qual monge

A meditar no mistério da "encadernação"
Mistério profundo, a requerer um bom vinho
Embora para alguns o seja da Encarnação
Para mim, é para do baú tirar a toalha de linho

Encher a boca com o sabor de um Havano
Repimpar-me no meu trono, como se Rei fosse
E ver o Grande Sporting Clube de Portugal na TV

Cuidado não engolir o fumo, que faz dano
Comer castanhas, bem cozidas com "erva doce"
E o vinho é tinto e à discrição, já se vê!

                                                     António Capucha

                                Vila Franca de Xira, 1 de Novembro de 2013


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Padre Vasco Moniz

Encontram-se disponíveis os ingressos para a grande Noite Musical " Recordando Vasco Moniz" que se realiza no próximo dia 9 de novembro 21h, no Ateneu Vilafranquense
 
Reserva já o teu ingresso ( vários postos ver cartaz, e ainda J.Conceição ; Arnaldo Silva )
 
 noite de valores para um Homem de grande dimensão humana e  obra social que foi o CASI .
 
" Dei a esta obra não tudo o que tenho - porque não tenho nada - mas tudo o que sou." 
   Vasco Moniz, inauguração do CASI Dez/1944
 



Os bichos.




Não sei que faça....
Estou entre a parede e a espada
Que coisa de má raça
Abato um cão, ou esta cambada

Os cães, saltitam-me à volta
ladram felizes e bem alimentados
E estes canalhas andam à solta
A ferrar-nos dentadas, os danados...

Serão "poucochinhos" ou pouco mais
Estes meninos que ditam leis
Para atazanar, já não lhe chegamos  nós.

Estendem a malfeitoria aos pobres animais
Que se segue, caracois, ratos, ou corceis
Bichos da seda, lagartas e có-có ró-cós

                                            António Capucha

                          Vila Franca de Xira, 31 de Outubro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ateneu.




30 de Outubro de 2013 7:21
Venha ao encontro da Banda do Bombarral e da Banda do Ateneu. 1 Novembro. 21h30. Entrada Livre.

Orçamento e reforma....




Reforma do Estado....
É a matéria de fundo em discussão, em paralelo com o Orçamento do Estado.  Se, e é um questão a ter em conta, tivermos em conta a acção governativa, Há que desconfiar que por Reforma, o Governo entende compressão, encolhimento e poupança de despesas. No entanto esta questão é de facto importante. Quem como eu foi funcionário público e trabalhava de olhos abertos, rapidamente percebe a necessidade de reformar o Estado, sobretudo dotando-o de boas práticas de gestão. Isso é uma coisa.... Outra será aproveitar o balanço para cortar serviços e funções naturais do Estado, na presunção neo-liberal de que o mercado executa melhor certas tarefes que qualquer Estado. E através dessa artimanha, encolher a despesa do Estado. Trata-se de uma filosofia barata, para enrolar tolos.  O Estado, o sector público é neste momento uma mexcla de serviços tradicionalmente do Estado e um sector empresarial que lhe foi adicionado nem sempre por razões claras e lógicas. Se a saúde e o ensino são atribuições e deveres do Estado, outras Empresas são estratégicas e convém manter no âmbito público, mas outras são apenas e só a pastagem onde ruminam um exército de gestores públicos que mais não é,  que o interesse exclusivo dos carreirismos dos Partidos do Centrão (PS/PSD) e até do centrinho (CDS), desmontar e secar esta teia, seria reformar o Estado. Mas não é isto que o Passos Coelho quer.... O que ele quer é limar serviços na área da saúde, e do ensino, por duas razões fundamentalmente, como neo-liberal que é, acha que os privados,o mercado devia ter a oportunidade de lucrar e establecer as leis do mercado nessa área e depois, daria muito jeito amealhar uns largos milhões e aliviar o orçamento de Estado, e a dívida pública assim chamada por ser transversal a toda a sociedade. E não apenas do Estado como querem fazer crer. Aliás, é sobretudo do sector bancário.... O sector empresarial público deva ser alvo esse sim de profunda reforma, quer quanto às suas práticas de gestão. quer quanto à sua génese. Algumas delas, não só não têm nada de estratégico, como até o são contra-natura.  Se por exemplo a R e T de P. (RTP E antiga RDP) devia ser do Estado, não Empresa pública , mas do Estado, Os cimentos e estradas de Portugal não têm qualquer razão para ser do sector público a não ser, permitir a nomeação dos gestores amiguinhos e geralmente incompetentes.
Numa palavra..... É na arquitectura do Estado que deve incidir a reforma e não no seu conteúdo. Por muito que queira o PSD e CDS, extinguir o tribunal Constitucional, porque não gostam de ser controlados. Acham que têm o direito pleno do exercício do poder.... Têm disso uma visão de ditadores. Uma espécie de monarcas por direito divino. Em suma, não acredito nas intenções do governo.... Não quer reformar, quer apenas limar.... A troyka, aliás a própria UE (União Europeia) Também prefere as soluções de menos Estado, ainda que à custa de menos social... A direita sempre foi avessa aos direitos sociais dos povos.... É aliás uma velhíssima pecha....  A forma como a direita vê o mundo torna antagónicos os direitos dos povos e o lucro dos investidores, limitam uns, os direitos dos povos, para garantirem outros, os lucros obscenos dos capitalistas.... Só que os nossos governantes e os Cavacos silvas, apenas lambem migalhas da gamela dos capitalistas, não passam de sabujos.... Homens de mão.... Peões e joguetes dos poderosos....

                                                     António Capucha

                                 Vila Franca de Xira, 30 de Outubro de 2013

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Soneto ao Amigo Buda....



Amigo que tão longe estás
No tempo e no espaço
Longe me ficas, perto estás
Une-nos uma liga mais forte que o aço

Mais doce que o mel
Tão bom quanto um "tintol"
de bom trato no tonél
De carvalho ou do Sol

Acúcares trazíamos nas algibeiras 
Alambiques nas guitarras
Vozes uivando à Lua

Digo seguramente, sem peneiras 
Do bote da vida desatavamos amarras
Tão perto me fica a memória tua

                                                    António Capucha

                                Vila Franca de Xira, 29 de Outubro de 2013

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Coisas do Coração....




E é por tudo o que em nós corre 
Que se vive e que se morre... 
Diz o poeta cantor.... É, em nós correm vários rios, que não vão para o mar. Limitam-se a correr frenéticos, em circuito fechado.... Soprados, não pela lei da gravidade, como os rios a sério, mas pelo velho bode, que de moto próprio, bombeia, nos dois sentidos, o que sai e o que entra, desde que nascemos, até à nossa Morte. A ele atribuímos coisas como a bondade, o amor, a compaixão, sei lá, um sem número de sentimentos, que ele não é capaz de produzir..... Apenas bate mais depressa ou mais lentamente, reagindo a alguns sentimentos, mais poderosos.... O bom coração não é o banana, o bonzinho, mas o que menos reage, o mais frio. Está provado! O melhor é o sossegado, que impávido e sereno bate sem alterações, aos sentimentos mais íngremes.... Sobressaltos, não nos fazem nada bem.... Há sempre um trambolho à solta, que empurrado pela borrasca cardíaca, pronto está para desnortear a correnteza, e provocar entupimentos e extravasos desnecessários e perniciosos. É sempre bom procurarmos os caminhos da paz e sossego. é a fase em que estou, neste momento. Estou nessa de combater o "streck" e as chatices... E não me estou a sair mal....

                                                    António Capucha

                                 Vila Franca de Xira, 28 de Outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

Que viva o Teatro.....



Não basta dizer “não”
A última encenação de Joaquim Benite
Realização de Catarina Neves
O que leva alguém a adiar a morte para encenar mais uma peça, desafiar mais um actor, dar a descobrir mais um texto? Durante mais de 40 anos, Joaquim Benite mostrou que é possível encher espaços fora de Lisboa. Um dia a doença apanhou-o. Resistiu durante dois anos. Em Setembro de 2012 iniciou aquela que viria a ser a sua última encenação. Timão de Atenas, de Shakespeare, estreou no dia 20 de Dezembro. Benite já não assistiu aos últimos ensaios. O filme acompanha a última batalha de quem sempre soube que é urgente agir.

Catarina Neves
 (Lisboa, 1972) formou-se em Ciências da Comunicação na UNL e conclui o Mestrado em Estudos de Teatro na UL com a tese Jorge de Faria. Para um retrato inacabado do crítico. Tendo sido jornalista no Jornal de Letras, TSF, e Público, integra desde 2000 a redacção da SIC. Em 2012 realizou O alívio dos apertos.
Câmara Catarina Neves
Montagem Ricardo Sant’Ana
Pós-Produção Vídeo Isabel Cruz
Pós-Produção Áudio Miguel van der Kellen
Apoio Câmara Municipal de  Almada
Projecções
2 NOV – 14.45, São Jorge – Sala Manoel de Oliveira

03 NOV – 18.00, Fórum Romeu Correia
A realizadora estará presente em ambas as sessões

sábado, 26 de outubro de 2013

Grupos de teatro.....


Depois de uma infrugal refeição  a puxar pelo apetite de um havano e uma bebida espirituosa, irrompe uma conversa sobre essas coisas de grupos de teatro, daqui da região nossos conhecidos. À conversa para além de mim, estava uma amiga muito querida, também oriunda do grupo de teatro em que militei. A propósito do seu fim assumi a parte de culpa, que julgo me cabe, mas adusi que nestas coisas o drama é sempre o mesmo. Confunde-se sempre autoridade, inegável dos especialistas com responsabilidade de direcção do grupo que pode e deve ser natural. A encenação, e cenografia  etc., têm a sua importãncia mas não devem ser confundidas com a direcção do grupo, nem a direcção do grupo deve interferir nos aspectos técnicos e artisticos que não lhe cabem... Sem essas premissas os grupos sejam de teatro ou do que quer que sejam,  estão condenados a um fim a curto prazo. E em minha opinião foi exactamente o que se passou com o nosso grupo que apesar da sua expressão artistica de nivel superior, não resistiu à erosão destes principios básicos, isto é : uma deficiente estrutura do quem é quem e quê, no seu ceio. É um erro comum à maioria das empresas em portugal, e do país, ele mesmo, a padecer, deste erro de palmatoria, de tão primário e idiota que é. Mas voltemos ao nosso velho grupo de teatro. Confundiu-se autoridade técnica com autoridade directora de grupo e isso foi fatal porque um bom técnico, pode não saber liderar e, da mesma forma, um bom lider pode ser inferior tecnicamente. Dado que o tipo de problemas e a sua resolução são óbviamente diferentes..... E os problemas mal resolvidos ou simplesmente escondidos ou esquecidos, rebentam sempre com grande estrondo, e quando é menos oportuno. Sei-o seguramente sabido agora que já não há remédio....   

                                           António capucha

                       Vila Franca de Xira, 26 de Outubro de 2013 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013






Newsletter Digital ✺ Outubro . Semana 43 / 2013 

Isto É Que Me Dói teatro 

Com José Raposo e Sara Barradas

26 e 27 Outubro • Sábado e Domingo • 21h30 e 16h00

José Raposo traz ao Cartaxo esta comédia, 36 anos depois de Raul Solnado ter interpretado a peça no Teatro Variedades.

«Pela admiração que sempre nutri por ele [Raul Solnado], decidi produzir a peça (com a Sara Barradas) no Teatro Villaret e interpretar este “Zé Tiago”, uma personagem de uma tremenda humanidade (como o Raul!), que combate até ao fim pela “única coisa que lhe resta que é o seu corpo”, mas acaba derrotado pelo sistema.» (José Raposo)

Agora, o texto do brasileiro Paulo Pontes ganha nova vida, para mostrar no palco as peripécias do internamento de um ator num hospital público. Esta acutilante e muito atual comédia reúne um elenco composto por José Raposo, Sara Barradas, Fátima Severino, Miguel Raposo, Ricardo Raposo e Joel Branco – que já em 1977 tinha feito parte do espetáculo – como ator convidado. A encenação estará a cargo de outro grande nome do teatro ligeiro, Francisco Nicholson, com a assistência de Frederico Corado.

Bilhetes: 10€ •• M12



Ainda este fim-de-semana... ✺


Marathon Boy cinema

Ciclo de Cinema Britânico

25 Outubro • Sexta • 22h

Com assinaturada HBO, este filme conta-nos a vida de Budhia que aos 4 anos já tinha corrido 48 maratonas. Passado na Índia, o filme é um testemunho de corrupção, ganância e intriga política, onde nada parece o que é.

Apoio: British Council

Ciclo Cinema Britânico || Programação Completa

Entrada livre •• M12

The Asteroid #4 (USA) + AleK Rein (PT) + The RocKandys (FR) concerto

Cartaxo Sessions

25 Outubro • Sexta • 23h30

Os Asteroid #4, compostos por Scott Vitt, Eric Harms, Adam Weaver e pelo guitarrista/compositor dos aclamados Dead Skeletons, Ryan van Kriedt, trazem na bagagem o seu mais recente disco, "The Journey", que conta com a participação da lenda do rock psicadélico dos anos 60, Peter Daltrey. Os Asteroid #4 assinaram pela editora de Anton Newcombe, a The Committee to Keep Music Evil, e gravaram recentemente um EP ensopado de verão, a que chamaram, "Windmill Of The Autumn Sky".

Bilhetes: 6€ •• M12

José Raposo Convida conversas

José Fonseca e Costa

27 Outubro • Domingo • 21h30

José Fonseca e Costa começou o início de uma importante carreira logo no seu segundo filme de ficção, em 1975, quando viu Os Demónios de Alcácer Kibir ser seleccionado para a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, o primeiro filme português a entrar nesta competição. Já este ano encenou a peça O Libertino, com José Raposo, Maria João Abreu, Custódia Gallego e Filomena Cautela. Venha conversar com esta incontornável figura do cinema e do teatro!

Entrada livre •• M12

Brevemente... ✺



Expressão Dramática curso

Inscrições abertas. Início a 5 de Novembro

Terças e Quintas • 18h30 às 20h30 •• até Junho de 2014

Utilizando “O Método” do Actor’s Studio, através do qual estudaram actores como James Dean ou Meryl Streep, este curso é da responsabilidade de Bruno Schiappa, Mestre em Estudos de Teatro, e que continua os seus estudos com Marcia Haufrecht, uma das mais prestigiadas professoras norte-americanas neste método.

O curso, criado em 1993 por Bruno Schiappa no Chapitô e estendido ao Cartaxo em 2005, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática. Ao fim de três anos é passado um certificado com o nº de Formador de BS, mas ao fim de um ano pode ser pedido um certificado para efeitos de prova de formação. Para além da adequação profissional do curso em epígrafe, os interessados podem frequentá-lo para efeitos de autoconhecimento, sociabilização, terapia da timidez, etc.
No final do ano letivo há a apresentação de um espetáculo de Teatro escrito e encenado pelo próprio.

Mensalidade: 35€ •• Dos 16 aos 80 anos

Centro Cultural - Município do Cartaxo
Rua 5 de Outubro, 2070-059 Cartaxo
T. 243 701 600 / F. 243 701 602
E. centroculturalcartaxo@gmail.com
website / facebook

Horário bilheteira:
Quinta a Sábado • 15h às 22h / Domingo • 15h às 19h

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

As Árvores Morrem de Pé.




"Morta por dentro, mas de pé como as árvores". Frase "perorativa" da peça "As Árvores Morrem de Pé", nos idos de sessenta do século passado na TV1, e única na altura... Ainda a estou a ver a senhora Palmira Bastos a dizê-la, enquanto batia com a bengala no chão, a bengala , não sei se era adereço pessoal ou dela própria, a actriz, Já que ela na altura tinha noventa anos. Entretanto o teatro na TV, foi cedendo o lugar às telenovelas, novelas de muito má qualidade de cariz utilizando a técnica de deixar em suspenso o resultado dum novelo que se vai muito lentamente desenrolando e farto de pormenores, o mais das vezes absolutamente dispensável. Mas lá vai desempenhando o papel para que assim foi criado, torna o produto viciante para os incautos. Mas voltemos ao tema: A morte das àrvores. Em boa verdade às vezes nem morrem, ou melhor ainda não morreram. Basta ver as florestas petreficadas de Sequoias pré Históricas. E lá vemos hirtas e apontando o Céu e o Sol, que viram nascer e pôr-se, milhões de vezes. As florestas são talvez as ciações que maior longevidade atingem, tudo ou quase tudo nos leva a concluir da nossa pequenez face ao gigantismo da natureza e, isto sem sair da terra. se considerarmos a dimensão cósmica, a nossa pequenez ainda é maior. En nós, apenas uma coisa se pede comparar à grandiosidade cósmica: o nosso intelecto. Ainda assim muita coisa há que nem imaginar podemos , quanto mais sabê-lo. Será aí que se irá dar a grande evolução da espécie? Sermos capazes de utilizar mais partes do cérebro, que hoje não somos capazes de utilizar e, dessa forma sabermos entender para lá do que hoje entendemos. Penetrar na nuvem escura que é o desconhecimento, que leva ao misticismo.....  Ou vamos apenas ficar mais estúpidos anémicos, dominados e inuteis.... Arrepiemos caminho.... A evolução está a ser levada para caminhos que não são do interesse da humanidade..... Evolui-se muito mais em função dos interesses de quem tem o poder, do que no nosso próprio interesse. Não é dificil  prever que isso, não pode trazer nada de bom. Observem bem se os países mais evoluidos não fazem crescer exponencialmente os seus orçamentos para assuntos do poder militar, ou refinam a eficácia do sistema financeiro internacional, e cada vez menos na educação e saúde dos povos. E esse poder é cada vez menos eleito, pura e simplesmente impõe-se..... Vamos meus amigos, vamos ter que cortar a direito....  Um exemplo ao acaso: Quem é que elegeu a Comissão Europeia do Durão Barroso, uma das pontas da troyca? Se calhar os mesmos que elegeram o Banco central Europeu, outra ponta da troyca! E o FMI, foram e são nomeados pelos principais bancos financeiros mundiais. è a terceira ponta que faltava à troyca.... Legitimidade Democrática, zero...... Portugal faz parte do FMI, acaso fomos chamados a nomear alguém da sua direcção?

                                           António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 24 de Outubro de 2013

Que viva o Teatro.


EM DIRECÇÃO AOS CÉUS: ESTREIA ABSOLUTA EM PORTUGAL

A Companhia de Teatro de Almada estreia no dia 2 de Novembro, em co-produção com o Teatro Nacional S. João, o espectáculo Em direcção aos céus, do autor austro-húngaro Ödön von Horváth (1901-1938), com encenação de Rodrigo Francis


Horváth, conhecido no nosso País através de peças como Casimiro e Carolina, Noite italiana, ou Lendas do bosque de Viena, é tido como um dos autores que descreveu com maior acuidade as condições que levaram à ascensão do nacional-socialismo na Alemanha: o ponto de vista dos seus textos é o do pequeno-burguês da Europa Central, apanhado entre o desemprego crescente (em 1932 havia seis milhões de desempregados na Alemanha) e uma das mais devastadoras crises económicas da nossa História, que se seguiu ao crash da bolsa de valores de Nova Iorque, em 1929.
Em direcção aos céus, escrita em 1934, já depois de Horváth ter se ter exilado da Alemanha nazi, é apresentada pelo próprio Autor como “uma história de encantar em duas partes”. Numa época na qual os principais teatros alemães e austríacos se recusavam a montar os seus textos, Horváth refugia-se num “conto feérico” (no qual não deixam de intervir o Diabo e o próprio S. Pedro) para, através da renovação das formas teatrais populares, “dizer certas coisas que de outra forma não poderiam ser ditas”. “Coisas” essas como a ridicularização do belicismo crescente, ou a incapacidade dos sociais-democratas alemães para defenderem a democracia, ou a impostura risível da simbologia nazi. 
NOTA BIOGRÁFICA
Ödön von Horváth (1901-1938), um dos maiores dramaturgos de língua alemã da primeira metade do século XX, nasceu em Fiume (actual Rijeka, na Croácia), que na altura fazia parte do Império Austro-Húngaro. Passou toda a sua infância e juventude em itinerância, em virtude do cargo de seu pai, adido do consulado imperial.
Frequentou escolas em Budapeste, Munique e Viena, sem nunca ter obtido bons resultados, inscrevendo-se, em 1919, na universidade de Munique, onde segue aulas de psicologia, literatura, estética, sociologia e metafísica. Entre 1923 e 1938, ano da sua morte, escreverá cerca de vinte peças – comédias, comédias populares, farsas e contos de fadas –, três romances, alguns contos e prosas breves, e um sem-número de textos por concluir. Em 1931 a sua peça Lendas do bosque de Viena é distinguida com o prémio Kleist, o mais importante da república de Weimar.
O seu desejo de “descrever o mundo tal como ele, infelizmente!, é”  cedo lhe trouxe a hostilidade dos nacional-socialistas que ascendiam ao poder na Alemanha. Em 1936 é forçado a abandonar definitivamente território alemão. Morre no exílio, a 1 de Junho de 1938, em Paris, atingido por um ramo de uma árvore, na sequência de uma violenta tempestade nos Campos Elísios.
SINOPSE
Luísa (Ana Cris) sonha ser cantora de ópera. Passa os dias no teatro, na companhia de um porteiro (Paulo Guerreiro) que não a deixa entrar; com o pensamento no director (Marques D’Arede), que se recusa a conceder-lhe uma audição; com saudades da mãe (Teresa Gafeira), que, no Paraíso, reza pelo seu sucesso. Sozinha, sem pai nem mãe, Luísa conta apenas com o desprezo e a chacota dos demais. Até que, inesperadamente, o director do teatro morre: a sua alma é reclamada pelo Diabo (Luís Vicente), com quem, há 20 anos, tinha feito um pacto. Uma vez no Inferno, agradam-lhe as torturas a que é sujeito. Já o tratamento especial e meigo que lhe é prometido para pôr termo à sua felicidade –inadmissível num Inferno digno desse nome – angustia-o… Desta forma, tenta acordar com o Diabo um prolongamento da sua vida na Terra, prometendo trazer-lhe uma alma para toda a eternidade: a de Luísa. O Diabo fica convencido, o director ressuscita e Luísa deixa-se seduzir por uma vida de triunfos, do tamanho da sua ambição. O contrato com o Demónio é assinado e tem início uma fulgurante carreira de soprano. Os sucessos da jovem cantora alegram todos, em todo o lado… À excepção do seu coração, que permanece frio. Luísa entedia-se com os admiradores, as flores que não param de chegar… Deseja anular o contrato. E o Diabo vê-se forçado a permiti-lo: uma passagem imprecisa torna o documento inválido. E Luísa pode então encontrar o verdadeiro dono da sua alma: Lauterbach (Duarte Guimarães), assistente de encenação numa vida anterior, agora empregado de mesa.
Ao Diabo resta-lhe realizar mais um sem número de boas acções para, com sorte, poder entrar nos domínios de S. Pedro (André Gomes) e continuar a amena cavaqueira que já mantêm por telefone…
PROMOÇÃO JANTAR+ESPECTÁCULO: 14€
TMJB |
SALA PRINCIPAL | M/12
2 a 30 de NOVEMBRO | QUA a SÁB 21H30, DOM 16H00| DURAÇÃO: 2H00, com intervalo
PREÇO: 6€ a 13€
RESERVAS:  +351 212 739 360

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Padre Moniz.



A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em conjunto com a Comissão Executiva das Comemorações do Centenário do Nascimento do Padre Dr. Vasco Moniz, irão levar a cabo um conjunto de ações  para assinalar a data do Centenário do Nascimento desta figura que muito contribuiu para o desenvolvimento  cultural, desportivo e social de Vila Franca de Xira.

Esta comemorações decorrem até ao mês de Dezembro e terão  inicio com uma exposição biográfica a  realizar-se no próximo dia 21 de setembro de 2013, nas instalações do Museu Municipal de Vila Franca de Xira, cujo convite enviamos em anexo e desde já vos convidamos a visitar.


Patente ao público até 26 de janeiro de 2014
3ª feira a domingo * 9h30/12h30 e 14H/17h30
Encerra às 2ªas feiras e feriados