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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O meu Roteiro dos vinhos...



Ele não tem culpa da má fama que lhe criaram. E a propósito dele foram ditos tantos disparates, muitos mais que os que dele abusam disseram, dizem, ou dirão. Desde que beber vinho é dar de comer a um milhão de portugueses, até afirmações peremptórias de que é viciante, muito disparate foi, é e será dito. Naturalmente os "chicos moralistas" que fazem da função de proíbir, a sua realização pessoal, eles sim é que são viciados, viciados em mando e comando. 
Sempre tive uma boa relação com o vinho, sobretudo o tinto maduro, e desminto categóricamente que seja um mau hábito, viciante e desviante, Claro apanhei as minhas cadelas, que por vezes está a saber tão bem que não se pode parar, mas duravam um tanto, posto o que voltava ao normal. estive largos períodos em que não podia beber e isso, não me custou a ressaca que se afirma, à tôa, ser demente. Quando pude voltei a beber e sem mácula. Por prazer e com prazer. Nada compulsivamente. Só que há uma tendência para o poder encarar o prazer dos pobres como pecado que precisa de expiação. Foder, também é uma coisa mal vista, porca. A mossa sociedade ainda é muito tosca.
Bom mas vamos ao roteiro, aliás breve, Em princípio gosto de todas as pomadas feitas a preceito por métodos tradicionais, sejam do Dão do Douro, Alentejano, Extremenho, Algarvios, ou da Bairrada, passando pelos verdes e Alvarinhos , tudo cai bem. Mas o melhor vinho que alguma vez bebi foi uma pomada do Gabinete da Área de Sines, projecto industrial dos anos sessenta. A Área consta não só de industria mas tem vastas zonas rurais de criação de gado e pomares e vinhas. E faz um tinto que é de beber de joelhos, coisa pouca.... Aí à volta de quinze dezasseis graus, e de sabor inegualável. Que coisa meus amigos! 
E como é que eu ascendi a ele? perguntais! E respondo, que um amigo do peito, mal amanhado corisco,  é veterinário e tem um contrato com o Gabinete de Sines para tratar os animais da exploração. Claro que se trata de uma relação profissional, mas volta não volta lá lhe dão uma caixa ou duas de vinhaça, não se encontra de outra maneira, é distribuido pelos directores e funcionários superiores e vip's , como é o caso deste meu amigo. E foi assim que à sombra de uma árvore no jardim de uma casa que ele tem junto a Porto Covo, este vosso amigo esteve a beberricar esse fabuloso néctar, acompanhado de salpicôes e coisas do género. Pois é meus caros esqueçam os "Pêras mancas", os tintos da Herdade do "Esporão", os Borbas, os  Douros, os Dãos, aquele tintol faz esquecer tudo e todos, tudo ofusca. Parece que ainda lhe sinto o sabor.... 

                                         António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 30 de Novembro de 2012 


Que viva o teatro.




30 de Novembro de 2012 4:04
Amigos e amigas, amanhã o Festival 
"Indicativo 0" termina em grande! Fontinhas, Strangers, teatro, poesia e tudo o mais que possa acontecer.

Não vale a pena perder...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Arganil.




Quando fomos para Arganil estava longe de supor o que me esperava. Chegamos depois d'um montão de horas de viagem, na altura ainda não haviam IP's, nem Cavacos Silvas, nem nada depois de nos instalarmos num bonito e confortável bungalow, fomos dali à vila, fazer compras e buscar folhetos de turismo na câmara, Os talhos eram um espanto, refulgiam de fumados pendurados e a carne era excelente. e havia outra coisa, um evento que consistia num festival de chanfanas. Dezenas de restaurantes numa fiada de tendas. logo fiz o gosto ao dedo e provei de uns tantos a qualidade da chanfana. Sabeis o que é chanfana? É um guisado de cabra velha feito no forno com vinho tinto, quanto mais tinto melhor, num tacho de barro. e leva horas a preparar que a carne de cabra velha , não é para graças. E o festival durava toda a semana. O resto foi bater toda a região sei lá o Avõ, a margens do rio alva, No Avõ há uma ilha no meio do Alva onde comemos uma fritada de  peixinhos do rio, bons, muito bons, acompanhados de pão e um vinho de estalo, que refulgiu toda a tarde. Quedas de água  várias, serras éne.... Foi um tal de passear que não vos digo nada!!! As vertentes Noroeste da serra de Estrela são lindas. Florestas densissímas, ar puro a rodos paisagens lindissimas frondosas, terras de xisto  em toda a sua beleza, penhascos altaneiros e vales profundos de meter medo. E à noite estávamos esgotados e prontos para dormir. Lembro ainda que na última noite que lá passamos resolvemos comer no restaurante do parque. Foi o nosso baptismo de Maranhos, que é bucho de cabra recheado com miúdos da mesma e cozinhado, estufado, espantoso, é o termo. 
Claro que reincidimos,  como é evidente. Passados uns meses lá estávamos de novo.....

                                          António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 29 de Novembro de 2912  

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Idanha a Nova

Bangalow
piscina
  Um dos sítios que mais e mais vezes visitei/frequentei, terá sido Idanha a Nova. Ficávamos num bungalow no parque de Campismo de Idanha que ficava sobraceiro a uma lagôa que era a principal reserva de água da região. Mal chegados à urbe´a primeira coisa a fazer era comprar queijos e presunto. Os queijos eram magníficos comprados na cooperativa, era um regalo para a vista e um tormento para o olfato aquelas salas cheia de queijos em várias fases de sezão, compravamos logo uns quatro ou cinco e no primeiro dia um deles já não via a luz do dia seguinte. acompanhado pelas "bicas" um pão plano de sabor azeitado e muito agradável. O presunto comprava-se no talho, juntamente com uma molhada de morcelas de um sabor extraordinário, assadas ou cozidas faziam um bela refeição, com grelos de nabo cozidos. Um espanto. O bangalow era muito agradável e confortável. Tinha uma enorme varanda onde eu passava boa parte do tempo a petiscar de fronte para a lagôa e a serra de Estrela em fundo. Recordo um incêndio na serra que durou um par de dias e que eu segui dia e noite com uns binóculos. Da varanda para um dos lados via-se o alto de Monsanto, Aldeia linda, que naturalmente visitamos , tal como visitamos Idanha a Velha, com a sua Igreja pré-Romana. Espantoso. E a Senhora do Almortão, que ficava logo ali ao lado. As Termas de Monfortinho, Penha Garcia e sei lá mais o quê. 

Outra razão pela qual voltámos tanta vez a Idanha, era que o Parque de Campismo onde estava o bangalow, tinha uma piscina muito boa e segura para o Francisco que passava horas esquecidas de molho. E eu só tinha que estar de olho nele a uma distância considerável, e bastava chamá-lo para ele recuar para a zona dos mais pequenos. Um dia deu-se um caso curioso que não resito a partilhá-lo convosco. Por essa altura eu chavava-lhe carinhosamente : Baldemassa.Ora um belo dia estando o Francisco na sua actividade perdileta de se banhar, na piscina, e apouco e pouco foi-se a proximando da zona que tinha um declive para a zona dos mais velhos. Eu dei-lhe um grito e fiz o gesto para que se afastasse dali: Baldemassa.... e fiz para cá com a mão. Nisto um miúdo que brincava ao pé dele, olha para mim de olhos arregalados dispara a correr para o pai em alta vozeria: Ó pai....Ó pai..... Está ali um menino que se chama baldemassa! Oubiste mal, pá.... Responde o tripeiro do pai, ele deve ser é Baldemar.... Estalei de riso,  não pude evitar.... Sacana do tripeiro!!! Fui dali ao bar fronteiro buscar uma bejeca, que estavam uns castigadores tritnta e oito graus....

                                    António Capucha

            Vila Franca de Xira,28 de Novembro de 2012   

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sortelha




Por laxismo, acho eu, nunca vos contei a "estória" da minha estadia em Sortelha, que dizem ter sido Aldeia de bruxas. Estive por lá quase uma semana e não esgotei o manancial de eventuais descobertas possíveis, naquela aldeia da Beira interior. Tive um contacto telefónico com uma operadora turística local, fizemos assim como que uma pré-reserva e partimos. Chegámos às suas imediações pouco depois da hora de almoço, e os restaurantes já não serviam. De modo que foi mesmo ali, numa pizaria que matamos a fome. Bebi um vinho da região o "pedra d'urso". De barriguinha aconchegada, fizemos os restantes dez quilómetros que nos separavam do destino. Demos com a casa e conhecemos a sua dona, Uma senhora espanhola de origem nobre e simpatiqíssima. Tinha adquirido umas casas que recuperou dentro das muralhas e montou e geria o negócio com mestria a sabedoria. Deu-nos bastante literatura sobre a terra e vendeu-me um livro sobre a terra do Ferro. E mandou uma empregada tratar de nós, lá fomos com ela e mal entrámos o arco de entrada principal abrimos a boca de espanto e só a fechamos quando nos viémos embora. A casa onde ficámos era um espanto, Junto ao largo do pelourinho, e da Junta de freguesia, toda em pedra granítica e com uma janela no piso térreo e duas mais pequenas no piso superior. O quarto principal que ficou para a Nita e os meninos, tinha como parede interior um rochedo. assim em bruto, e, um pequeno poial ante a janelinha que mais parecia um postigo. Eu fiquei a dormir no piso debaixo, numa coisa que mais parecia um nicho funerário esculpido na rocha, que outra coisa. Mas dormi bem.... Naquele tempo não havia muita coisa que me pudesse tirar o sono... Cozinhávamos , isto é, eu cozinhava, numa cozinha embutida num móvel rústico da sala, mas poucas vezes, o mais delas íamos, a um restaurante na Aldeia fora das muralhas. Uma vez eles, não quiseram jantar, comeram umas sandes em casa, só eu é que não prescindi de uma refeição em regra. e fui sozinho à parte baixa da Aldeia, e bati-me com um belo bife e voltei para cima, a cantar o tiro-liro, e a fazer mais curvas que as que tinha o caminho. O nosso dia-a-dia era dar grandes passeios pela serra o carro parado. Primeiro fazendo o reconhecimento dentro das muralhas  do Castelo. que era magnífico.Outras a explorar a serra. Lembro-me de um passeio em que demos com umas silvas enormes que tinham umas amoras docissímas e muito grandes, apanhámos umas quantas e levámos para casa onde eu fiz um compota de amora que ficou de se lamber os beiços. Nunca tinha visto amoras tão grandes. Mas o verdadeiro acontecimento. Aquele que passou a ser o acontecimento ligado a Sortelha e que não seria possível noutro sítio, foi quando o Francisco, na altura um batatinha pequeno e ladino, saiu da cama bem cedo e Foi ao quintal das traseiras da casa que davam para a muralha e desatou num berreiro a acordar a mãe, que estava tudo a arder. Óh mãe, óh mãe, está tudo a arder... A Nita esbaforida, foi ver de que se tratava espreitou pela porta envidraçada do quintal viu o que era e foi acordar-me para eu não perder o espectáculo. Uma neblina densíssima e leitosa galgava por cima da muralha e escorria para o quintal onde aí sim, se expandia e dessipava. Num tal "havera" visto, que coisa explendorosa. A quietude do ar, era a razão do fenómeno. Abaixo da muralha não se via um boi. O vale uns cem metros abaixo era um mar de branco ligeiramente ondulante. Que coisa, que magnífico. Durou antes de se dissipar uma boa meia hora. Foi o tempo que durou a hipnose. O Francisco voltou a lutar com os sacanas dos Mouros que queriam retomar a praça. E nós voltamos à nossas lides de organizar o passeio da tarde.

                                           António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 27 de Novembro de 2012  

                      

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Era uma vez um Rei...




Era uma vez um Rei
que tinha duas filhas.
A filha do meio, era careca...
E pediu ao pai um pente d'oiro e marfim, para fazer um risco ao meio.
O pai deu-lhe um lápiz.
E ela com o desgosto, nunca mais comeu sabão....


Perceberam?
Não!?!?!
Nem eu!!!!!





domingo, 25 de novembro de 2012

O Santo sacrifício da saída da Missa.


Igreja matriz de VFX
O santo sacrifício da saída da Missa, era uma manobra algo complicada e que nós, os maraus, executávamos na perfeição, ou não fossemos maraus! começávamos por nos levantar da cama ao Domingo depois de todos. Esperávamos que saíssem para a Missa e então sim, levantávamo-nos e tomávamos um banho rápido mas eficiente, vestíamos o fatinho domingueiro, apertávamos a gravata cinjiamos o colete, banhávavo-nos em perfume ou cólónia e íamos a correr para a igreja. Juntávamo-nos aí uns seis ou sete pinantes olhos postos na porta do Templo e aguardávamos a saída dos fieis. O que esperávamos eram as miudas, que nos procuravam com os seus olhos tão bonitos quanto ávidos. Esta manobra que tinha o seu quê de complicado, tinha duas razões para ser feita. Primeiro daria a ideia aos nossos pais, que tinhamos ido à Missa, apenas tinhamos chagados um pouco tarde e haviamos ficado cá atrás e, consequentemente, tinhamos sido dos primeiros a sair. O segundo era exactamente o  de assistirmos à saída do "miudame", com os seu vestidinhos acabados de estrear, e de ver a Deus. Aquelas trocas de olhares era qualquer coisa digna de se ver. Ali eram combinadas as matinés dançantes, que eram o nosso regalo..... Apertávamos com as garinas até ao limite do possível. E elas babavam-nos os pescoços, e por vezes tinhamos direito a um beijo mais inflamado. Escorria amor e carinho pelos pares assim enlaçados. O pecado era atenuado pela circunstância de elas também apertarem comnosco machos latinos e ladinos. E sentiamos as suas púbis ladinas contra as nossas coxas e bacias. Bom sabeis do que se trata , não é assim. e roçavam-se frenéticas contra o que nos crescera dentro das calças, que nesse tempo não se fazia rogado para se manifestar. Eramos felizes!!!! O dono da casa providenciava um lanchinho e o roça, roça era visto pelos nossos pais como um lanche saudável entre meninos bem.... Mas só nós é que sabiamos o que que por lá ía. À noite encontrávamo-nos no café "O Tareco", e estava feito o Domingo dos meninos "pequeno burgueses" da Vila. Mas tudo começava no " Santo sacrifício da saída da Missa

                                           António Capucha

                        Vila Franca de Xira,25 de Novembro de 2012  


sábado, 24 de novembro de 2012

Premonição do Manuel Maria





A vida é filha da puta,
A puta, é filha da vida....
Nunca vi tanto filho da puta,
Na puta da minha vida!

Manuel Maria Barbosa du Bocage.


Enviado por E-mail pelo mano velho!!!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Que viva o teatro....




     Hoje, sexta-feira, o Teatro do Zero estreia a sua 9ª Produção.

Estão todos convidados a assistir. 21h30 no Ateneu Artísitico Vilafranquense. Apareçam!

Refexões....





O Sr Silva, imérito bronco. Isto é: não receia expor a sua bronquice aguda. Tem dito por pequenas frases as trivialidades do costume, passando uma esponja sobre a gravidade da situação, que ameaça ficar fora de controle. Mais, torneando, a sua quota parte de responsabilidade nesta questão emergente, na sociedade portuguesa. Tem-se visto, mas ele não vê, que até dos sectores potencialmente e tradicionalmente apoiantes do PSD, cresce o vozerio de descontentamento. A sociedade já não aguenta mais, esta política que está a destruir todas as hipóteses de auto-regeneração da economia. portanto é falso que daqui possa resultar a solução para os problemas do País. A única coisa que ainda não conseguiram destruir, é o nosso Sol e a beleza e qualidade das praias, mas com calma lá chegaremos, o único factor da economia, ainda resistente, O turismo associado à bonomia da população Nacional, está em risco de se transformar em ódio e rancor, aos nossos tradicionais alimentadores dessa industria que é o turismo. O povinho já não quer ouvir falar mais de alemães e outros "camones", que comprovadamente são quem nos está a criar estas dificuldades actuais. Ouve-se cada vez mais culpar a Europa, e sobretudo a entrada no €uro, como responsáveis da crise financeira actual, Não sendo inteiramente real, não deixa de ter o seu quê de razão. O clube dos ricos da Europa, está a jogar um jogo perigoso, mantendo um esquema ultra-liberal na estratégia global da chamada zona €uro, baseado na agiotagem internacional que são as chamadas dívidas soberanas, que afectam sobretudo os países do Sul da Europa, França excluida. Se a isto juntarmos as complicações do acordo de Chengen, sobre a política de fronteiras, para impedir que os emigrantes do Magrebe, que é o Norte de África, invadam os paraísos que são os países ricos do Norte da Europa. Só que os países do Sul da Europa são a fronteira natural entre a Europa da zona €uro, e o Norte dÁfrica, e são eles que têm que aplicar a politica do acordo de Chengen. E isso é tão mais desagradável como perigoso. Ameaça provocar clivagens no UE. A Europa no seu conjunto dominante, não está a ter em conta as tradicionais relações Históricas, económicas e políticas em relação ao      Magrebe, que gera entre outras coisas terrorismo e outros fenómenos que ameaçam a estabilidade na região. Não tardará muito para que os EUA, intrevenham militarmente na Europa para defender os interesses americanos.Tal como já o faz no plano económico, ou o que pensam que está na origem da crise financeira europeia. A am érica, não tem amigos e aliados, tem é empregados, o resto é conversa. E se os empregados europeus não resolverem o problema da emigração Árabe, eles vêm cá resolve-la, com o argumento de estarem a combater o terrorismo. E a História regridirá cinquenta anos. E esse será o mais comezinho dos problemas.   

                                      António Capucha

                  Vila Franca de Xira,23 de Novembro de 2012 

    

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Lateralizações...




Acontece que esta janela para o Mundo, é baseada numa lógica muito precisa e exclusiva, uma virgula a mais ou a menos pode, e é, a diferença entre chegar ao que se quer, ou ficar pendurado sem conseguir o que se quer. Há vários caminhos possíveis, mas só um, produz os resultados desejados. E para isso é preciso saber o que se quer perguntar. E isso é o mais difícil, saber o que se quer, e não, o que nos parece que queremos. É aparentemente o mesmo mas só aparentemente o é, porque se trata de coisas muito diferentes. Pelo caminho entre uma e outra está o nosso bestunto, sempre a gerar realidades virtuais, e outras que tais. Quando não nos impõe lateralizações, coisas intimamente ligadas ao que queremos, mas não o que queremos. E neste mundo cheio de curvas vamos vivendo à deriva, até gastar as pilhas..... 

                                            António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 22 de Novembro de 2012 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ti-ti-bolinha II.




Apesar da idade reduzida, o precoce ti-ti-bolinha, entrou já no universo vastíssimo dos odores dos cães. Isso é fundamental para se movimentarem no seu mundo. Reconhecer a perdominância pelo cheiro pode ser a diferença entre a vida e a morte, ou simplesmente evitar uma tareia, coisa sempre chata, não é verdade? Ele sabedor dessas coisas, entra devagarinho, por baixo, mas tenta brincar com o timom, sem invadir o terreno do macho alfa, estatuto que o timom tem aqui em casa. mantêm no entanto uma relação cerimoniosa. Por outro lado a minhe-jú, super fêmea alfa, já por diversas vezes lhe fez sentir a falta de paciência para brincadeiras, quando ela quer descançar. Tudo normal e a evoluir normalmente, se bem que um tanto apressado. Julgo que não há nenhum mistério nisso, a velocidade da progressão dele deve-se exclusivamente a ser sozinho, e não ter que partilhar nem alimentação nem carinhos e dedicação. Tendo isso em conta, está tudo bem. Só temos de ter algum cuidado, em não lhe dar atenção demasiada, par os outros não ficarem com ciúmes. Eles toleram-no bem e ele sabe o seu lugar na alcateia, mas em relação a nós a coisa é diferente. Para eles nós somos os verdadeiros alfas cá de  casa. É primordial terem portanto a nossa atenção garantida. E o canzanito tem-na. E os outros, não a podem perder. Os animais não têm sentimentos como as pessoas, têm sentidos e instintos e nós temos que sabê-los, e geri-los, a favor de equilíbrio entre eles. 

                                                   António Capucha

                              Vila Franca de Xira, 21 de Novembro de 2012

Que viva o teatro....





terça-feira, 20 de novembro de 2012

Dia internacional da caganeira e da cólica renal.




A avaliar pelo arrastar de rotinas, Hoje bem podia ser o dia internacional da caganeira e da cólica renal. Estas coisas dantes não me afectavam tanto, mas agora no aflorar da terceira idade, estar-se bem é: as coisas correrem-nos de feição e para isso é fundamental a excitação da novidade par esbater as rotinas que se vão tornando cada vez mais chatas. Correndo o risco de ser desagradável para a minha amiga Paulinha, Não queiram saber o que são as rotinas diárias de um tipo que foi operado ao cólon, ou seja: a tripa cagueira. E vive numa cadeira de rodas, não por via disso, mas por outros porquês, com a vaga alternativa de canadianas. Nem me atrevo a descrever. de tal maneira elas são indecorosas. Mudemos pois de assunto. O dia acordou morno e sem Sol, o que só por si podia constituir motivo de alegria, Rotina após rotina, executadas a rigor e bem sucedidas, deixaram um rasto de indiferença. Não me fizeram sentir nem melhor nem pior, antes pelo contrário. Até o hábito de escrita está associado ao meu isolamento, faço-o só, apenas pensando em quem me lê, mas depois fico entregue ao meu isolamento sem o mais pequeno feed-back. Longe de mim acusar seja quem fôr, já reconheci que a criação literária é como a masturbação: um acto isolado. É portanto melhor que se retire disso algum prazer, se não é tortura. 

                            António Capucha

       Vila Franca de Xira, 20 de Novembro de 2012

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Ti-ti-bolinha.





É hoje!!! É hoje!!!! Que o ti-ti-bolinha vai levar as vacinas da ordem. Começa a sua vida de cidadão dos cães.A partir de hoje, já pode ir à rua sem o perigo de contrair "parvo-virose". Que é uma coisa muito comum nas pessoas, mas fatal nos cães. Mesmo correndo o risco de ser inconveniente, diria que com efeito a parvoíce é um víros, que ataca muita gente e não há vacina que lhe valha. É que é rigorosamente fatal, quem é parvo, acorda parvo, continua parvo durante todo o santo dia, e quando se deita ainda é parvo e assim por diante até que a morte os separe. Mas piores são os tolos.... Esses, tal como os parvos também têm aquele ciclo de permanência ao longo da vida, só que estes conseguem até ter orgulho em ser tolos. Têm-se em grande conta, e não há forma, de se lhes roubar a bola. Não raro, constituem-se em autoridade ou referência dos padrões de vida. E apelam ao que chamam a legitimidade da maioria , que acreditam ser, e a partir deste pedestal, ditam, e mandam publicar. Aplicadores e zeladores daquilo a que chamam, bons costumes.... Gerem a seu favor o resultado da vida social. 
Os casais assim constituídos, com base na tolice, comportam-se como sendo a base da sociedade, as esposas são geralmente loiras, os meninos loiritos e rosados como querubins de pichas minúsculas, e os pais austeros graves e são sempre gerentes bancários, chefes de repartição de finanças, proprietários de modo vário e votam quando muito PS. Mas com cuidado e não se gabam disso.... Mas vejam só, são sobretudo de uma pequenês subjacente, melhor dizendo prevalecente... Intelectualmente menores, naturalmente, fazem da ignorância.... Virtude.... As suas figuras de proa, ficam-se pela improvisação, habilidades soezes e baixas. E imaginação, zero..... São orgulhosamente a base eleitoral do Sr Cavaco Silva, e do Sr. Passos Coelho e restante corja. Mas são caridosos , nunca faltam à Missa ao Domingo, e deixam a "gorja" ao sacristão e vão contentitos almoçar ao restaurante da moda. Elas sabem tudo da tabela de calorias e eles são peritos em vinhos e queijos, para isso lêem as revistas da especialidades que também trazem o ultimo modelo da BMW. HAJA DEUS......

                                               António Capucha

                          Vila Franca de Xira, 19 de Novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

O Manuel António....




O Ramelas voltou à pequena vila onde cometera a suas vilezas, já aqui relatadas num "post" de seu nome justamente: "O ramelas", publicado a uma Terça Feira, 20 de Setembro de 2011. Pois assim é o Ramelas voltou, mantém o cabelo seboso e o ar de facínora que sempre teve, só que em vez do capuz e da parka sebenta e os ténis rotos, trazia um boné na tola, uma farda de GNR impecável, divisas de cabo e botas de montar. Era a imagem da autoridade.... No entanto, fora desse aspecto exterior, dançava-lhe dentro do bolso das calças uma ponta-e.mola com cabo de madre-pérola branca e lâmina assassina de cinco polegadas. 
Cruzou-se com o Zé grande, e com um sorriso provocador, rosnou: então bons dias, Zé.  O Zé que não o tinha reconhecido naqueles preparos, returquiu qualquer coisa, sem saber bem o quê. É pá, não me conheces? 
O zé fez um óh de espanto, Mas tu... Tu és o Ramelas.... 
'Pera lá, mais devagar....  Sr. Cabo Manuel António, se faz favor.....
Sim claro está bem.... Então que é feito?
Olha acabei o curso da GNR, e fui aqui colocado O Artur reformou-se e eu venho ocupar-lhe a vaga, sou  o novo chefe da esquadra.  
Bom então até mais ver, diz, cordial, o Zé Grande. No entanto ficou de alerta surpreendido por tão inusitada revelação. "Nã" ali havia "estória"!! E havia mesmo, o que o velhaco do Ramelas não lhe dissera é que ele também era agente da PIDE, e tinha sido ali colocado por conhecer as pessoas e o terreno para acabar com o que era suspeito haver lá na Vila, uma célula dos comunistas que estavam a organizar os assalariados agrícolas e a multiplicar greves umas atrás das outras. O Sr. Presidente do Concelho, já estava a ficar preocupado com a situação.... 
Mas o Ramelas, velhaco e cobarde como era, tinha outras prioridades entre as quais a primeira seria vingar-se do Zé Grande.... Então simulando um trabalho de investigação, tornou claro, o que era escuro e acusando o Zé Grande de ser o controleiro da célula comunista, manda prende-lo. Nada mais falso .... O Zé Grande era um bom rapaz e nada parvo, mas não era mais nada a não ser isso. Como os superiores do Ramelas também eram ao seu estilo e da mesma qualidade dele, não questionaram.... Só que resultados disso, ZERO.... A célula que de facto existia continuou activa e operante e as greves não paravam....
Mas o pobre do Zé Grande, lá precorreu o Calvário todo que calhava a todos os presos políticos do País. Foi presente ao Tribunal Plenário, e julgado por supostos crimes que aliás não houvera cometido. Parece que é miragem, mas essas coisa aconteciam mesmo, eram mesmo Juizes que presidiam aos tribunais plenários, mais ou menos os mesmos em quem agora temos que entregar a justiça deste País. Bom, mas adiante, o nosso amigo Zé Grande foi óbviamente condenado, e preso na Prisão de Peniche. 
A podridão do regime era de tal ordem que, o 25 de Abril se deu passado nem um Mês. E o nosso Herói foi libertado, bem como todos os presos políticos, como se sabe. E hoje sim, é Comunista, sim senhor, activo e operante.... E claro continua a ser um bom rapaz e é amigo pessoal deste vosso amigo e escriba deste blogue.

                                            António Capucha

                   vila Franca de Xirs, 17 de Novembro de 2012 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Que viva o Teatro

Ateneu Artístico Vilafranquense (Oficial) publicou no grupo INDICATIVO 0 - Festival de Teatro



Não percam, amanhã, às 21H30, o espectáculo...
Ateneu Artístico Vilafranquense (Oficial) 16 de Novembro de 2012 20:10
Não percam, amanhã, às 21H30, o espectáculo Restos, pelo Grupo de Teatro Esteiros. Depois, pelas 23H, a Tertúlia do Zero - "Debaixo dos Lençóis" irá trazer-nos coisas mágicas, como o João Cleto e a sua gaita de foles, e, mais uma vez na Tertúlia, Andrea Vertessen - desta vez com banda. Uma noitada de cultura, do melhor que se faz em Lisboa e Libreville, aqui ao pé de casa...

E-mail enviado pela Rita






SE CAMÕES FOSSE VIVO ESCREVERIA ASSIM:

As sarnas de barões todos inchados
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo o que lhes dá na real gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se do quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!

                                II

E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!

                              III

Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.

                             IV

E vós, ninfas do Coura onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene!


      
Luiz Vaz Sem Tostões

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cumprir Calendário




Cumprir calendário.... Seja lá isso o que fôr, é seguramente uma ideia desagradável, uma obrigação, coisa que se executa sem paixão, automaticamente e sem gosto... Bom, não é completamente verdade. Tudo o que faço para o blogue, tenho-o dito bastas vezes, envolve prazer e sentido de responsabilidade , não é portanto, coisa de somenos. Saliento o facto de por vezes a rotina, levar a bom porto, dar sentido a coisas que partiram de coisa nenhuma, que apesar de feias, podem ser um exercício esteticamente importante, raramente belo, mas sempre importante. fazer prosa escorreita discorrendo ao acaso, é obra!!! A pouca experiência que tenho destas coisas, leva-me a concluir isso. Há quem diga que esse discorrer ao acaso da "veia tonta", nem sempre tonta, diga-se, é que revela capacidade para outros voos. Equivale isto por dizer que, há que pôr alma em tudo o que se faz, sem isso é que nada feito. Escrita forte , bem condimentada, se é que me faço entender, é talvez a minha melhor faceta, julgo..... Na cozinha, também sou assim, coisas fortes e amplas de sentido, tempêros picaros , provocantes. Dizem que as saladas devem ser temperadas por um louco... Sou assim na cozinha e na escrita também: construções de frases não muito usuais, adjectivações temerárias e por aí adiante, sempre adiante... Sem medos....

                                   António Capucha

                 Vila Franca de Xira, 15 de Novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Pronto! Está bem....




Nada a fazer, depois dos apelos de ontem à participação dos leitores, Sem comentários, é a mensagem do blogue. Não queria, mas tenho que extrair daqui as conclusões necessárias. Escrever ainda que para um blogue é um acto individual e íntimo. Tenho que arcar com este resultado absolutamente brutal. Acreditava eu numa forma mais colectiva de criar o textos. Pelos vistos tal coisa não existe, não é praticável. Pensava eu, que todas as pessoas têm qualquer coisa para dizer, mas pelos vistos preferem ser consumidores a assumirem a autoria ou co-autoria seja do que fôr. Só tenho que respeitar isso. As coisas devem ser assim mesmo, eu é que sou muito convencido. A figura que imaginei existe apenas na minha cabeça, Um leitor tão empenhado que penetra no processo criativo, activamente, é mais do que é possível existir. nestas coisa há emissor e receptor, ponto. Cada um com o seu papel bem definido, e eu só tenho que aceitar as regras do jogo. Inventar outro jogo não é possível, é coisa inexistente. Amigos como dantes. Por mim isto está ultrapassado, vou continuar a fazer o que sempre fiz com o empenho e rigor do costume. E claro, continuo a esperar que me visitem e me leiam os textos. E procedam da forma que vos der na gana.    

                                       António Capucha

                     Vila Franca de Xira, 14 de Novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

"Bloga".....




Sei, e isso agrada-me muito, que o blogue tem bastantes e fieis amigos e seguidores, no entanto preocupa-me o facto de haverem poucos comentários. Segundo o que penso do blogue, ele é um sitio onde exponho as minhas ideias e conto umas "estórias", mas considero ser simultaneamente, um espaço de diálogo, e confrontação de ideias e opiniões. Houve alguns "posts" em que me servi do blogue para conseguir um dialogo doutra forma impossível, Lembram-se, até vos pedi desculpa por usar um espaço nosso, para alcançar efeitos muito particulares. Apelo aqui e agora solenemente, ao estimados leitores e amigos que sejam mais pró-activos. Critiquem, digam de vossa justiça, questionem-me se fôr caso disso, aumentará o nível de responsabilidade, meu, em relação ao blogue, mas eu aguento. Até sinto alguma necessidade de ser "picado", incentivado..... Por essa razão deixei propositadamente o espaço ao comentário completamente aberto, Livre portanto.... E se se der ocaso de a "veia tonta" vos incomodar, podem mandar-me os vossos textos, que eu terei todo o prazer em os publicar, devidamente identificados.... Claro! Ideias muito claras, e superiores até, ficam desvirtuadas pelo estigma do anonimato. É a única condição que imponho, e acho que é bastante razoável. Outra coisa é usar um pseudónimo literário, eu próprio o fiz num texto em que assumi a personagem de uma senhora de seu nome: Estela Serrano, que na primeira pessoa descreve um conjunto de situações e sentimentos , sentidos durante uma visita guiada ao Cabo Carvoeiro - Varanda de Pilatos/Ou o Cio do Mar- Publicado neste blogue nos idos de 2010, exactamente a uma:
- Terça-feira, 29 de Junho de 2010. Ainda assim tenho a ideia de ter assinado o "post" no seu final. A rseponsabilidade pelo que aqui é dito , é ponto d'honra, para mim.  E é claro que não vou exigir ao meus leitores e amigos, o que não exijo a mim próprio. Claro que ficou, este princípio basilar, renovo  o desafio: comentem-me , critiquem-me, mandem-me textos, sei lá, participem mais....  

                                                  António Capucha

                           Vila Franca de Xira, 13 de Novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

tudo é relativo.....




De rapaz frugal, comedido, dei em ser actualmente, extremamente exigente. Não me chega uma análise supreficial, uma evidência, raramento o é. Pequenos nadas fazem enormes diferenças, desvirtuam mesmo o seu próprio âmago. É um jogo complicado, este do gato e do rato com os nossos próprios sentimentos. E  tem regras muito precisas. Uma das quais, talvez a fundamental, seja a negação do absolutismo. Como dizia o Einstein relativizar é a norma e isso assim é para as órbitas dos planetas, que não são circunferências regulares, mas elipses de progressão relativa. Nem tudo é recto e quadrado no universo das coisas, bem como , nas coisas do Universo. Melhor dizendo, quase nada o é. A aurora boreal resulta de um distorção, uma disfunsão, no entanto é bela. Quantas vezes um defeito, uma irregularidade, é padrão de beleza....No entanto defeito é defeito, e beleza é perfeição. Será? Seria, não fora o sermos nós seres humanos os decisores dessas regras. E a nossa natureza, não é regular, de todo. Aposto dobrado contra singelo, em como os mecanismos da nossa psique, são elipticos, fora da perpendicularidade sugerida, e por vezes aceite como boa. São sinosoidais, não regulares, a sinosoide regular é outra representação de um circulo perfeito, não somos, então, corrente eléctrica alterna, muito menos trabalhamos a pilhas, em continuo, em recto... positivo e negativo sempre num só sentido... A energia que nos faz funcionar, tem semelhanças com a electricidade, mas fica-se por aí... É de tipo diferente, mais complexo, digo eu.... Enquanto não se conhecem os seus meandros vamos falando de coisas esotéricas, para-ciências, religiões e outros disparates que tais, Não vejo a hora de desmantelar toda essa panóplia de obscurantismo, fonte inesgotável de injustiças de toda a ordem. Todos os desatinos pequenos, grandes e descomunais, são fruto disso. E são sempre servidas por convicções absolutamente indiscutíveis. Já repararam!!!
                                            António Capucha
                      Vila Franca de Xira, 12 de Novembro de 2012 

sábado, 10 de novembro de 2012

Vamos às mercas.....




Manda o ritual dos Sábados em casa, umas voltas ao mercado municipal - não confundir com mercados financeiros - onde as varinas não são Merkel's, e a charcoteria é de primeira e baseada em produtos do nosso Alentejo, mas não só, e o talho de carne de porco e enchidos, magnificos, é do Calçada.... 
Hoje uns maraus, rapaziada bravia, que não se entrega, que passam as manhãs de Sábado, a beberricar fininhos e a mastigar sandes de febras, também conhecidas por: bifanas. Hoje, dizia eu, resolveram pagar-me um copo, que não, não me faz mal, posso comer e beber de tudo, apenas não posso abusar de nada, como todos nós, disse ao jeito de filosofar. Fizemos uma saúde, e separámo-nos. Eram horas de almoço. Companheiros foi um prazer, gostei de os ver. Põe-te bom pá... Estou bom.... Isto vai amigos, cuidem-se.... 
Afinal gosto de mercados, este pelo menos é bonito, com os seus paineis de azulejos e a sua arquitectura característica. Local de trocas comerciais, permutas culturais e celebrações de identidades. Tudo num hectare bem medido. É um ritual que cumpro com prazer este de celebrar a minha "vilafranquice".... Depois um cafézinho numa das suas esplanadas, e está feito..... Não há nada melhor que estas peregrinações. 
Bom fim de semana......

                                               António Capucha

                       Vila Franca de Xira,10 de Novembro de 2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Texto alternativo....





Nada a fazer! O bloguer pediu-me desculpa e mandou-me para o espaço um texto já pronto para publicação. Este é portanto um texto alternativo, só que o subconsciente já assumiu a tarefa como executada e a mente está a perguiçar.... É mais ou menos o meu maior receio,nestas coisa da escrita. sopondo que era profisional destas coisas, e fazia o gosto ao dedo todos os santos dias, e o suposto editor telefonava e dizia: é pá esgalha aí um texto sobre ....... Qu'e o está a dar... os leitores querem.... 
Há pior pesadelo? Fazer do acto de escrita uma coisa técnica, automática. Até sinto arrepios só de pensar.
Ou ainda pior: É pá não fales disto ou daquilo, qu'amalta não gosta.... Isso dizia ele, o tal, suposto editor. Porque quem não gostava era ele. Que acha de si, ser o representante dos gostos públicos, se é que eles existem. Há sempre zeladores da conveniência do que se escreve em nome do gosto ou tendências públicas, Há menos é  quem esteja disposto a dizer ou escrever o que pensa, ao arrepio dos suposto gosto público ou censo comum.... A chamada literatura "ligth", que não é mais que um conjunto de trivialidades bem alinhadas e parcas de sentido, e embora técnicamente correctas, são do ponto de vista criativo, algo desonestas quer caracterizando sem rigor as personagens, quer criando situações exploradoras de sentimentos demasiado primários ou mesmo reprovaveis do ponto de vista ético. Não sou moralista, mas há formas e formas de dizer as coisas. Umas levam a um entendimento superior das questões e outros, à alienação global dos leitores.  Assim tipo telénovela, cujo fio de "estória" vai e vem ao sabor do que a produção acha ser o gosto das audiências....Nem que isso custe a caracterização das personagens, por exemplo, tem que haver muitos casamentos, porque as consumidoras, querem é ver modelos de vestidos e pompa e circunstância, porque faz parte do seu imaginário colectivo. Então em nome disso a "estória"dá cambalhotas atrás de cambalhotas, ficando esta mais pobre e inverosímil. Desonesta....  Literariamente descredibilizada....
Posso não ter a qualidade almejada, mas essa figura não me verão fazer......     

                                           António Capucha

                        Vila Franca de Xira, 9 de Novembro de 2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

tecnologias de ponta.... e mola....




Quando se quer encontrar uma coisa, na "net", desespera-se. Das coisas que nem queremos ouvir falar, esas, enfiam-se pelos olhos adentro, como uma sonda invasiva. É por essas e por outras que não me deixo maravilhar pela chamada terceira revolução, a das tecnologias de informação. dirão: Áh ... Está lá tudo.... poi'stá...  Também está tudo contido, dentro dos nossos horizontes, da nossa dimensão, digamos assim.... A questão está em saber que quantidade de lixo temos que remover para encontrar aquilo que queremos. Ou então conhecer as coisas pelos sinais, códigos e que tais, e atalhar caminho.... Mas mesmo para um "expert", é impossível encontrar o que lá não está. E, para que lá esteja é preciso que alguém tenha a trabalheira de o lá meter. Seja por interesse , que fôr, ou há uma razão, ou a informação não existe. Portanto só existe o que é do interesse das maiorias... Então qual é a diferença desta para qualquer outra tecnologia? Pouca, claro.... E porquê? porque todas têm como origem e destino o mesmo personagem: O homem, essa personagem misteriosa. Para mim será sempre mais saudável encarar estas coisas pelo lado de onde nunca deviam ter saído. São ferramentas.... Tão só ferramentas, como martelos plainas e rodas.... O resto são mitologias criadas à sua volta, no sentido, bem humano, de vender o mais caro possível a sua tecnologia aos parolos, que não convém deixar que o sejam. A técnica é antiga, era usada pelos chamados vendedores de "banha da cobra", espécie de panaceia que tudo curava e tudo resolvia. Tal como a tecnologia da informação, esta também, remédio santo para tudo e mais umas botas.... Creio que já ultrapassamos essa fase.... Há hoje uma relação mais saudável, com essas coisas, mas, quando ainda trabalhava, estava activo portanto, quando nas empresas, começou essa loucura colectiva. Todo e qualquer bicho careta, alarderando conhecimentos que de facto não tinha, argumentava que seria a modernidade contra o obscurantismo. E como ninguém gosta de ser obscuro, ainda hoje temos as "mitologias da informação" a enfiarem-se-nos pelos olhos adentro. Isto porque não temos uma relação saudável com as ditas tecnologias. Não tendo ideia do que são efectivamente, como vamos saber o que podemos espera delas? E esse é capaz de ser o erro, ou o princípio do erro, cometido há uma década ou duas, e que consiste em termos optado pela "mitologia da informação", em vez de generalizarmos o verdadeiro conhecimento da tecnologia da informação.

                                           António Capucha

                     Vila Franca de Xira,8 de Novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Comissões....


Que porra de dia.... Chuvoso, húmido, cinzento. Um dia impróprio para tratar seja do que fôr, quando se está de cadeira de rodas. As chamadas "barreiras arquitectonicas" berran-nos aos ouvidos a sua presença importuna, e barram-nos os caminhos. Dos Correios à farmácia, tudo são degraus e todos eles foram vencidos, com mais ou menos esforço. Depois no café a tomar o pequeno almoço, surgiu a oportunidade e discorremos sobre tudo o que outrora nos tinha acontecido e fizemos algumas reflexões sobre o assunto. Lembrei então coisas há muito passadas, no Montijo., E perorava eu contra o desnorte duma bendita comissão a quem cabe a responsabilidade de decidir quem vai quem fica, o quem sai e quem fica por exemplo na unidade de cuidados continuados do Montijo. Lembrei então, que pouco antes de sair sairam uns tantos utentes e as suas vagas foram ocupadas por outros que manifestamente, estavam em melhores condições que os que houveram saído....  E que isso não dava para entender.... A Nita que entende dessas coisas esclareceu que no Montijo ninguém tem poder de dicisão sobre isso, a tal bendita comissão constituida por técnicos de saúde e tal, é que determina e manda publicar. com base em relatórios médicos e companhia. Ora lembro-me eu, que quando se pretende tornear uma questão, adia-la "sine-die", relegá-la para as calendas, o que se faz é nomear uma comissão. É uma pecha bem nossa, bem Nacional. Deixar a ideia cair sem discussão, de que quem sabe é que dicide. De medicina pois serão os médicos e técnicos de saúde e de economia serão os economistas. e assim por aí fora. Só que daí à  preversão do corporativismo vai um tudo nada. Assim assiste-se mudo e quedo, a que por exemplo, na saúde os médicos que são quem a domina, se preocupam maioritáriamente com as suas próprias questões, ficando as verdadeiras questões, os interesses dos doentes, eternamente adiados. Outro galo nos cantaria se essas comissões fossem compostas por pessoas extraídas do grupo social a que se destinam   que em associassões credíveis e capazes de melhor decidir dessas coisas, que um grupo de profissionais do sector, que sapientissimamente fazem as merdas que fazem. No caso a que nos referimos, as vagas do Montijo e de todos os "Montijos" que ainda subsistam à voragem apagassionista, deste governo. Uma comissão constituída por utentes ou ex-utentes saberia decidir com maior justeza, e justiça, acerca das questões tão delicadas como as vagas que infelizmente escasseiam, neste tipo de instituições. Ser-se dificiente, é o que é.... Fica-se dificiente , mas não se fica parvo. Somos cidadãos pensantes e capazes.... Podemos muito bem tomar conta das coisas que nos dizem respeito.... Não se nega a importância dos técnicos disto e daquilo, mas das nossas coisas, dicidimos nós. Se não se importam.... Temos que inverter este sem número de coisas. que vamos vencendo, mas podiam não existir, o que seria muitíssímo melhor!!!!! Já experimentaram pensar com os pés? Pois é mais ou menos o que acontece com este sem número de comissões mais ou menos corporativas.... Temos o nosso edíficio social construído de cabeça para baixo.... A pensar com os pés!!!! Por isso é que nada funciona nesta merda deste país!!!!! 

                                         António Capucha

                  Vila Franca de Xira, 7 de Novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O ti-ti-bolinha.


TI-TI-BOLINHA


O coiso, começa a despertar do estado letárgico de cachorrinho. Começa a parecer um cãozinho, a explorar as imediações do ninho, abertos os olhos, a lamber ração, embora não tenha dentes. rosna, quando se lhe tira a têta da frente, enfim , começa a ocupar o espaço que parece estar-lhe reservado no seio da família. Só ainda não há consenso, acerca do nome que há-de ter. Mas vai sendo cada vez mais o ti-ti- bolinha. Não pegou às primeiras: Baltazar, Tadeu, Romeu, este sem Julieta, não dá. Também Sebastião foi tentado , não colou..... Acho que vai ficar ti-ti-bolinha, seja lá isso o que fôr....dê lá por onde der.... Ele lá vai progredindo... A rebolar a sua pancinha, a escorregar nos ladrilhos polidos, do chão da sala...Ele lá anda nas suas patitas de almofadinhas cor de rosa. escarrapachado porque elas escorregam, como disse.... Pacholas e cabeçudo, exitante e destemido, faz-se à vida pois então.....  Aceitam-se sugestões para o nome deste Marco Polo dos ladrilhos. Ainda é cedo para se adivinhar que personalidade virá a ter, digamos assim, mas é notório que evolui bem e se apresenta cada vez mais independente. Aquela dele ter sido apanhado a tentar comer a ração da mãe, pressagia vir a ser, um animal desempoeirado. E insistiu obstinadamente esse propósito. De tal maneira que a senhora espanholada, teve que ir à vet. perguntar se ele podia comer ou não a ração da cadela sua mãe, uma boa mãe, digo eu... Que sim senhor.... Podia.... dissolvido num pouco de água, tipo papa.... De modos que ele agora acumula leite materno com papa de ração... E não diz que não a nada. O labrego come que se desunha.... Parece um porquinho da Índia.....

                                     António Capucha

                Vila Franca de Xira, 6 de Novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Memórias....




Estre miserável computador, estúpido até dizer chega! Não se compadece deste escriba, inábil e grosso.... Que não grosseiro! Como ia dizendo esta estúpida máquina, não me deixava entrar, para esgalhar o textozito da ordem... E porquê,  perguntais vós! dizia-me ser uma ligação insegura, ao fim de sei lá quanto tempo, lá me disse que as datas e horas do local onde pretendia ligar-me, não batiam certo com a hora e data que o computador enviava... Ainda não aprendeu que um rapaz como eu não liga a pormenores destes... A sua especialidade é partir vidros dos vizinhos, esfolar canelas, partir cabeças à calhoada, marcar um golo por outro, como querem que me rale com esses detalhes da data e hora do sistema? Ora bolas.... Sim senhor, joelhos esfolados, sapatos cambados... Mas foi golo! Ouviram bem?? GOLO!!!! DO SPORTING!!!! Agora esta merda da data e hora.... Vale o quê???? Bom..... Aqui chegados , esclarecido que ficou este pequeno detalhe, da importância e suas prioridades, Aqui chegados, dizia, há que prosseguir, este misto de obrigação devoção, para com o blogue e claro com os seus fieis leitores. Alimento primordial deste e simultâneamente, destino primordial, não único, do mesmo, uma vez que também devemos entrar em linha de conta com o gozo, o prazer, que me dá escrever. E já que os outros prazeres, até os golos do sporting, me estão vedados..... Fica-me este de perorar, ao sabor da tineta, da veia tonta.... Prazer último derradeiro, que ainda conservo. À maioria dos outros prazeres, já um longo adeus substituiu, a sua existência , deixando-me felizmente a sua memória, ainda fresca. Tão fresca que a tinta ainda escorre... Que sou capaz de sentir as esfoladelas....  Ainda lembro a queda de cabeça para baixo que dei no quintalito do Sr Filipe. que era o meu barbeiro....  Só não me lembro se ganhei esse jogo de sarjeta a sarjeta, ou não.... Acho que isso também é detalhe!!!!

                                            António Capucha

                      Vila Franca de Xira, 5 de Novembro de 2012




domingo, 4 de novembro de 2012

Salto em frente....



Depois de uma sopa de cação, um Havano legítimo arredonda-me o palato, mata-me saudades. o fumo fica-me na boca a rebolar e curtir sabores e espalha pela casa um cheiro agradável... Só más línguas se atreverão a desdizê-lo... Falta um bom conhaque, mas isso sim, iria colidir com os níveis de glicémia convenientes. Sei que há limites e respeito-os... Sob que ângulo fôr que veja as coisas, esta verdade repete-se imparável... Mais do mesmo, não!!!! Outro ano como o anterior, não sei o que daria... É melhor não experimentar. Quanto mais não seja por respeito a toda a trabalheira que tive para recuperar a sanidade que hoje tenho, e da qual muito me orgulho. Logo pela manhã, saí de casa "maila" minha cadeira de rodas, e fui guardado à vista, e apenas à vista, pela senhora de origem espanhola. E tal como previ, fui serenamente até ao café mais próximo e voltei. Presisando apenas dela , da senhora espanholada, para vencer a pequena ladeira que antecede a nossa Alameda. Estou convencido que se continuar a puxar pelo coirão desta forma, até isso um dia será canja de galinha. E o cenário, meu Norte, de ter a perna de pau, o papagaio ao ombro, e a pála no olho, esta apenas adereço, está mais à vista que nunca... E ando já a aprender as cantigas e modos de pirata. Se tiver alguma dificuldade neste particular, volto para o Montijo, onde o André, pirata de sempre, veterano de mil pilhagens, por certo mas ensinará. A propósito, um abraço para o pessoal do Montijo.... Meus mestres, meus amigos.... A Catarina, menina bonita, ensinou-me tudo menos a sua beleza. Porque não se pode ensinar.... Mas deu-me tudo, para poder e saber, viver com a minha fealdade.... As tardes na sala das Martas, e o Claudio, o companheiro Francisco, o sorriso pronto e fácil da Rute, que lindos olhos senhora....  E da Paula....  Todos, tantos que recordo mas cujos nomes se escapuliram desta memória que já teve melhores dias, fizeram-me descobrir esses outros "eus" que viviam recalcados. Um beijo queridas meninas e amigos. Hoje é dia de celebrar vitórias.... Por isso vos recordo a todos os que fazem parte delas.... Até a D.ª Teresa, que apesar de desaparecida em parte incerta sem deixar rasto ou contacto, o que me deixa pendurado, teve a sua quota parte neste salto que estou em condições de dar.... Em frente já se vê..... Que p'rá frente é que é Lisboa.... 

                                       António Capucha

                  Vila Franca de Xira, 4 de Novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

Glicémia.....




Não sei como nem porquê o que no Montijo era dado adquirido, conseguido sem esforço, é agora um suplicio bravo, que está sempre fora de controlo e só á custa de cruzes na boca, se consegue. No Montijo tinha sempre a glicémia em valores bastante baixos, tão baixos que me baixaram a medicação e tinha ordens para comer bem. E um docinho, pois então.... Em casa, logo pela manhã, mal suportando um peixinho da horta, vai para valores a justificar alguma preocupação.....E fazem subir o vozerio do mulherame cá de casa, que já de si são muito opiniosas, Quanto mais que o aparelhómetro de medida lhes dá razão... É um ruído ensurdecedor... Não passam a bola a ninguém. E o que mais me custa, é que não tenho como as contrariar...prá'quistou entregue à minha desdita. Claro, se aceitar só comer merda saudável, seja lá isso o que fôr, controlo a situação , mas mal tente uma graçinha, lá vai tudo para o "breijo"..... E recomeça a disciplina e a ordem.... Senhores, estou farto..... Sorte marreca.... Não fora aqui o blogue para despejar o saco, e já teria rebentado..... E o que me custa ver os outros comer à fartazana o que lhes dá na gana, impunemente! sem que lhes decorra daí, algum mérito ou demérito, como acham que se pode aceitar estes limites. Em nome de quê.... De que religião, ou conjunto de valores, é que isso é aceitável? Eu diria de nada, É injustíça pura e simples..... É o que é!!!! O resto é paisagem.... Dirão no entanto ser inútil esta arenga, eu diria que não!!!! Destina-se a garantir mais respeito por quem sem ter alguma culpa no cartório, sofre este tipo de agruras.... Injustas agruras, para ser mais preciso.... Um pouco mais de respeito por estas coisas que sofremos em silêncio, não me faria mal nenhum.... 


                                                    António Capucha

                          Vila Franca de Xira, 3 de Novembro de 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Que viva o teatro

Mais iniciativas do TMA

Estratégias.....

Devastadores, é como devo classificar os recentes acontecimentos do encadeamento dos dias, assim dispostos em carreirinha e a que vulgarmente chamamos: vida.... Aliás, seriam muito mais devastadores se me deixasse abater pelo primeiro fogo da adversidade. Nem ao primeiro nem aos subsequentes.... resistente que sou às adversidades de efeitos devastadores , ou simplesmente, penalizadores... É um exercício vulgar, trivial, para um lutador como eu. Não digo que o faço por desporto, na maior... Mas não me entrego assim às primeiras. Coisas que parecem ter inequivocamente um só sentido, o da desilusão devastadora, vista de outros ângulos apresentam-se completamente diferentes... Mais capazes de reabilitar um ego ferido. E isso é que importa.... Não é que corra tudo, sempre muito bem, o que importa, é que, ao que não é assim tão boa notícia, se lhe oponha uma razão plausível e acalentadora. - Ser imune às adversidades é insensibilidade, é qualquer coisa que eu não gostaria de ser, prefiro sentir desgostos a não sentir nada....-  E isso eu sei fazer. Suprimir o negativismo de uma novidade adversa, substituindo-a por algo diferente, resulta daí que talvez nunca venha a saber se é esta ou a outra que vale. Mas isso é bem diferente de permitir que uma má nova me ensombre a vida. Criar uma realidade, ainda que virtual, não é assim tão alienante como isso. Se o efeito conseguido fôr apagar fantasmas. E apagar fantasmas é bom, sabe bem.... E a sucessão de dias continua... Aliás continuaria sempre, só que assim com este pequeno truque passam mais leves, mais ágeis.... E é isso que interessa, ou não será???

                                         António Capucha

                    Vila Franca de Xira, 2 de Novembro de 2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Está na hora....





Gozar um feriado antes que ele acabe, É a sagrada missão de qualquer português que se preze. Uma vez que estes anormais que governam o país estão apostados em acabar com eles todos. Assim como com todos os aspectos, que os habitantes do café 24 de Abril, sentem , se é que alguma coisa sentem, nas suas masturbações, das quais resultam ejaculações, não de sémen, mas de merda. Aliás dessas parições de intelectos fétidos, só semelhantes coisas podem surgir. A merda escorre das suas vidraças, como a chuva noutras normais. Nem cheira a café, não ..... Cheira a bafio... A podre.... Não cantam, Arrotam..... Cospem ao invés de falarem.... Bajulam-se uns aos outros porque é a sua imitação de ternura, de solidariedade, coisa que não sabem o que é..... Apunhalam-se nas costas uns dos outros. A traição é a moeda de troca das suas sórdidas lucrubações... Pois este senhores deste governo, são isto tudo e ainda, o que as suas mentes doentias parem. O que não é pouco. Que estas alminhas são umas cabecinhas pensadoras, do mais pensador que há. Todas as quimeras e mitos da esquelética direita intelectual encontram neles eco e coito... Mas como bons Liberais radicais, as coisas mais extraordinárias e socialmente abjectas, são as eleitas. Como esta saga dos feriados... Onde é que estas almas vão conseguir este prodígio de meditação, de que os feriados são uma afronta directa e evidente à produtividade Nacional. Néscios... Badamecos.... Na primeira oportunidade que nos fôr dada, não nos enganemos. Corramos com eles e as outras imitações que sabemos existem e respiram, como aqueles amfíbios que estão debaixo do que foi lama, e eclodem às primeiras bátegas de chuva. Estrume com eles. É ADN nocivo que tem que ser destruído. Nem tudo o que é recente é fruto de evolução. Evolução é partir daqui, para algo mais à frente e melhor. Mais prefeito, à luz do que o passado nos ensinou ser superior. Qualquer coisa ainda que mais recente, mas inferior é retrocesso, é evolução negativa. Só o progresso é inovador e positivo. e como vamos identificá-lo? Tendo aprendido com o passado e não cedendo ao preconceito. Vá já falta pouco. Esta merda está por um fio. Tal como em Abril de setenta e quatro, basta um empurrãozinho, e porquê? Porque estava podre sem bases. Depois fomos bons rapazinhos e magnânimos, aqui e ali com falta de rigôr, e a história não nos poupou. penalizou-nos. E forte e feio... Mas já chega! Aprendemos.....
                          António Capucha
     Vila Franca de Xira, 1 de Novembro de 2012