Já aqui falamos dele, aliás, deles : do Afonso e do CD. Isto a propósito do seu lançamento- do CD - que teve lugar no museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira. Não por acaso. É que esta terra é o berço deste como de outros intervenientes politico culturais. O Afonso, é talvez a mais alta expressão, desta nossa geração, nesta matéria. Estou absolutamente firme em relação a isso.
Recebi entretanto um "e-mail", com as realizações integradas no lançamento deste seu último CD de músicas. Bem como um texto do próprio, que não resisto a publicar, no qual perpassa a sua inata informalidade e autenticidade, e sempre dá para entender melhor a intensidade da intervenção deste cidadão do Mundo, com quem tenho o privilégio de ter cruzado a vida, de que resultou uma amizade que me enche de calor e conforta o espírito. Apesar da distância física que nos separa, não é esta suficiente para arrefecer seja o que for. É que, partilhámos, e partilhamos, tantas coisas, que ainda que pudéssemos somar algebricamente o que cada um nutre pelo outro, nem assim conseguiria ficar claro e cabalmente explicito, o que nos une.
Obrigado Afonso... Bem hajas.
tonica
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Afonso Dias - foto José Serra |
outono / inverno 2010
afonso dias
apresenta
13
um novo CD de originais
que se chama 13 porque sim - e também porque tem nele 13 canções - porque 13 é número de magias negras e brancas , associadas à sorte e ao azar - porque o azar é como a água benta: cada qual toma a que quer, embora haja acidentes e quanto a isso paciência, pá - porque a sorte é como a vida: melhora se a gente puxa por ela - e porque as cantigas continuam a ser precisas para mostrar as nossas zangas, partilhar os nossos afectos, esbanjar a nossa solidariedade.
e para denunciar a mentira e a iniquidade – sempre!
o afonso dias continua o que sempre foi – um cantor de intervenção, um cidadão atento e participativo, um militante da cultura e da vida.
13 é, pois, um disco de canções de intervenção - políticas, claro -
e de amor, evidentemente – e divertidas, quase sempre, que para tristezas basta o que basta.
apresentações públicas já agendadas:
museu do neo-realismo - Vila Franca de Xira
16 outubro - 16 horas
convento S. José – Lagoa
28 outubro - 21.30 horas
auditório Maestro Frederico de Freitas
Sociedade Portuguesa de Autores – Lisboa
12 novembro – 18 horas
Círculo de Arte e Recreio – Guimarães
19 novembro – 21.30 horas
Biblioteca António Ramos Rosa – Faro
7 dezembro - 18 horas
Biblioteca Municipal Vicente Campinas – Vila Real de S. António
10 dezembro – 21.30 horas
Biblioteca Álvaro de Campos – Tavira
11 dezembro – 21 horas
(falta fixar inúmeras datas – Lagos, Portimão, Loulé, Serpa...)
13
integralmente produzido no Algarve
é uma edição
bons ofícios – associação cultural
bonsoficios@gmail.com
pechão – olhão
algarve
Notas para um curriculo, pedem-me.
E com essa de eu escrever a meu respeito é que me tramam...
Digo o quê?
Que sou cantor, compositor, poeta, actor e "dezedor" de poesia há dezenas de anos?
Que já gravei este mundo e o outro de discos e CD's:
4 álbuns com o GAC nos anos de Revolução,
6 CD’s de originais a solo,
1 CD infantil,
9 CD’s de poesia (do projecto “selecta”)
3 CD's de poesia (do projecto Cantando espalharey)
Que ainda só publiquei 2 livros de poesia e tenho alinhavados outros 2?
Que escrevo crónicas em jornais para aliviar inquietações cívicas e zurzir algumas cabeças brutas?
Que já fiz centenas (muitas!) de espectáculos, recitais, serões, tertúlias...? E sempre nas melhores companhias – Manuel Freire, Fanhais, Fanha, Zeca, Tino Flores, Fausto, GAC...
Que estou sempre com, pelo menos, mais um projecto em carteira?
Que estou sempre disponível para a amizade e a solidariedade?
Que amo os meus filhos, os meus netos, a minha mulher e os meus amigos?
Que sou um maratonista da vida?
E a quem é que isso tudo interessa?
O que interessa mesmo é não ter pressa e não perder tempo.
afonso dias
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